ERROS HISTÓRICOS E CULTURAIS SÉRIOS NOS “TRATADOS CHICK”

Estudando alguns dos “Tratados Chick”, observamos que o autor assinala como fatos históricos alguns “eventos” bastante sangüinários, os quais Chick culpa SEMPRE “o Vaticano”.

Porém, ao examinarmos A HISTÓRIA, livre de preconceitos anticatólicos, notamos a grande quantidade de falácias e erros apresentados por Chick:

Alguns exemplos:

– No antigo Egito acreditavam nisso e foi proveitoso para nós! Acredite, meu amigo: podemos obter sucesso novamente. O mais difícil será convencer as pessoas de que isto é o seu Deus… mas o faremos através da magia.

– Quando nosso plano estiver sendo executado, as pessoas morrerão e matarão por este deus. O amarão e o beijarão porque acreditarão que é Deus Todo-Poderoso.

Fonte: http://www.chick.com/es/reading/tracts/0513/0513_01.asp

Primeiramente, Chick nos apresenta “o Diabo” guiando alguém sem nome ou apelido (óbvio: a História não apresenta nomes!), para que este alguém “engane” as pessoas. E em que consiste o tal “engano”? Consiste na doutrina católica! Pois bem: e o que impediria a um desenhista qualquer desenhar “o Diabo” guiando Lutero, Calvino e outros protestantes para que estes “enganassem” as pessoas com as doutrinas protestantes?

Chick acrescenta:

No Egito, o povo adorava o sol e o consideravam o “Grande Deus Osíris”.

Nos altares do Egito havia umas bolachinhas redondas como o sol, feitas de pão sem levedura.

Os sacerdotes egípcios oravam para que aquelas bolachinhas se tornassem santas.

Então diziam ao povo que havia ocorrido um milagre: afirmavam que a hóstia havia se convertido no corpo de Osíris, deus do sol.

Entretanto, Chick não nos apresenta nenhum dado bibliográfico ou histórico que testemunhe algo como “os antigos egípcios afirmavam que pedaços de pão se convertiam em deus”. Negamos tal afirmativa! E fazemos porque não lemos algo semelhante em nenhum livro ou site da Internet que tratem da História do Egito. Por exemplo, existem informações detalhadas sobre o deus egípcio Osíris neste site: http://www.portalmundos.com/mundoegiptologia/religion/mitoosiris.htm, mas ele nada diz acerca de uma suposta “missa egípcia” como Chick nos quer fazer acreditar.

Outro site bem documentado é este: http://www.egiptologia.org/mitologia/panteon/osiris.htm. Ele fala muitas coisas acerca de Osíris, mas NADA PARECIDO com o que Chick retrata em seu panfleto.

Resultam patéticas as invencionices de Chick:

E a Santa Obra começou. O Papa e seus santos colaboradores colocaram-se sob um disfarce religioso e o povo ficou maravilhado.

– Oraremos por suas almas… Sou seu Papa e vocês são meus filhos.

E o povo acreditou.

O que vemos aqui?

Chick nos apresenta um “povo cristão” BASTANTE BOBO. Por acaso é possível acreditar que alguns cristãos, próximos da Era Apostólica, se entregariam totalmente aos primeiros que vissem vestidos como sacerdotes e que dissessem o ser? Ou será que Chick é tão crédulo a ponto de pensar que os cristãos primitivos eram tão crédulos quanto ele? Ora, se os cristãos aceitavam desde os tempos primitivos a mesma doutrina eucarística que nós, católicos, aceitamos hoje, a ÚNICA explicação é que os próprios Apóstolos ensinaram esta doutrina, sobretudo São Paulo.

Apliquemos [o desenho], porém, ao caso dos protestantes: “Lutero lhes disse: ‘Vocês não precisam obedecer a Igreja; leiam a Bíblia, entendam como quiser e acreditem no que lhes agradar'”. E então complementamos, como Chick: “E o povo acreditou…”.

Mais ainda:

– Filhos: este santo varão está implorando ao Deus do céu para que entre nesse pão. É o que chamamos de transubstanciação.

– Hocus Pocus, Domi Nocus.

– O que ele está dizendo?

Os santos colaboradores possuem uma boa função. A hóstia é a única coisa que não parece mudar; continua com a mesma aparência de uma bolachinha comum.

Invencionice atrás de invencionice:

em primeiro lugar, o termo “transubstanciação” não era utilizado nos primeiros anos da Igreja Primitiva; a Teologia Patrística dá fé que os primeiros cristãos acreditavam na presença real de Cristo na Eucaristia, embora não apontassem um nome para o processo que ali ocorria. Foi no século XII que os teólogos passaram a empregar o termo “transubstanciação”, para explicar a mudança das substâncias que ocorria durante a consagração. Parece que a História não é amiga do sr. Chick! Quanto às palavras da consagração, de qual livro do Harry Potter o sr. Chick tirou a idéia de que se diz: “Hocus Pocus, Domi Nocus“?

Vamos abandonar por uns instantes o mundo da fantasia e passemos para a realidade. Quais são as palavras empregadas para se consagrar?

