São pelo menos quatro:

1º) Em todas as listas dos apóstolos que encontramos na Bíblia (Mateus 10,2-4; Marcos 3,16-19; Lucas 6,13-16; Atos 1,13), Pedro sempre é citado em primeiro lugar. Tal deferência não pode ser mera coincidência, ao contrário, indica já sua primazia sobre os demais apóstolos.

2º) Cristo mudou o nome de Simão para Cefas (Pedro, em aramaico), conforme lemos em João 1,42. No Antigo Testamento, encontramos vários casos de mudança de nome, o que indica um chamado especial da parte de Deus (ex.: Abraão e Sara, em Gênesis 17,5-15; e Jacó, em Gênesis 35,10). No caso de Pedro, Cristo indica que escolheu o outrora Simão para ser a pedra fundamental (visível) sobre a qual decidiu fundar a Sua Igreja.

3º) Em Mateus 16,17-19, Cristo anuncia Sua decisão de fundar a Sua Igreja (ao contrário da alegação de alguns, segundo a qual “Cristo não quis fundar nenhuma igreja”), e o faz sobre o fundamento de Pedro, prometendo que as portas do inferno jamais prevalecerão contra a Sua Igreja, e dando a Pedro as “chaves do Reino dos Céus”, afirmando que o que o Apóstolo ligasse na terra, seria ligado no céu, e o que desligasse na terra, seria desligado no céu, numa inequívoca demonstração da autoridade então confiada a Pedro. Entre os Apóstolos, só Pedro recebe as chaves do Reino.

4º) em João 21,15-17, encontramos Cristo confiando a Pedro, por três vezes, a missão de apascentar (pastorear) as Suas ovelhas.

Esses quatro pontos, embora não sejam os únicos, são suficientes para demonstrar que o primado petrino encontra claro fundamento na Escritura Sagrada (e como esse fundamental posto de Pedro não poderia ficar vago com sua morte, e como o Apóstolo foi Bispo e morreu martirizado em Roma, os subseqüentes Bispos romanos tornaram-se naturalmente seus legítimos sucessores, perpetuando assim a missão dada por Nosso Senhor Jesus Cristo de chefiar Sua Igreja).

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