A paz!!!
Irmão, o sr. não comentou sobre os outros textos que eu lhe mandei. Rm. 8.26, Rm. 8.34 e Tm. 2.5.
E sobre o texto que o sr. me mandou 2 Co. 5.8 existe o texto e pra se entender um texto precisamos de um contexto, que pode ser em versículos anteriores ou à priore. Ermeneutica e esegese.
Vi que o sr. é um profundo conhecedor da história da igreja católica apostólica romana; me fale um pouco sobre as indulgências que eram vendidas para a salvação e a santa inquisição. Quantos cristão protestantes foram torturados, queimados vivos até a morte? Qual o dia que a igreja se retratou com a humanidade? E a cidade subterrânea do vaticano? Porque não é aberta ao público para visitação? Será que é para não vermos o cimitério clandestino que existe lá com ossada de fetos? Porque não distribui os tesouros e dão aos pobres como jesus mandou ao jovem rico? Enfim são tantos os questionamentos que eu ficaria digitando a noite toda e não acabaria. Fica na paz!!!

Prezado Davi,

O versículo de Rm 8, 26 fala que “o Espírito mesmo intercede por nós”, ao passo que em Rm 8, 34 diz lemos que “Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós”. Note que a primeira passagem de forma alguma diz que o SOMENTE o Espírito intercede por nós. Da mesma forma, a segunda passagem em momento algum ensina que Cristo Jesus é o ÚNICO que intercede por nós. Se fosse assim, você estaria proibido, por exemplo, de orar (interceder) por seus pais, irmãos, amigos etc. E embora eu não tenha comentado especificamente essas passagens, o que acabei de dizer está explícito no meu comentário sobre a intercessão dos santos, bem como nos artigos sugeridos.

Já sobre a passagem de I Tm 2, 5, o teor desse versículo foi comentado em minha resposta, assim como nos trechos dos documentos magisteriais citados (documentos esses que inclusive citam diretamente a passagem em questão, o que você pode conferir relendo minha resposta).

De fato, no que diz respeito à interpretação da Bíblia (hermenêutica e exegese), precisamos levar em consideração o contexto, porém não apenas o contexto bíblico, mas também outros contextos, como o histórico, o teológico e filosófico. Quem tem o hábito de abstrair o texto bíblico do seu contexto são precisamente os protestantes (mormente os menos letrados), que costumam citar versículos a esmo, usando-os conforme a conveniência e de acordo com interpretações particulares. Nós, católicos, ao contrário, temos profundo respeito pela Palavra de Deus, e jamais interpretamos a Escritura Sagrada fora da Tradição e da Igreja, visto que a Bíblia é fruto da Tradição, fruto esse que foi gerado e colhido DENTRO da Igreja, ou seja, foi dentro da Igreja que a Escritura Sagrada foi escrita e foi a Igreja que definiu o cânon bíblico (o cânon não apareceu pronto, muito menos definiu-se sozinho!).

A respeito das indulgências, peço que leia os artigos abaixo [no site do Apostolado Veritatis Splendor]:

· A Igreja Católica vendia lugares no céu?

· Indulgências

· Igreja Católica e as indulgências: o céu em liquidação [1] [2]

· Mitos acerca das indulgências

· Nova leitora pergunta sobre as indulgências

· O que são indulgências?

· Protestante pergunta sobre a “venda de indulgências”

Sobre a Inquisição, leia:

· A história da inquisição

· A inquisição e o protestantismo [1] [2]

· A Inquisição espanhola

· A Inquisição no Brasil

· A inquisição protestante

· A perseguição dos católicos franceses por calvinistas

· A teologia da Inquisição segundo São Tomás de Aquino [1] [2] [3] [4] [5] [6] [7]

· Ainda as inquisições protestantes

· José de Anchieta: aprendiz de carrasco?

· Leitora questiona a inquisição protestante

· O Estado manipulou a Igreja durante o tempo da inquisição?

· Poder régio e Inquisição em Portugal

Sobre a sua pergunta “Qual o dia que a Igreja se retratou com a humanidade?”, peço que leia:

· A história secreta… da Igreja?

· Dúvidas sobre história da Igreja

· “Pegar leve” para atrair fiéis?

· Perdão e pedido de perdão

· Sobre os pedidos de perdão do Papa João Paulo II

Quanto a uma suposta “cidade subterrânea do Vaticano” e a um suposto “cemitério clandestino” com “ossada de fetos”, confesso que nunca ouvi falar de relato tão estapafúrdio. Agradeceria se você me enviasse alguma fonte histórica ou jornalística FIDEDIGNA de tão grave acusação.

Sobre os “tesouros” materiais da Igreja, peço que leia o artigo abaixo:

· Onde estão as riquezas do Vaticano?

Caso você continue com dúvidas sobre os assuntos acima depois de ler TODOS os artigos indicados, peço que volte a nos escrever. Quanto aos outros questionamentos que você tiver, peço encarecidamente que pesquise em nosso Índice Temático (https://www.veritatis.com.br/article/5363), onde você encontrará respostas para uma grande variedade de perguntas além de comentários sobre temas diversos. São muitos artigos, inclusive vários sobre um mesmo assunto. Peço que pesquise em nosso acervo sem pressa. Se, depois de ler TODOS os artigos sobre um determinado assunto, você continuar em dúvida, escreva para nós.

Em Cristo,

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