Chama-se “epiclese” a parte da Missa em que se invoca o Espírito Santo. Nas Orações Eucarísticas ocorrem duas epicleses: uma antes da consagração, sobre as ofertas, pedindo para que o Espírito Santo opere a presença de Cristo; outra após a consagração, sobre o povo, invocando o Espírito Santo para que cumule o povo de bens.

A primeira epiclese, por exemplo, começa assim: “Bendizei e santificai, ó Pai, esta oferenda, tornando-a perfeita, espiritual e digna de ti”[1]; “Te pedimos para que santifiqueis estes dons com a efusão do teu Espírito”[2]; “Te suplicamos para que santifiqueis pelo mesmo Espírito estes dons que separamos para Ti”[3]; “Te rogamos que por este mesmo Espírito santifiques estas oferendas, para se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor”[4].

A segunda epiclese começa assim[5]: “Te pedimos humildemente … que esta oferenda seja levada à tua presença … para que aqueles que recebem o Corpo e o Sangue do teu Filho … sejam cumulados de graça e bênção”; “Te pedimos … que o Espírito Santo congregue na unidade aqueles que participam do Corpo e Sangue de Cristo”; “Para que … cheios do seu Espírito Santo, formem em Cristo um só corpo e um só espírito”; “Concedei àqueles que compartilham este pão e este cálice que, congregados em um só corpo pelo Espírito Santo, sejam em Cristo vítima viva para o louvor da tua glória”.

Fonte: http://www.iveargentina.org/pbuela/nuestramisa/5_m2c2.htm

E a História? Vai bem, obrigado!

– O que precisamos fazer é convencer as pessoas de que é perigoso ler as Sagradas Escrituras e que estamos protegendo os nossos filhos. Digam-lhes que os santos colaboradores são os únicos que podem entender as Escrituras Sagradas e que qualquer outro que as ler se tornará louco.

Mais uma vez, a ignorância invencível de Chick sobre a História atinge limites indizíveis: quando o Papa ou a Igreja Católica disseram que “os fiéis não devem ler as Escrituras, caso contrário se tornarão loucos”? Eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica: “133. [A Igreja] recomenda insistentemente a todos os fiéis … a leitura assídua da Escritura para que adquiram ‘a ciência suprema de Jesus Cristo’ (Filipenses 3,8), ‘pois desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo’ (São Jerônimo)” (DV 25).

Continuemos a ler os quadrinhos de Chick para encontrarmos outros disparates!

Contradições e mentiras:

– Reparem no que diz estes escritos: “Jesus disse: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim’ (João 14:6)”. A Madre Igreja afirma ser o caminho. Aqui também diz que somos justificados pela fé (Romanos 5:1). Fomos enganados!

Em primeiro lugar, encontramos uma total falsidade: a Igreja nunca disse “que ela é o caminho”; é Chick quem está dizendo que a Igreja o disse. Obviamente, Chick não apresenta os documentos da Igreja em que esta diria: “a Igreja é o Caminho”.

Agora uma contradição infantil: anteriormente Chick nos havia dito que os cristãos eram BASTANTE BOBOS por acreditarem de boa-fé nas palavras de uma pessoa qualquer, como se o fato de alguém dizer: “eu sou o Papa” fosse imediatamente levado a sério como tal. Agora os cristãos são BASTANTE INTELIGENTES, a ponto de lerem dois versículos para concluir, com suficientes motivos, que “a Igreja os enganou”.

E então? São bobos ou inteligentes?

Uma caricatura antieucarística de Chick:

– Na última ceia, o Senhor disse que quando comemos deste pão e bebemos deste cálice o fazemos em sua memória (Lucas 22:19) e para anunciar a sua morte até que venha.

– Então é um símbolo… O Santo Padre mentiu para nós.

E os filhos começaram a se afastar. O Santo Padre ficou furioso.

Abordemos um pouco sobre a Eucaristia. Em primeiro lugar, dizer que “é um memorial” NÃO SIGNIFICA que seja “um símbolo”. Um memorial é uma recordação comum do que passou e pode tanto ser um símbolo quanto um verdadeiro sacramento e sacrifício, como é a Missa. Chick não coloca os seus “cristãos” lendo a parte [da Bíblia] que diz: “Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue” (Marcos 14,22-24), nem tampouco a parte que diz: “Minha carne é verdadeira comida e meu sangue verdadeira bebida” (João 6,55), nem a parte que diz: “O pão que comemos, por acaso não é a comunhão com o corpo de Cristo? E o cálice que bendizemos, por acaso não é a comunhão com o sangue de Cristo?” (1Coríntios 10,16).

Falsidades e erros bibliográficos:

O sacerdote, com seus poderes mágicos, converte o pão no próprio Cristo (transubstanciação). Os católicos crêem que o sacerdote é tão poderoso que pode tirar Cristo do céu*, colocando-o na cruz e sacrificando-o novamente durante a missa**. No Egito, ‘IHS’ eram as siglas do nome de seus deuses: Isis, Horus e Seb***.

* Veja-se a Declaração do Concílio de Trento, pág. 11.

