Espaço do Leitor

Protestante ataca o dogma da infalibilidade papal

É dogma de fé para os católicos a infabilidade papal, ou seja, segundo a Igreja católica o papa é o unico ser humano na terra que detem as “chaves” do céu e que em matéria de fé e moral não erra. Se os papas são infaliveis, ou seja, não erram em materia de fé e moral, por que aconteceram grandes atrocidades com os mesmos na Idade Média e por que Pio XII permitiu que os judeus fossem massacrados por Hitler? Por que o atual Papa Bento não se coloca a favor do povo de Israel assim como fizeram os profetas e o mestre Jesus? Pois assim está escrito: “Congregarei todas as nações, e as farei descer ao vale de Jeosafá; e ali com elas entrarei em juízo, por causa do meu povo, e da minha herança, Israel, a quem elas espalharam entre as nações e repartiram a minha terra”. Sim, a terra do Senhor; segundo Levítico 25:23: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo”. “E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todo o povo da terra”. Se olharmos a história da Igreja católica veremos que a ideia de infabilidade não passa de uma fraude! (Cleidson)

Prezado Cleidson,

Pax!

Você, como todo protestante, tem uma concepção errada – provavelmente adquirida de outros protestantes – sobre o que é a infalibilidade papal. Você aponta para o Papa uma infalibilidade absoluta e pessoal, sempre que se pronuncia ou – pior ainda – como se ele fosse impecável… Não! O Papa, como qualquer outro ser humano, pode errar, sim, e cometer pecados.

No entanto, como ensina a Igreja Católica, o Papa, legitimamente eleito, possui uma infalibilidade RELATIVA e diretamente relacionada ao seu CARGO. Assim, o Papa é infalível apenas quando se pronuncia SOLENE E EXTRAORDINARIAMENTE ( ex cathedra), apenas sobre questões de fé e moral, como Doutor da Igreja.

Não se deixe guiar, portanto, por falsos achismos e preconceitos. Acesse e leia com atenção o documento conciliar que definiu esse artigo de fé e saiba compreender os limites desse poder: http://www.dicionariodafe.com.br/documentos/pastor_aeternus.htm

Agora, se você encontrar algum outro documento OFICIAL da Igreja Católica que afirme outra coisa ou o contrário, por favor me envie porque será uma grande novidade… Terei grande prazer em refutá-lo…

Em acréscimo, afirmo que os pretensos erros que você relacionou aos Papas não estão de forma alguma ligados à questão de infalibilidade (NENHUM deles se pronunciou ex cathedra sobre as matérias que você acusa), mas sim à própria pecabilidade humana, da qual nem mesmo os Papas estão isentos.

Aliás, como você mesmo pode conferir, Pedro fez um pronunciamento solene (Mateus 16,16) E infalível (Mateus 16,17) e, em razão disso, recebeu a promessa de Cristo de que receberia as chaves do Reino (Mateus 16,19); no entanto, Pedro errou e pecou ao negar Cristo por 3 vezes (Mateus 26,69-75), mas nem por isso deixou de ser reabilitado pelo próprio Senhor, recebendo então a missão de “confirmar os irmãos na fé” (SÓ ele recebeu essa atribuição, cf. Lucas 22, 24-28.31), bem como o de apascentar o único rebanho de Cristo (SÓ ele também recebeu essa tarefa, cf. João 21,15ss.).

E, após a ressurreição e a fundação da Igreja (Atos 2), Pedro voltou a fazer um pronunciamento infalível, proclamando uma DEFINIÇÃO DOGMÁTICA no Concílio de Jerusalém (Atos 15,7-11); e então TODOS SE CALARAM (Atos 15,12), vindo então Tiago pedir vênia para ser ouvido (Atos 15,13) e pronunciar quatro cláusulas pastorais para implementar a definição doutrinária de Pedro (Atos 15,14-21).

Como você pode observar pela propria Bíblia, o pronunciamente infalível do Papa nada tem a ver com a sua eventual pecabilidade, típica da fraqueza de qualquer ser humano (inclusive você e eu).

Para compreender melhor essa matéria, sugiro que você acesse os diversos artigos que já publicamos sobre o tema, entre eles:

– http://www.veritatis.com.br/article/682

– http://www.veritatis.com.br/article/1136

– http://www.veritatis.com.br/article/2558

– http://www.veritatis.com.br/article/3133

– http://www.veritatis.com.br/article/3864

– http://www.veritatis.com.br/article/3923

O campo de pesquisa que existe na página inicial do Site poderá ajudá-lo a encontrar outros artigos interessantes sobre esse mesmo assunto…

Se, por acaso, a dúvida persistir APÓS a leitura desses artigos, por favor volte a escrever.

PS – Fraude MESMO você encontra na aplicação prática do princípio protestante do “Livre Exame”, que afirma que cada crente é guiado diretamente pelo Espírito Santo em suas “leituras bíblicas”, não obstante isto contrariar o que escreveu São Pedro em sua 2ª epístola (2Pedro 1,20; 2,1-3; 3,15-17); assim, cada protestante que faz uso do “livre exame da Bíblia” autoeleva-se – ainda que sem saber – à categoria de Papa, crendo que sua “leitura bíblica” (=interpretação) é infalível… fundando sua própria igreja no primeiro salão que encontrar livre…

E, assim, nenhum protestante de boa-fé pode ter a certeza absoluta de qual é a verdadeira doutrina cristã (podemos batizar crianças como afirmam os presbiterianos, ou só adultos como dizem os batistas? podemos fazer imagens como concedem os luteranos, ou não como afirmam os testemunhas de Jeová? Devemos guardar o domingo como afirmam os assembleianos ou o sábado como defendem os adventistas? Devemos ter uma estrutura hierárquica na Igreja como afirmam os anglicanos ou leiga como fazem os congregacionalistas? A Santíssima Trindade existe, como afirmam os trinitarianos ou não, como defendem os unitarianos? Maria é Mãe de Deus como afirmam os metodistas, ou só a Mãe de Jesus, como declaram os pentecostais? E o inferno, existe ou não? E Jesus, tem uma ou duas naturezas? Uma ou duas vontades? E seu reino milenar? Sim ou não? O que a infalibilidade de cada um desses “papas” afirma é diametralmente oposto aos demais…

Ora, se o Papa, legítimo sucessor de São Pedro, não pode ser infalível, por que cada um destes milhares de “auto-papas” seria? Poderia ficar aqui multiplicando os exemplos ao infinito… Afinal: a Verdade é uma, duas ou infinita? Onde está, no Protestantismo, o “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Efésios 4,5)? Cadê a “unidade da fé” ( v.13)? A oração do Senhor, para que todos os seus discípulos fossem um (João 17)? Falhou? A oração do ÚNICO Mediador entre Deus e os homens foi ineficaz (1Timóteo 2,5)? Então pobres de TODOS nós…


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Veritatis Splendor