Em síntese: Rick Jones, outrora católico, hoje protestante, apre-senta 37 pontos doutrinários do Catolicismo que lhe parecem estar em conflito com a mensagem bíblica. Para tanto, escolhe da Bíblia as passa-gens que lhe convém e omite as que contradizem à sua posição. Trata-se de argumentação altamente tendenciosa, que procura tirar da Igreja os fiéis católicos, numa atitude de falso amor aos irmãos católicos. Não é difícil desvendar quão precários são os arrazoados de Rick Jones. 

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Rick Jones, ex-católico, hoje protestante, quer justificar perante a própria consciência a sua defecção em relação à Igreja Católica, e tenta induzir os irmãos católicos a seguir o seu exemplo, apresentando-lhes uma argumentação pouco honesta, porque manipula a Bíblia e omite a citação de textos que contrariem o seu propósito. A obra “Por Amor aos Católicos Romanos” parece ser um gesto de apreço aos irmãos católi-cos, mas na verdade é um ataque violento à única Igreja fundada por Cristo e entregue ao pastoreio do Apóstolo Pedro; sob a capa de benquerença, presta um mau serviço. O autor pretende explicar aos fiéis o que a Igreja Católica ensina, deturpando a doutrina desta a fim de os convidar a se fazer protestantes. O livro foi impresso nos Estados Unidos da América por Chick Publications e traduzido por Mary Schultze, conhe-cida por seus artigos agressivos divulgados pela “Folha Universal” da Igreja Universal do Reino de Deus.

O que mais chama a atenção do leitor desse livro, é a sua tendência preconceituosa; procura difamar e caricaturar à custa de distorções da Palavra bíblica; o autor cita os textos que lhe convêm e silencia outros de igual ou maior peso, que não lhe interessam. É o que as páginas subseqüentes tentarão pôr em evidência, analisando alguns capítulos de tal obra.
 

1. Infalibilidade Papal (pp. 59-62) 

O autor cita o Catecismo da Igreja Católica § 891, que fala da infa-libilidade ou inerrância doutrinária em matéria de fé e Moral concedida por Jesus ao Sumo Pontífice. E, a fim de refutá-la, apela para os textos bíblicos que afirmam ser todos os homens pecadores: Rm 3,10.23 … Eis um espécimen típico de mal entendido.

Com efeito. Infalibilidade doutrinária não é impecabilidade. Os fiéis católicos reconhecem que todos são pecadores. A questão em foco não é esta. A infalibilidade doutrinária tem em vista a conservação incólume da doutrina revelada pelo Senhor Deus em meio às correntes de ensinamentos que a podem deturpar. Vem a ser algo de indispensável para que não tenha sido vão o sacrifício de Cristo. A infalibilidade doutri-nária se baseia em textos que Rick Jones não cita. Se tal autor conhece bem a Bíblia e a tem como única norma de fé, não pode ignorar os dizeres de

Mt 16,17-19: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a car-ne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. E eu te declaro: Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus: tudo o que ligares na terra, será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus.”

Lc 22,31s: “Simão. Simão, eis que Satanás pediu insistentemente para vos peneirar como trigo; eu, porém, orei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. Quando te converteres, confirma teus irmãos.”

Jo 21,15-17: “Depois de comerem, Jesus disse a Simão Pedro:?Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?? Ele respondeu:?Sim, Senhor, tu sabes que te amo?. Jesus lhe disse: ?Apascenta os meus cordeiros?. Uma segunda vez lhe disse. ?Simão, filho de João, tu me amas?? ? ?Sim, Senhor?, disse ele, ?tu sabes que te amo?. Disse-lhe Jesus. ?Apas-centa as minhas ovelhas?. Pela terceira vez disse-lhe: ?Simão, filho de João, tu me amas?? Entristeceu-se Pedro porque pela terceira vez lhe perguntara ?Tu me amas?? e lhe disse: ?Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que te amo?. Jesus lhe disse: Apascenta as minhas ovelhas

Mt 28,18-20: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”  

Estes são textos em que Jesus assegura à sua Igreja o carisma da infalibilidade doutrinária indispensável para que o Evangelho não seja deturpado através dos séculos. Se não fosse a garantia da infalibilidade doutrinária do magistério da Igreja, a mensagem de Cristo se diluiria e deterioraria como acontece em denominações não católicas.
 

2. Transubstanciação (pp. 83-88) 

Rick Jones critica o Catecismo da Igreja Católica §§ 1333-1376, que afirmam a real presença de Jesus sob as espécies do pão e do vinho consagrados. Pretende refutar esta doutrina afirmando que Jesus enten-de por “pão” a fé: esta é que salvaria e não o sacramento da Eucaristia.