** Hebreus 7:27 (escrito para crentes).

*** “As Duas Babilônias”, de Hislop, pág. 164.

Fonte: http://www.corazones.org/diccionario/ihs.htm

Para começar, a Igreja nunca disse algo semelhante a “o sacerdote possui poderes mágicos para fazer baixar Cristo do céu e crucificá-lo novamente”. Nisto, Chick MENTE DESCARADAMENTE. A Igreja explica detalhadamente que a transubstanciação é obra de Deus, não do sacerdote, e que Cristo não é “crucificado novamente”, mas que na Missa se APLICAM os méritos do Sacrifício de Cristo, um Sacrifício permanente, do qual a Missa faz parte.

Outro grande erro: as letras “IHS”, presentes nas hóstias utilizadas na Missa, significam: “I” (Iesus), “H” (Hominum), “S” (Salvator), isto é, “Jesus, Salvador dos homens”. Embora isto não represente o significado original grego, felizmente se refere e honra ao mesmo Jesus Cristo.

Se o negócio é encontrar “significados” para as siglas utilizadas pelos outros, podemos buscar o significado que melhor nos convenha e apontar a pior opção para o adversário, não é mesmo, sr. Chick?

Por outro lado, gostaria de falar algo sobre a bibliografia apresentada por Chick, que cita o livro “As Duas Babilônias”, de Alexander Hislop. Este livro foi consultado por outro protestante, Ralph Woodrow, que, utilizando Hislop como fonte, escreveu o livro “Babilônia: A Religião dos Mistérios”, possuindo assim um conteúdo muito semelhante ao livro de Hislop, entre eles a teoria de que os egípcios tinham uma espécie de “comunhão com hóstia”.

Contudo, quando Woodrow estudou mais a fundo as fontes de Hislop, descobriu que tudo não passava de uma grande mentira, e que Hislop havia divulgado uma grande quantidade de dados FALSOS E ADULTERADOS.

Então Woodrow tirou seu livro de circulação e escreveu um outro intitulado “Conexão Babilônia?”, onde se retratava quanto ao livro anterior e explicava uma grande parte dos dados distorcidos por Hislop.

Citar Hislop, portanto, é LOUCURA, já que Woodrow (também protestante) atesta a sua falta de honestidade neste assunto. As palavras de Woodrow podem ser lidas aqui .

E Chick nunca termina!

Constantino, o último grande imperador de Roma, acabou com a perseguição e declarou ser cristão… Porém, ele também adorava ao deus sol. Este político astuto ordenou aos seus cruéis e sangüinários soldados que se tornassem “cristãos”, para que estes pagãos pudessem destruir a verdadeira igreja do Senhor.

– Os verdadeiros cristãos de maneira nenhuma iriam permitir que esses infiéis corrompessem a adoração ao Senhor Jesus. Assim, fugiram para as montanhas, levando com eles suas Bíblias.

– Então apenas os falsos [cristãos] permaneceram em Roma?

– Sim.

Fonte: http://www.chick.com/es/reading/tracts/5048/5048_01.asp

Para começar, de onde Chick tira a idéia que Constantino “também adorava o deus-sol”?. Vale a pena perguntar: qual deus-sol? Não seria razoável pedir a Chick TODOS os dados a esse respeito?

Chick adjetiva [os soldados] de “cruéis e sanguinários” provável e unicamente para demonstrar seu anticatolicismo, isto é, para marcar que um soldado católico ou um soldado que age em favor do Catolicismo é, por extensão, “cruel e sangüinário”.

Seria interessante perguntar a Chick o que ele acha dos soldados protestantes de Calvino, que sustentaram a inquisição calvinista de Genebra, sempre caçando “papistas”. E o que acha dos soldados de Gustavo Adolfo da Suécia, que promoveram a Guerra dos Trinta Anos contra os Estados católicos? Esses não eram “cruéis e sangüinários”? Talvez seja em vão abusar dos adjetivos…

Desculpem… Mas isto é História?

Chick fala em seus “tratados” de um suposto “êxodo” dos “verdadeiros cristãos com sua Bíblia para as montanhas”, fugindo da “corrupção” de Constantino. Devemos assinalar, porém, duas coisas:

1ª) Nenhum escrito cristão da Antigüidade fala desse êxodo. É notório que Chick, ao tratar desse “êxodo”, nunca fornece datas, nomes de alguns dos protagonistas do fato, nem fontes históricas que sirvam de base para narrar esse evento fictício.

2ª) Ocorre ainda um erro de anacronismo, pois ainda que Chick não forneça datas, de fato relaciona este “êxodo” com o Edito de Milão, pelo qual Constantino outorgou liberdade para o Cristianismo em 313 d.C. Pois bem: nesta época, o cânon da Bíblia ainda não tinha sido definido, ou seja, não era possível saber quais livros – entre canônicos e apócrifos – eram tidos por inspirados. Foi apenas no final do século IV que os sínodos de Hipona e Cartago determinaram que a Bíblia era composta por 73 livros, aqueles mesmos que foram citados pelo Concílio de Trento. Dessa forma, era impossível para as pessoas que viveram meio século antes terem uma Bíblia, com a qual “fugiram para as montanhas”.

