Em 1917 a Biblioteca John Ryland, da Universidade de Manchester (Inglaterra) adquiriu no Egito um pequeno fragmento de papiro de 18 x 9,4 cm (Ryl. 3,470), cujo conteúdo em grego, de apenas 22 palavras, foi identificado em 1939; é o texto surpreendente de uma oração dirigida diretamente a Maria Santíssima, invocada como “Theotókos” (=”Mãe de Deus”), entre os séculos II e III d.C.. Quando mais tarde,  em 431 (séc. V), o Concílio Ecumênico de Éfeso proclamou Maria “Theotókos”, simplesmente fez eco a uma tradição cujo primeiro termo conhecido, antes da descoberta desse fragmento, remontava a Orígenes (243 d.C.). A oração reconhece explicitamente Maria como “Mãe de Deus”, “puríssima” e “bendita” muito antes do surgimento da heresia do Nestorianismo, que negava-lhe principalmente o título de “Mãe de Deus”.

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Sob a tua misericórdia
nos refugiamos, Mãe de Deus!

Não desprezes nossas súplicas
em tempo de angústia.

Mas resgata-nos dos perigos,
ó puríssima e bendita!

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