A propósito observamos que as palavras de Jesus em Jo 6,51-56 são muito claras no sentido de afirmar a real presença:

 “A minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim, e eu nele”.

A clareza e a insistência destas palavras exigem que sejam enten-didas em seu pleno realismo. Notemos que no v. 52 os judeus pergunta-ram como Jesus lhes poderia dar a sua carne a comer (phagein, em grego); então, procurando esclarecê-los, Jesus, longe de propor uma in-terpretação alegorista, reafirmou o sentido literal das suas palavras, utili-zando no v. 54 uma expressão ainda mais forte, isto é, o verbo trogô, que significa “mastigar, dilacerar com os dentes”, num realismo extremo.
 

Quem quisesse interpretar metaforicamente as palavras de Jesus, deveria comprovar a sua tese ? o que seria difícil, pois o sentido metafó-rico que os dizeres de Jesus podiam ter em linguagem semita, não com-bina com o contexto de Jo 6: “comer a carne de alguém” significaria me-taforicamente ofender essa pessoa, persegui-la até a morte” (cf. Sl 27,2); “beber o sangue de alguém” equivaleria a “arder de ódio para com tal pessoa”. Ora está claro que Jesus, em Jo 6,54, não poderia convidar os ouvintes ao ódio para com o Divino Mestre, prometendo-lhes em troca a vida eterna.

Os ouvintes de Cristo entenderam naturalmente as palavras do Senhor em sentido literal, perguntando consequentemente, cheios de admiração: “Como nos pode dar a comer a sua carne?” (v. 52). Ora, acon-tecia que, quando os discípulos se enganavam a respeito das afirma-ções do Mestre, tornando ao pé da letra expressões que deviam ser en-tendidas metaforicamente, o Senhor tratava de desfazer o equívoco; no caso, porém, de Jo 6, Jesus não somente não atenuou o realismo de suas palavras, mas, ao contrário, o acentuou: nos vv. 53 e 54 acrescen-tou, em sua resposta, a menção de “beber o sangue do Filho do Homem” e de “mastigar, dilacerar com os dentes a sua carne”. O Senhor manteve a sua posição, embora soubesse que, em conseqüência, vários de seus ouvintes haveriam de O abandonar (cf. v. 66); Crista não hesitou mesma em intimar os doze discípulos a definir a sua atitude com toda a clareza: ou crer no realismo das palavras do Senhor e, consequentemente, acompanhá-lo, ou negar a fé e, consequentemente afastar-se (cf. v. 67).

Eis, porém, que o v. 63 tem causado dificuldades: “É o espírito que vivifica; a carne para nada serve. As palavras que eu vos disse, são espírito e vida”. Que tinha em vista o Senhor ao dizer isto?

Jesus apenas visava a remover um entendimento grosseiro de suas afirmações: não se tratava de comer carne enquanto tal (está claro que esta por si não santifica o homem) nem de comer a carne do Senhor em suas condições terrestres (como se come a carne do açougue), mas, sim, de receber a carne de Cristo glorificada, emancipada das leis do espaço e do tempo. E a carne nessas circunstâncias novas que Jesus chama “espírito”; é espírito, porque está toda penetrada pela Divindade (na verdade, é a Divindade de Cristo que, mediante a carne, vivifica os fiéis na Eucaristia).

Acrescentou o Senhor que as suas palavras são espírito, não como se tivessem de ser entendidas em sentido figurado, mas pelo fato de terem um alcance espiritual e exigirem um entendimento de fé; são vida também, porque nos revelara o meio de termos a vida em nós.

É à luz de Jo 6 que se hão de entender as narrativas da instituição da Eucaristia.

As narrativas da instituição durante a última ceia do Senhor empregam palavras muito claras: “Isto é meu corpo… Isto é meu sangue” (Mt 26,26-28; Mc 14,22-24; Lc 22,19s; 1Cor 11,23-25).

Jesus naquela ocasião, ao deixar as últimas instruções aos discí-pulos, terá evitado qualquer termo de sentido ambíguo (nas horas supremas e decisivas os homens costumam recorrer a linguagem precisa). Cristo, sentado à mesa com os Apóstolos, tinha diante dos olhos todas as gerações cristãs através da história; sabia previamente que, durante séculos e séculos, os seus discípulos haviam de interpretar as suas pala-vras em sentido realista, prestando adoração ao SS. Sacramento. Não obstante, segundo as hipóteses de racionalistas, teria usado termos am-bíguos induzindo em erro (no erro de crer na real presença) os seus Após-tolos, homens simples e rudes, e, depois deles, uma multidão de fiéis cristãos!