A suposta “dona Isabel, prima do rei Felipe”:

No dia 21 de maio de 1559, alguns evangélicos realizavam um culto em algum lugar. Foram denunciados ao Santo Ofício. Aquilo era um crime punível com a morte:

– Parem, em nome do Santo Ofício!

– Prendam os hereges!

– Estão adorando ao diabo… É uma reunião de bruxas!

– Esta senhora é dona Isabela… Deixem-na ir. É condessa. É prima do rei Felipe!

– Chega! Os hereges não são condessas, nem príncipes, nem reis… Um herege é um herege!

– Tenham misericórdia… Ela está para dar a luz.

– Deus não protege o filho de uma herege porque é herege também! Levem-na!

O tribunal e o juri* adotavam a posição de Deus… Discordar deles era atentar contra Deus.

– Você, herege, se retrata**? Se arrepende***?

– Não, não posso! Como negarei ao meu Salvador****? Como negarei Aquele que morreu na cruz pelos meus pecados? Como negarei Aquele que me deu a vida? Como negarei Aquele que é a minha única esperança depois que meu corpo for massacrado, depois que destruírem a minha pessoa?

– Morte à bruxa… Mentirosa!

– Senhor… Não mentirei agora porque conheço a verdade.

– O que é a verdade? Diga-nos! Confessa, bruxa! Que verdade conheceu?

– Querem conhecer a verdade? Peço a Deus para que a conheçam! Porque Ele é a verdade!

– Dona Isabel, a quem se refere?

– A Cristo, meu Salvador! Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim” (João 14:6).

– Basta, herege! Isso foi dito pela Santa Virgem! Mentirosa… Foi a Santa Madre quem disse isso! Ela é o caminho… Não Jesus! Matem-na! Coloquem-na no potro!

Prenderam dona Isabel no potro. Iam despejando água em sua boca, gota por gota e lhe introduziram pela boca até o estômago uma tela com material cortante. Ao retirá-la, foi-lhe cortando tudo, desde o estômago até a boca.

[Tela de material cortante] [Água] [A tela foi introduzida no estômago com gotas de água] [Gota a gota] [Instrumento de metal para manter-lhe a boca aberta] [Braçadeira para manter-lhe imóvel a cabeça].

Porém, nem mesmo assim dona Isabela quis negar sua fé em Cristo. A levaram para fora… para pagar um preço terrível.

* Tribunal da lei religiosa.

** Desmentir o que alguém havia dito.

*** Mudar de opinião.

**** Dizer que não é verdade.

Estas imagens nos foram apresentadas em um fórum protestante, alguns dias antes de escrevermos este artigo. Reproduziremos aqui alguns comentários feitos por nós e um outro católico:

– O autor desta caricatura não aponta uma bibliografia que garanta historicamente os dados apresentados sobre a tal “dona Isabela, prima do rei Felipe. E nenhum teólogo minimamente qualificado diria as palavras atribuídas a ela pelo caricaturista. Quando, em toda a história da Inquisição, se soube de alguma ocasião em que os inquisidores pediram a alguém para que “negasse a Cristo como Senhor e Salvador”? Ademais, não foi feita nenhuma alusão objetiva acerca das matanças protestantes efetuadas por João Calvino; ou das idéias antisemitas de Martinho Lutero publicadas no seu artigo “Os Judeus e suas Mentiras”, de 1545; ou muito menos do massacre dos índios norte-americanos.

– 68 milhões de mortes em 300 anos (isso é quase a população total da Europa no ano 1200!), sem contabilizar as mortes por velhice, acidentes, pestes, guerras etc. Isso quer dizer que por volta do ano 1500 a Europa devia ser uma espécie de deserto (matematicamente falando).

– Não consegui rastrear a suposta prima de Felipe, nem qualquer de seus familares. Analisado logicamente, vemos que Felipe, rei da Espanha, obteve o poder em 1556, através da vitória na Batalha de São Quintino. Essa vitória significou muito para a Igreja Católica, pois causou muitos prejuízos para os calvinistas e afiançou o poder na França – adivinhem de quem! – da Santa Inquisição. Como podem ver, a Santa Inquisição devia muito a Felipe; nada mais, nada menos que sua faculdade de judicar na França. Duvido que a Inquisição tivesse se atrevido a julgar a prima de Felipe depois que este lhes favorecera tanto. Ademais, alguns anos depois, Felipe participou dos empreendimentos da Santa Liga, que culminou na vitória da Batalha de Lepanto. De fato, a vida de Felipe foi uma infindável luta contra os diversos ramos protestantes. Continuarei procurando informações acerca da sua suposta prima; porém, não acredito que irei encontrar algo, pois isto parece ser mais uma fantasia do Chick.

– Alguém percebeu que a tal Isabel foi presa sem a participação de soldados? Os monges gordinhos e o cardeal em pessoa [prenderam Isabel] sem a ajuda de guardas, soldados ou qualquer outra espécie de apoio. Sem dúvida alguma, isto é um detalhe que revela a má elaboração desse conto.

