Caros, quantos textos supostamente explicativos e apologéticos com frases rebuscadas, e mecanicamente formuladas a fim de esconder a podridão e a fragilidade de uma religião que notadamente lutou ao longo da história para ser única, ainda que para isto, sangue escorresse, vidas fossem sacrificadas.Nos perdoem por não concordar com isto. Somos evangélicos e em nome de Jesus também somos igreja quer aceitem ou não.

Não acreditamos que um homem comum como o Papa seja infalivel, pois a história os condena.

Não acreditamos que os “santos” não sejam mesmo adorados pela igreja Católica, pois quando se ajoelham diante deles até um leigo sabe que isto é prestar culto, e prestar culto é adorar.E sem contar que quem define a posição de santo é Deus e não o Papa.

Me desculpem, mas Jesus é suficientemente capaz de me ouvir sem que um defunto esteja intermediando a conversa. Só há um mediador entre Deus e os Homens, Jesus. Não é preciso Santo fulano, ou santo ciclano fazer lobby pra ninguém no céu ou Jesus é

tão Frágil assim que precise de reforço?


Procurem uma igreja que sirva a Jesus com liberdade e e sem mecanismos pagãos para se achegar a Ele. .

 

 

Resposta:

 

Caro leitor,

 

Nós nada fazemos que apresentar a todos que busquem a verdade um pouco da maravilha revelada nas Escrituras e bem compreendida pela autoridade da Igreja deixada por Cristo. Hoje estamos atravessando um período de intensas dificuldades na nossa vida espiritual. Além de lutarmos contra o pecado ao qual somos propensos, e o qual somente podemos resistir pela graça de Deus, somos também chamados à batalha espiritual contra os falsos profetas que estão aparecendo todos os dias, em todos os lugares do mundo.

 

Os próprios apóstolos não se viram livres de lutas contra os erros de suas épocas. Assim também o desenvolvimento da Igreja e sua doutrina. Houveram heresias que exigiram da Igreja de Cristo uma verdadeira batalha, às vezes durando décadas, para serem resolvidas, a fim de que a ortodoxia fosse conhecida. Infelizmente, os filhos das trevas são mais espertos que os filhos da luz, e muitos erros religiosos ainda permeiam o mundo cristão até hoje, e não será hoje que elas desaparecerão.

 

No século 16, a revolta protestante, ainda que originada, entre outros motivos, de um desejo de purificação do ambiente clerical (e não eclesial), trouxe a confusão, a revolta, o ódio imputado e a ignorância religiosa a muitas pessoas. Vimos vários homens santos surgirem dentro do protestantismo, mas sua cegueira em relação à presença da verdadeira Igreja de Cristo na terra porventura prejudicou a pregação da verdade transmitida pelos apóstolos e fielmente mantida na Igreja Católica. Há de se suspeitar que a verdade esteja entremeada num mar de erros? Sim, e no protestantismo ocorre isso. Existem verdades ensinadas nas igrejas protestantes, e todo católico consciente de sua fé e conhecedor de sua doutrina deve, para estar de acordo com o ensino da Igreja, concordar com isso. Por isso não há necessidade de você querer forçar um reconhecimento de nossa parte. Nós reconhecemos que você, se fizer parte de uma igreja que reconheça o Credo, que utilize a Palavra de Deus para fazer crescer no próximo e em si mesmo o amor a Deus, possui a verdade, mas não a plenitude dela. Esta está presente somente na Igreja Católica. A Igreja é a coluna e o fundamento da verdade, e nenhuma instituição humana, como as igrejas protestantes podem resgatar esta característica, pois a Igreja de Cristo é aquela fundada por Ele (cf Mt 16,18), e na qual Ele estará até o final dos tempos.

 

Para evitar ainda mais que a confusão causada pelo protestantismo se alastre, cremos que devemos seguir o conselho do apóstolo Paulo: ?Eis o que deves ensinar, pregar e defender com toda a autoridade? (Tt 2,15). A autoridade que nós usamos para dispor da doutrina que passamos adiante é aquela autoridade da própria Igreja de Cristo, pois Ele se faz ouvir na voz dos apóstolos. Não usamos, portanto, de palavras ?rebuscadas e mecanicamente formuladas?, mas sim de palavras as mais simples possíveis, formuladas com  fidelidade à Igreja e à sã doutrina, com o objetivo trazer para fora do erro os que nele estão, os protestantes e outras seitas cristãs, assim como outras religiões pagãs, e para fazer os próprios católicos reconhecerem na Igreja a única Igreja de Cristo. Não temos por objetivo outro senão esse. E de forma alguma queremos ?esconder a podridão e a fragilidade de uma religião que notadamente lutou ao longo da história para ser única, ainda que para isto, sangue escorresse, vidas fossem sacrificadas?. Não, nada disso. Não escondemos que houveram erros cometidos pelos cristãos ao longo das épocas, ainda que cada época guarde em si motivos e as características inerentes às suas ações. A Igreja perseguiu, e da mesma forma foi perseguida. A Igreja lutou para ser a única, mas com base de que ela realmente é a única Igreja que mantém a ortodoxia. Imagine se a Igreja deixasse as heresias antigas aflorarem pelo mundo, sem nada fazer. Se o protestantismo traz confusão ao cristianismo, o perigo que uma inércia da Igreja frente às heresias do passado produzira um efeito catastrófico.