Mais: Cristo teria usado palavras aparentemente claras para es-conder um simbolismo difícil de se perceber. Sim; é difícil definir qual o significado metafórico que Jesus possa ter tido em vista ao proferir as suas palavras simples sobre o pão e o vinho. Em 1577, sessenta anos após o começo da Reforma protestante, São Roberto Belarmino dizia ter aparecido, havia pouco, um livrinho que apresentava duzentas interpre-tações dos protestantes para as palavras “Isto é meu corpo”!
 

3. O perdão dos pecados (pp. 35-39) 

São citados os § 982s, 986,1448,1461 do Catecismo, que atribuem à Igreja, mediante o sacramento da Reconciliação, o poder de perdo-ar os pecados. Em contraparte, Rick Jones refere Mc 2,7; Ef 4,32; Hb 4,16, textos que afirmam que só Deus pode perdoar os pecados.

Na verdade não há contradição entre a afirmação de que só Deus pode perdoar pecados e a asserção de que Ele o presta mediante o sa-cramento da Penitência. É sempre Deus quem perdoa; nenhum homem pode, por sua própria virtude, perdoar alguma ofensa feita a Deus. O fato, porém, é que Deus quis confiar aos Apóstolos e seus continuadores a faculdade de perdoar os pecados ou não os perdoar, segundo se lê em Jo 20,21 -23:

“Disse Jesus outra vez: ?A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.? Depois destas palavras, so-prou sobre eles dizendo-lhes: ?Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”

É de notar também a passagem de Mt 9,8: ao ver que Jesus per-doou os pecados do paralítico, e o curara, as multidões glorificaram a Deus, “que dá tamanha autoridade aos homens”. Esta afirmação no plu-ral (“aos homens”) supõe estar em vigor a praxe de perdoar os pecados por parte dos ministros da Igreja.

Chama-nos a atenção também o fato de que Rick Jones, para di-zer que Deus perdoa os pecados diretamente, cita textos do Antigo Tes-tamento, época em que não havia ainda aparecido o Messias e não fora instituído o sacramento da Reconciliação de que trata Jo 20,21 -23. Está claro que, antes de Cristo, importava confessar diretamente a Deus: isto, porém, foi modificado pela vinda do Senhor Jesus. O mesmo acontece no capítulo 28 da obra de Rick Jones, em que o autor volta a tratar do perdão dos pecados. Os textos do Antigo Testamento que ele cita, são vagos e não excluem o sacramento da Confissão.

O autor conclui, como em outros casos, que a Igreja inventa dispo-sitivos para escravizar os homens e convida os leitores a abandonar a Igreja Católica. Realmente é doloroso ver a falta de honestidade desse escritor: na base de textos bíblicos manipulados preconceituosamente, quer provocar a apostasia dos fiéis que pertencem à única Igreja fundada por Cristo.
 

4. Salvação através de boas obras (pp. 29-34) 

No seu capítulo 2º , Rick Jones enfatiza, mediante textos de São Paulo (Gl 3,8.26; Tt 3,5; Ef 2,8s…), que somente a fé nos salva; “as boas obras jamais poderiam salvar pessoa alguma” (p. 33).

Ora é surpreendente o fato de que o autor silencia, por completo, a epístola de São Tiago, que afirma: a fé que não se traduz em obras, é morta (cf. Tg 2,14-16). Aliás, o próprio São Paulo observa que o que vale, é “a fé que atua pelo amor” (Gl 5,6). Os Apóstolos Paulo e Tiago não se contradizem mutuamente, São Paulo tem em vista a entrada na graça ou na amizade de Deus e enfatiza que ela é gratuita, não comprada nem merecida mediante boas obras; Deus chama quem Ele quer e quando Ele quer, como chamou Abraão, sem que a criatura possa dizer que me-rece ser amiga de Deus.

São Tiago tem em vista outro aspecto da questão, a saber: a per-severança na amizade de Deus: não basta crer; é preciso agir, pois o demônio também crê, mas estremece, porque nada fez de bom. Assim conciliam-se perfeitamente São Paulo e São Tiago, de modo que não é lícito ater-se a um apenas, esquecendo o outro, como faz Rick Jones.