– Esse panfleto não informa as fontes de onde foram retirados os dados e os fatos que apresenta.

– Esta caricatura nos garante “que seu texto deve ser lido literalmente”. No entanto, o argumento que apresenta é pré-fabricado; os diálogos não têm pé nem cabeça. Em outras palavras: não parece ser um diálogo real em virtude das perguntas ambíguas e dos juízes que não desdobram as palavras da testemunha (e que preferem se omitir diante das declarações prestadas). A única parte que faz sentido é quando se afirma que a Virgem Maria seria o caminho e não Jesus Cristo; no entanto, isto me parece ilógico, pois seria muito descaramento que fosse pedido [a Isabela] para que negasse a Jesus Cristo e aceitasse Maria. Concluo que o argumento também foi inventado e não obtido literalmente de um verdadeiro julgamento por heresia.

– Eu também tentei encontrar algo sobre a tal “dona Isabela, prima do rei Felipe”. Meus resultados foram iguais a zero. Por outro lado, seria inconcebível que “o rei Felipe” (suponho que seja Felipe II da Espanha) permitisse um julgamento tão vulgar para uma parente sua, sobretudo porque com a Paz de Augsburgo, firmada em 1555 por seu pai (o imperador Carlos V), foi concedido aos príncipes protestantes do Império o poder de impor a sua religião pessoal aos seus súditos.

– Como já disse em meu email anterior, assinalo o absurdo das exclamações dos “inquisidores”. Isso de que “Maria é o caminho e não Cristo” jamais foi dito por algum teólogo católico, muito menos depois do Concílio de Trento, que visou precisamente fincar pé na doutrina unicitária acerca de Deus, de Cristo e da Igreja, como mantinha tal Concílio.

– Tampouco, em todos os anais da Inquisição, JAMAIS se encontrou a exigência de “negar a Cristo” imposta a alguém e que tal recusa implicava em condenação por heresia.

– Absolutamente. Ela é a grande prostituta do capítulo 17 do Apocalipse: mandará executar os santos que devem morrer durante a tribulação (Ap 7:14; 6:9; 20:4). Serão execuções secretas realizadas em missas negras. “…e em sua fronte havia um nome escrito, um mistério: Babilônia, a grande, a mãe das prostitutas e das abominações da terra. Vi a mulher embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus” (Ap. 17:5-6).

– Venha já, Senhor Jesus!

– Sim, não tardará muito.

O anticatolicismo feroz de Chick chega a afirmações inauditas: de onde Chick retira o dado sobre as “missas negras”? As missas negras são celebrações satânicas, em honra ao diabo e não a Deus, como é a Missa católica. Observa-se, mais do que nunca, a sanha de Chick para atribuir à Igreja Católica o 100% das coisas más que ocorrem no mundo, sendo uma delas as missas satânicas.

Para maiores informações sobre esse tema, leia o artigo “A Igreja Católica é a Grande Prostituta do Apocalipse 17”?.

A lenda de “Alberto Rivera”:

Fonte: http://www.chick.com/es/reading/comics/0312/0312_allinone.asp

A história de Alberto Rivera, um suposto ex-jesuíta que abandonou o Catolicismo para tornar-se protestante é um caso conhecido ligado a Jack T. Chick. Nessa história, Chick nos apresenta elementos fantasiosos e imprecisos a tal ponto de muitos investigadores colocarem em dúvida a própria seriedade de “Alberto Rivera” e, sobretudo, das acusações que Rivera faz contra a Igreja Católica.

A seguir, alguns comentários acerca da lenda de Alberto Rivera:

Ou seja, a idéia de que São Pedro era casado bastava para “quase matar” o sr. Rivera (!!!). Qual o problema de Pedro ter sido casado? Que escândalo havia nisso?

As afirmações gratuitas de Chick feitas através de “Alberto Rivera”

Fui convidado por alguns jesuítas importantes a assistir uma missa negra secreta em um mosteiro da região norte da Espanha.

Gratuitamente, Chick coloca os jesuítas organizando “missas negras” e acrescenta: “em um mosteiro da região norte da Espanha”. Pois bem: qual mosteiro? Em qual cidade? Em qual província da Espanha? Porque Chick apresenta uma informação mínima? Por acaso não tem documentação a respeito?

Antes de abordarmos outros panfletos anticatólicos de Chick, revisemos mais alguns dados sobre Alberto Rivera:

A declaração de que Rivera foi um sacerdote, bispo e agente de inteligência para a hierarquia católica romana já foi discutida em outros artigos… Já foi dito que tal testemunho não passa de uma total mentira… Ficamos assombrados de constatar como Jack Chick tem uma visão tão paranóica sobre a História. A palavra “catolicofobia” aparece rapidamente em nossa mente. Foi em razão desse tipo de propaganda [anticatólica] que duas revistinhas anteriores de Chick foram proibidas de circular pelo governo canadense, que as classificou como revistas de “literatura obscena”. Se na verdade fosse crível a existência de uma conspiração jesuíta secreta, poderíamos dizer que Alberto Rivera faz parte dela. Suas afirmações ridículas tem prejudicado a causa legítima das relações entre protestantes e catolicos.

