“Católicas pelo Direito de Decidir” (CDD) é uma ONG encabeçada pela entidade norte-aamericana Catholics for Free Choice (CFC) (Católicas por uma livre escolha), dirigida pela sra. Frances Kissling, ex-freira que abandonou o convento e a fé católica em 1974.

Esta entidade colabora com sua sede mundial para a promoção do aborto nos EUA, em todos os países da América Latina e na União Européia. Sua tática é dissimular ao máximo que seus esforços visem a promoção do aborto e apresentar-se com freqüência como aquilo que não são (católicas) para confundir e agremiar os menos desinformados, dando a impressão de que a vida dos nascituros está em discussão no seio da Igreja Católica.

Sobre o pseudo-catolicismo das mulheres da CDD, as palavras insuspeitas de Francês Kissling nos dão informações preciosas. Segundo ela, saiu da Igreja “porque não acreditava. Lembro-me de algumas conversas que tive com outras irmãs e postulantes sobre o controle da natalidade, divórcio e segundo casamento. Eu não cria no que a Igreja ensinava sobre essas coisas. A idéia de ser uma representante da Igreja constituicional, ao mesmo tempo em que discrepava dessas posições, não tinha sentido para mim. Eu não concordava com os ensinamentos da Igreja […]. E assim, quando deixei o convento, parei de ir à igreja. Pode-se dizer que a partir desse ponto eu não era mais católica ativa. Mas eu mesma, particularmente, não me considerava mais uma católica” (1) (grifos meus).

Quando assumiu a diretoria da CFC, Kissling reincorporou-se à Igreja, obviamente por razões táticas: “Quando disse que voltei à Igreja, nunca voltei nos antigos termos. Voltei à Igreja como agente da transformação social, voltei à Igreja da mulher” (Ibidem).

Por que a CDD quer tanto se infiltrar na Igreja Católica? Kissling nos dá a resposta: “O argumento dos bispos – acrescenta – afirma que o aborto é um assassinato, que abortar é matar, e que a vida começa na concepção. Mas esta perspectiva católica é o lugar adequado para se começar o trabalho [abortista], porque a posição católica é a mais desenvolvida. Assim, caso se consiga refutar a posição católica, ter-se-á refutado todas as demais. Nenhum dos outros grupos religiosos realmente tem declarações tão bem definidas sobre a personalidade, sobre quando a vida tem início, sobre fetos, etc. Assim, caso se derrube a posição católica, se ganha” (Ibidem, pg 31).

Segundo Willian A. Donohue, presidente da Catholic Legue for Religious and Civils Right (2) (Liga Católica pelo direito das Religiões e Civis), a sra. Kissiling afirmou que passou vinte anos procurando um governo que pudesse derrubar sem cair na prisão, e que agora finalmente encontrou: é a Igreja Católica. Ainda segundo Donohue: “A CDD é frequentemente descrita como a maior organização católica a favor da livre escolha, o que é duplamente falso: não é católica e não é uma organização. Foi abertamente denunciada, tanto pelo Vaticano como pelos bispos norte-americanos, como uma fraude; e não tem membros” (1, pg. 32).

Infelizmente a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) ainda não se dignou a dar aos católicos brasileiros esclarecimentos sobre a CDD. O silêncio sepulcral da dita Conferência no mínimo faz suscitar sérias dúvidas sobre sua credibilidade e fidelidade à doutrina bimilenar da Santa Igreja Católica.

Notas

(1) Revista Catolicismo no. 679, Julho 2007. Pg 28-29.

(2) http://www.catholicleague.org/cffc.htm.

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