– Quer fazer passeata por mulheres realmente em perigo? Segue uma lista de pessoas que correm risco de morte, não por serem vadias, mas por desejarem manter sua honra. Disso segue o óbvio: ser vadia não atrai violência dos homens. Ser pudica, sim.

Muitas das mulheres que realmente precisam ser protegidas são cristãs, não se autodenominam vadias, e estão sob o governo de um “camarada” do partidão: Ahmadinejad. Elas não moram em apartamentos em Ipanema, nem vão ao Theatro assistir a uma montagem de Shakespeare no fim de semana. Elas não têm carro do ano, nem cargo público que lhes garanta o jantar mais tarde. As mulheres que merecem passeata estão morrendo lapidadas no Oriente Médio, longe de nós, sob o islamismo. Mas isso não importa, né! O importante é escandalizar os católicos em suas Igrejas. Na verdade, as mulheres que sofrem até a morte não têm nada a ver com passeatas e xingamentos em escadarias. Ninguém se preocupa realmente com elas. Infelizmente, seus nomes nem são lembrados; suas histórias são desconhecidas. Se alguém recorda que morreram, é apenas para justificar uma escarrada em um religioso ou crente. Essas mulheres são apenas um mero alibi para a Revolução. Quer fazer passeata por mulheres realmente em perigo? Segue uma lista de pessoas que correm risco de morte, não por serem vadias, mas por desejarem manter sua honra. Disso segue o óbvio: ser vadia não atrai violência dos homens. Ser pudica, sim.

Os cristãos não ligam para ideologia! Importa-lhes pessoas, filhos de Deus! Então, quer saber quem realmente precisa de uma passeata e, mais ainda, de uma oração confiante a Deus? As pudicas! Aí vai umas histórias para fazer corar (rsrsrsrs) de vergonha as vadias por suas vidas muito mais ou menos:

Em 2010, o Estadão divulgou que 25 pessoas, dentre elas algumas mulheres, estavam prestes a morrer por lapidação (link aqui). A ação era uma represália política, mas também um recado para os que querem abandonar o islamismo, especialmente às mulheres: seu fim é a morte por apedrejamento. Uma das condenadas à morte era Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, condenada por causa de suposto adultério e por, também supostamente, conspirar para o homicídio do marido. Ainda não foi inequivocamente conhecido seu atual paradeiro.

Assim como Sakineh, outras mulheres no mundo islâmico têm sofrido por causa da sua rejeição às tradições islâmicas e, geralmente, em razão de seu abandono da fé do profeta Maomé e a consequente recepção da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Às mulheres que deixam o islamismo reservam-se a prisão (uma delas ficará 2 anos presa por ter abandonado sua fé); maus-tratos e cárcere privado; se as mulheres têm filhos, eles sofrem represálias e até desaparecem; e, finalmente, são condenadas à morte – ou tentam, como nesse caso.

Enfim, se algum grupo feminino precisa urgentemente de passeatas, de manifestações de apoio, de gritos e berros são as mulheres islâmicas. Ora, tais mulheres não se autodenominam vadias e, como está claro, não mostram seu corpo em público. Mas são estas as perseguidas, mortas e encarceradas. O que faz pensar: será que ser vadia realmente é causa de violência contra elas? Parece que as que mais sofrem violência são as pudicas, não é? Quando uma “vadia”, que por natureza tem a simpatia de certos homens “vadios” pois é “facinha”, sofre violência masculina, a causa é justamente porque lhe sobreveio algum arroubo pudico. Explico: só quando aquele micro-vestido provoca apertões e apalpões é que a “vadia” tem seu momento “pudica” e quer dar escândalo. Ora, então não é que a “vadia” fique triste por ser tratada como “vadia”, ela fica triste porque, mesmo na medida em que se vê “vadia”, ainda lhe ocorrem arroubos pudicos inevitáveis. E aí ela vai para a passeata, que deveria se chamar “Passeata das Pudicas”.

Em apoio e solidariedade às pudicas, o próximo programa das “vadias” bem que poderia ser na Av. Gomes Freire, 176, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Certamente a comunidade muçulmana carioca recepcionaria muito bem a demanda das camaradas e faria uma representação aos governos islâmicos no Oriente Médio em favor das perseguidas. Só não sugiro tirar a blusa, hein…

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