[Mais irônico é notar que] a pessoa que promoveu essa investigação era um protestante evangélico chamado Gary Metz. O artigo foi publicado na revista “Cristandade Hoje” – fundada por Billy Graham, não sendo portanto uma revista católica, mas protestante – em 13.03.1981. Vemos assim que o tal “Alberto” e suas revistas são uma verdadeira fraude, que tem enganado até mesmo os evangélicos.

Para maiores detalhes sobre Alberto Rivera e a mentira de seu testemunho, leia estes artigos:

https://www.veritatis.com.br/article/4169

https://www.veritatis.com.br/article/3508

Também existe bastante informação em inglês nesta página:

http://www.catholic.com/library/sr_chick_tracts_p3.asp

ERROS HISTÓRICOS

Inocêncio III e a Quarta Cruzada:

No ano de 1204 d.C., o Papa Inocêncio III lançou a Quarta Cruzada e atacou Constantinopla. Seus cruzados arrasaram a cidade e levaram tudo o que puderam carregar. Ao invés de se submeterem ao Papa, os ortodoxos sobreviventes o amaldiçoaram e se afastaram ainda mais dele.

Mentira! O Papa Inocêncio III jamais dirigiu pessoalmente uma Cruzada e muito menos a Quarta. Inocêncio III sonhava em ver o Santo Sepulcro livre das mãos muçulmanas e seu desejo influenciou Frederico II da Alemanha, que realizou a Quinta Cruzada e depois de Inocêncio III ter falecido.

A respeito da Quarta Cruzada, citarei o cientista (não-católico) Isaac Asimov, um dos maiores promotores da ciência nos tempos modernos, que em seu livro “Constantinopla” disse:

“Naquele momento, havia terminado a Terceira Cruzada. Ricardo da Inglaterra tinha realizado prodígios importantes, porém o vencedor foi Saladino e os turcos tomaram Jerusalém. Por essa razão, a Quarta Cruzada começou a ser organizada. Os cruzados tentaram arrendar navios venezianos que os levariam até o Egito, de onde planejavam tomar Alexandria e depois a Terra Santa a partir do sul. Como era de costume, Veneza pediu um alto preço por seus serviços, porém desta vez não queria dinheiro. Ao que parece, existia uma cidade chamada Zara na costa oriental do Adriático, a cerca de 170 milhas ao sudeste de Veneza. Tinha um bom porto, que Veneza poderia aproveitar e que desejava. Os venezianos imaginaram que os cruzados teriam que passar por Zara a fim de alcançar Alexandria. Por que então não se deter ali, tomar a cidade e entregá-la aos venezianos como pagamento por seus serviços e depois prosseguir o seu caminho?

O papa Inocêncio III, sob cuja direção lutavam os cruzados, ficou horrorizado diante desse plano de perverter o espírito da Cruzada, atacando uma cidade cristã. Protestou, porém os venezianos permaneceram firmes. Impuseram seu preço e os cruzados tiveram que pagá-lo. Em 1202, tomaram Zara para Veneza e partiram para Corfú. Foi então que o príncipe bizantino, Aleixo, chegou a Corfú para pedir auxílio: se os cruzados podiam tomar Zara, por que não tomar também Constantinopla para ajudar a restaurar seu pai em seu legítimo trono? Se o fizessem, haveria muito dinheiro para os cruzados.

Os venezianos inclinaram toda a sua destreza no sítio naval e em agosto de 1203 os cruzados entraram em Constantinopla. Aleixo III fugiu. Libertaram o cego Isaac II da prisão onde permanecera por 8 anos e o restabeleceram como imperador; com ele reinava seu filho, o já citado Aleixo IV.

Teoricamente os cruzados partiriam para o Egito, porém Aleixo IV lhes havia prometido muito dinheiro e agora tentava explicar que a tesouraria imperial estava arruinada. Naturalmente, os cruzados não acreditaram porque haviam escutado toda espécie de histórias acerca da fabulosa riqueza de Constantinopla. Negaram-se a sair sem receber o pagamento e o povo bizantino começou a ficar assustado diante de um inimigo assentado no solo pátrio. Um genro de Aleixo III encabeçava uma facção anticruzados e, em janeiro de 1204, proclamou-se imperador com o nome de Aleixo V, apoderando-se do palácio e fazendo estrangular Aleixo IV.

Durante três meses, Aleixo V tentou empurrar os cruzados em direção ao mar, mas estes estavam firmemente assentados para serem desalojados. Em 12 de abril de 1204, Aleixo V precisou fugir de Constantinopla, mas foi capturado e executado.

Agora os cruzados se sentiam vítimas da perfídia bizantina, pois além de ter ido a Constantinopla a fim de servir ao legítimo príncipe [Aleixo IV], não apenas não receberam seu justo pagamento como também foram atacados.

A partir desse 12 de abril, os cruzados, furiosos, submeteram Constantinopla a um saque impiedoso. Os habitantes foram assaltados, violentados e massacrados aos milhares, os sacerdotes foram objeto de torturas diábolicas, igrejas e mansões foram saqueadas”.