Quem lê o livro desse autor, compreende bem que é mais fácil ser protestante do que ser católico. Jones diz ter sido católico…, católico que experimentou enorme alívio quando passou para o protestantismo, que deixa ao indivíduo o livro exame da Bíblia e lhe permite fazer sua religião pessoal e subjetiva.
 

5. Celibato (pp. 191 -1 94) 

Rick Jones pretende condenar o celibato ou a vida una e indivisa consagrada totalmente a Deus e ao seu serviço. Para tanto cita os textos bíblicos que propõem a dignidade da vida conjugal, mas não se refere a 1Cor 7,25-35, texto em que São Paulo apresenta a vida una ou celibatá-ria como a mais genuína resposta do cristão à Boa-Nova da chegada do Reino de Deus à Terra. O Antigo Testamento valorizava unicamente o matrimônio, porque os judeus sabiam que o Messias viria através da li-nhagem de Davi e Abraão: dai o anseio, de toda mulher israelita, de ser mãe. O Novo Testamento, escrito após a vinda do Messias, tem consci-ência de que o Eterno se faz presente no tempo; por conseguinte, o tem-po é pouco para atender ao Eterno presente; conseqüentemente quem recebe de Deus o dom da continência, recebe importante graça, que lhe permite estar todo entregue aos interesses do Reino, antecipando, de certo modo, o gozo da vida eterna.
 

6. Maria, Virgem Perpétua (pp. 107-1 09) 

Rick Jones se vale dos Evangelhos que falam dos irmãos de Je-sus, para dizer que Maria teve outros filhos além de Jesus; cf. Mt 13,55; Mc 6,3; Gl 1,19.

O autor esquece que a palavra irmão (brother) traduz o grego adelphós, que, por sua vez, traduz o aramaico ?ah. Este vocábulo semita corresponde à língua em que o Evangelho começou a ser apregoado; tem sentido amplo, podendo significar diversas modalidades de paren-tesco. Com efeito, deve-se dizer que a palavra ?ah em hebraico tem o sentido de parentesco em geral; não significa apenas irmãos; ver Gn 13,8; 29,12.15;31 ,23; lCr 23,21-23;  2Cr 36,10; 2Rs 10,13..

Ademais é de notar que Jesus, aos doze anos, parece ser filho único (cf. Lc 2,41-50). Se teve irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, eram, no mínimo, 12/13 anos mais jovens do que Jesus ? o que não condiz com a atitude autoritária assumida por tais “irmãos” frente a Jesus (cf. Jo 7,3-5). Por último, sabemos que Jesus, ao morrer, entregou sua mãe a João, filho de Zebedeu e Salomé, e não aos “irmãos” ? o que, mais uma vez, insinua que Jesus era filho único; cf. Jo 19,25-27.

De resto, a autêntica interpretação dos Evangelhos é-nos fornecida pela antiga e persistente tradição cristã, que afirmou a perpétua virginda-de de Maria. O parentesco dos “irmãos” com Jesus pode ser explicado de duas maneiras:

? ou tratava-se de filhos de 5. José, nascidos em anterior casa-mento de José; este teria esposado Maria em idade mais avançada, na qualidade de viúvo. Tal hipótese é atestada pelo Evangelho apócrifo de Tiago, mas carece de fundamento na própria S. Escritura;

ou eram filhos de Cleofas ou Alfeu, irmão de S. José, casado com certa Maria; cf. Jo 19,25; Mt 27,55s; Mc 15,40s. Tal explicação é geralmente adotada pela exegese católica: os “irmãos” eram primos de Jesus.

O autor afirma ainda que o culto à Virgem Maria é inspirado por semelhantes formas de culto do paganismo, que adoravam deusas. Ora isto é dito gratuitamente, pois nenhum estudioso até hoje demonstrou a afinidade entre o culto mariano e os cultos pagãos; ao contrário, sabe-se que os antigos cristãos eram muito ciosos de guardar incólume a sua fé, preservando-a de contaminação pagã a ponto de morrerem mártires para não trair a mensagem do Evangelho.

Em suma, poder-se-ia dissertar longamente sobre os preconceitos de Rick Jones, cujo propósito confessado é tirar da Igreja os fiéis católi-cos, a título irônico de lhes querer bem… Felizmente, a argumentação de tal autor é tão falha, tão preconceituosa que um leitor conhecedor do assunto percebe os sofismas. É de recear, porém, que muitos leitores desprevenidos se deixem iludir pela dialética de R. Jones. Eis por que procuramos, nas páginas deste artigo, mostrar alguns espécimens da falsa argumentação de um lobo vestido com pele de ovelha (cf. Mt 7,15).

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