Há sim uma hierarquia, como sempre há uma hierarquia em qualquer coisa que se diga ou fale. Há de se lembrar, contudo, que em termos eclesiais o Concílio Ecumênico Vaticano II não só foi agora há pouco como teve sua compreensão dificultada pela dubiedade dos textos e pela revolução que se operou em toda a sociedade exatamente quando ele chegava ao fim; sua interpretação definitiva (que inclui não só uma leitura ortodoxa mas os graus de assentimento devidos a cada ensinamento, etc.) compete ao Magistério dar, e ainda não foi plenamente dada. O novo Catecismo já é um grande passo nesta direção, mas provavelmente só daqui a uns cinqüenta anos, na hipótese mais otimista, este trabalho será concluído.

Assim sendo, o que compete a cada cristão é simplesmente manter a Fé de sempre, procurar entender os textos conciliares de maneira plenamente ortodoxa, e não usá-los como justificativa teológica a não ser quando a questão já houver sido elucidada (como a questão do subsistit in, cuja leitura ortodoxa foi definida na Declaração Dominus Iesus, por exemplo). Em outras palavras, há que se preocupar com o Concílio muito depois de já ter lido, estudado e compreendido toda a obra de S. Tomás, de Sto. Afonso…

A Igreja tem o seu tempo, que não é em absoluto o tempo acelerado da atualidade.

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