Isto é o que escreve Isaac Asimov, mas ele não é a única fonte consultável a esse respeito. Um outro artigo consultado diz:

“Os cruzados, não podendo reunir o valor combinado, pagaram os serviços dos navios venezianos com a conquista da cidade de Zara, que pouco antes tinha sido libertada da Sereníssima e sido entregue ao rei da Hungria. A partir de Zara, a expedição invadiu Constantinopla, dividida pelas lutas entre Aleixo III e Isaac II. Os cruzados tomaram a cidade e reconduziram Isaac II ao trono, associado com seu filho Aleixo IV. Estes, segundo o acordado previamente, concederam aos venezianos extraordinários privilégios comerciais e decretaram a união das igrejas sob a autoridade do Romano Pontífice. Tais medidas provacaram um levante popular que depôs Isaac II e Aleixo IV, elevando ao poder Aleixo V Ducas; este revogou todas as disposições concedidas por seus antecessores, ao que responderam os cruzados sitiando novamente Constantinopla. Donos da cidade, resolveram não abandoná-la e elegeram imperador Balduíno de Flandres, enquanto que os demais cavaleiros expedicionários e Veneza repartiam as províncias do Império.

Quinta Cruzada Embora muito abatido pelo imprevisto fim da Quarta Cruzada, Inocêncio III não cessou em tentar agrupar toda a cristandade ocidental e, sob a autoridade papal, conduzí-la à conquista dos Lugares Santos”.

Fonte: http://www.monografias.com/trabajos5/cruza/cruza.shtml

Uma terceira fonte diz:

“Em 1199, o papa Inocêncio III decidiu convocar uma nova cruzada para aliviar a situação dos estados cruzados. Esta Quarta Cruzada não deveria incluir reis e seria dirigida ao Egito, considerado o ponto mais vulnerável dos estados muçulmanos. Ao não ser mais possível a rota terrestre, os cruzados deveriam empregar a rota marítima, razão pela qual se concentraram em Veneza. O duque Enrico Dandolo coligou-se com o chefe da expedição, Bonifácio de Montferrato, e com um usurpador bizantino, Aleixo IV Angel, para mudar o destino da cruzada e dirigi-la contra Constantinopla, já que os três estavam interessados na deposição do então rei, Aleixo III.

Inicialmente, os cruzados foram empregados para lutar contra os húngaros em Zara, motivo pelo qual foram excomungados pelo Papa. Dali se dirigiram a Bizâncio, onde conseguiram elevar Aleixo IV como rei em 1203.

Porém, o novo rei não pôde cumprir as promessas feitas aos cruzados, originando toda classe de distúrbios. Foi deposto pelos próprios bizantinos, que coroaram Aleixo V. Este provocou a intervenção definitiva dos cruzados, que conquistaram a cidade em 12 de abril de 1204″.

Fonte: http://www.100cia.com/enciclopedia/Cruzadas#Cuarta_Cruzada

O que concluímos então?

– De um lado, Chick rapidamente e sem citar fontes de qualquer tipo, nos afirma que “Inocêncio III lançou a Quarta Cruzada e seus cruzados saquearam Constantinopla”.

– De outro lado, temos 3 fontes do tipo histórico e documental nos explicando que o Papa queria levar a Cruzada contra os muçulmanos, porém houve aqueles que subornaram os cruzados com promessas de dinheiro e, contra a vontade do Papa, os fizeram conquistar Constantinopla e por não terem recebido o pagamento prometido, os cruzados saquearam a cidade.

Mais mentiras de Chick (I):

Os jesuítas são mestres da mentira. O Vaticano transformou mil judeus em católicos romanos e os ocultou nos porões do Vaticano enquanto durou a guerra. Por quê? Porque Hitler poderia perder.

O Vaticano sempre se protege caso seus planos fracassem. Com o que fizeram, poderiam proclamar ao mundo que tinham protegido os judeus contra Hitler.

Que joguete mais sórdido!

O pior “joguete sórdido” é o de Jack T. Chick, que em seu delírio conspiratório crê enxergar em cada boa ação da Igreja um “joguete sórdido para autoproteção”.

O que é mais crível?  Que o Vaticano arme todo esse teatro apontado por Chick ou que Chick seja um mentiroso anticatólico?

Porém, Chick não é informante idôneo para tratar de Pio XII, seu papel no holocausto nazista e a quantidade de judeus que salvou… Devemos, antes, deixar falar o historiador JUDEU David G. Dallin, que afirma coisas notoriamente favoráveis acerca de Pio XII e seu papel no holocausto.

Maiores detalhes nesta página: http://apologetica.org/pioxii/pioxii-dalin.htm

Mais mentiras de Chick (II):

Em 10 de fevereiro de 1939, Pio XI morreu. Sua morte foi outro mistério. Pio XII chegou ao poder rezando pela vitória nazista.

Isto é uma tremenda loucura! Como poderia Pio XII “rezar pela vitória nazista” se [Hitler] havia convertido o Vaticano em um colônia da tirana Alemanha? Muito pelo contrário, Pio XII condenou claramente o nazismo, o que demonstra que Chick está mentindo e que a História coloca a descoberto a grande catolicofobia de Chick.

Para maiores detalhes:

http://apologetica.org/pioxii/pioxii-delavega.htm (=a condenação do nazismo pela Igreja Católica)

http://www.corazones.org/doc/nosotros_recordamos.htm (=documento do Vaticano sobre o antisemitismo e os cristãos).

Infelizmente, a lista de mentiras, invenções e caricaturas anticatólicas de Chick é TÃO NOTÁVEL que seria cansativo desmascará-las uma a uma. É muito mais fácil desenhar quadrinhos anticatólicos do que investigar a História e a Cultura acerca do que se quer falar. Chick escolheu a primeira opção: desenhar “gibis anticatólicos”.

A ATITUDE CONSPIRANÓICA DE JACK T. CHICK

É notório em seus panfletos, que Chick sempre atribua coisas más ao Vaticano e quando se refere a pronunciamentos e obras da Igreja INEGÁVEIS, afirma que “o Vaticano se protege, fingindo fazer boas obras”.

Isso não soa como um filme hollywoodiano?

Chick atribui um GRANDE COMPLÔ promovido pelo Vaticano, mas nunca fala sobre:

– A difusão da Vulgata latina, a principal Bíblia da Idade Média.

– Os monges católicos que durante a Idade Média traduziram e copiaram numerosos textos e fragmentos bíblicos.

– A profundidade, poder e ordem da Teologia Católica, baseada na lógica natural e na razão que mantém o pensamento humano ordenado. Obras como a Suma Teológica de São Tomás de Aquino ou o humanismo de São Tomás Moro encontram-se totalmente ausentes dos panfletos de Chick.

– O trabalho do Papa Gregório XIII em atualizar o calendário juliano e substituí-lo pelo gregoriano, contribuindo assim para o progresso científico e social de TODA a Humanidade.

– A expansão da cultura, da arte e da ciência durante o Renascimento, período exclusivamente católico, e a proteção que o Papa Júlio II outorgou a gênios da arte como Miquelângelo Buonarroti e Rafael Sanzio.

– A obra evangelizadora dos monges que partiram para a América e seus esforços para ensinar aos índios a doutrina cristã e o progresso científico-tecnológico europeu.

– A intervenção de prelados católicos em favor dos índios, como frei Bartolomeu de las Casas ou São Francisco Xavier.

– O misticismo e o espírito devocional profundo de santos do calibre de Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz, Santa Teresinha de Lisieux etc.

– As grandes obras de caridade e educação realizadas por santos, beatos e filhos da Igreja Católica, que não encontram paralelos nem entre protestantes como Chick, nem entre os não-crentes.

– A tradicional postura da Igreja contra o aborto, a homossexualidade, os divórcios, a clonagem, o uso de anticoncepcionais, a eutanásia e o sexo antes do casamento e fora do casamento.

Esta lista poderia ser muito maior, se tivesse por base cada um dos séculos em qua a Igreja Católica proporcionou a fé que provém de Cristo.

E Chick acredita que por detrás deste “complô do Vaticano” encontra-se Satanás…

Seguem algumas perguntas para Chick responder (se é que desejará ter tal trabalho):

– Por acaso Satanás guiou alguma outra igreja a gerar tantas figuras para o bem da humanidade? Um Mendel, um Pasteur, um Galileu, um Alexis Carrel são obras de Satanás? Por acaso Satanás busca o bem-estar dos homens?

Chick poderá argumentar que tudo isto é “um espantalho para confundir os filhos de Deus”. Porém, haveria um problema: todas estas grandes obras da Igreja encontram-se perfeitamente presentes e documentadas na vida da Humanidade, enquanto que as mentiras de Chick não.

– E supondo que fosse verdade que o Vaticano é a máfia diabólica que Chick fantasia, o próprio Chick não estaria morto neste momento? Por acaso não seria bem mais seguro o Vaticano MANDAR ASSASSINAR quem “coloca a descoberto seus negros segredos”, como supostamente faz o sr. Chick?

CONCLUSÕES

Como conclusões preliminares, aponto alguns resultados dos meus estudos, que deixam claro o seguinte:

– Chick acredita que suas palavras pessoais (humanas) são de Deus.

– Chick acredita saber o que dizem Deus, Maria e o diabo, mesmo quando as palavras que ele põe na boca deles não se encontram na Bíblia.

– Chick se contradiz torpemente em alguns de seus “tratados”, dizendo primeiramente uma coisa e depois dizendo algo completamente contrário.

– Chick cita como fatos históricos as fábulas e fantasias criadas pela sua mente; isto põe a descoberto sua falta de seriedade e honestidade, já que abundam em seus “tratados” toda espécie de erros históricos e culturais.

– Finalmente, Chick acredita ver “complôs” em tudo o que a Igreja Católica faça, seja para o bem, seja para o mal. Isto é catolicofobia pura, pois INVENTA, CALUNIA E ODEIA.

Portanto, Chick não pode ser chamado de “cristão“.

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