 

Buscamos colocar os culpados em seus devidos lugares, como nas épocas das cruzadas e inquisições. Sem dúvidas houveram erros e abusos, mas deve-se antes de criticar, identificar a responsabilidade e a amplitude de tais erros. Também nós mostramos que no protestantismo a crítica não é unilateral. Os protestantes da mesma forma acusaram, perseguiram e massacraram católicos e mesmo protestantes, sendo responsabilizados por atos de extrema intolerância e violência religiosa. Queremos mostrar sempre o outro lado da moeda, algo que no protestantismo é ocluso, nada é falado, onde apenas a culpa da Igreja Católica é preferida à sua. Isto é injustiça histórica e religiosa, e os protestantes, como você, caro leitor, pouco sabem de sua própria história, e muito menos sabem da história da Igreja Católica. John Henry Newman, não cansamos de repetir, acertadamente disse que ?aprofundar-se na história é renunciar ao protestantismo?, sendo ele mesmo um exemplo desta assertiva, convertido do anglicanismo ao catolicismo após sua pesquisa sobre a história do desenvolvimento da doutrina cristã.

 

E caso a história condene a Igreja, devemos saber separar o que é atuação da Igreja, e qual é a atuação de seus filhos, os cristãos. A Igreja é a esposa de Cristo, incorruptível e santa eternamente. Mas o erro pode se infiltrar nos que estão em seu seio, pois a fraqueza espiritual de muitos faz com que sejam escravos do pecado, ainda que estejam na Igreja. Os apóstolos, principalmente Judas Iscariotes, foram fracos, ainda que caminhando com o próprio Cristo. Muitos cometeram erros, inclusive papas. Na realidade, a história dos papas deve ser sempre bem verificada antes de se denunciar seus erros. Houve anti-papas que trouxeram confusão em determinadas épocas da Igreja, mas jamais atentaram contra a doutrina apostólica. Alguns papas em ocasiões diversas não se comportavam como tais, transformado o papado em um cargo pouco diferente, ou praticamente nada diferente, de um senhor feudal ou um rei. Porém, estes erros não se aplicam ao que você pretende. Não há atribuição contra a infalibilidade papal quando não há implicação contra definições infalíveis do papa. Temos diversos textos explicando quando e porque um papa pronuncia infalivelmente um doutrina. A inexistência de infalibilidade autoriza toda e qualquer doutrina à falha, e os protestantes, rejeitando esta possibilidade, estão mergulhados em erros, ainda que julguem infalíveis as suas interpretações pessoais. Eis um dos diversos paradoxos do protestantismo. Nós cremos na infalibilidade papal porque aquele que conduz o rebanho de Cristo não o fará no caminho errado, pois Cristo não o confiaria, então. O pastor das ovelhas de Cristo somente conduzirá seu rebanho ao caminho certo, mesmo que pelo caminho estreito, pela porta estreita, pelo sofrimento, mas através da graça de Deus. Se somos rebanho de Deus, somos pastoreados por Pedro. Infelizmente, os evangélicos rejeitam o pastor, desobedecendo o Deus que dizem amar. Quem ama a Deus, obedece seus preceitos; fazem isso os cristãos evangélicos? Julgam que sim, mas não conseguem identificar onde devem estar, partindo de diversas interpretações confusas das Escrituras, que julgam ser de claro e fácil entendimento. Eis outro paradoxo do protestantismo.

 

Você questiona a intercessão dos santos, aliando a isso a insuficiência de Cristo como intercessor. Infelizmente, poucos protestantes entendem um pouco da doutrina católica. Mas a maioria dos protestantes não entende nada dela. A intercessão dos santos não é ?hagiocêntrica? mas ?cristocêntrica?. Explicamos isto de forma clara em vários textos de nosso site. A intercessão do justo muito pode diante de Deus, a intercessão dos santos que estão na glória de Deus podem, pois alcançaram a justiça. Por meio da intercessão única de Cristo, eu, você, e todos os cristãos, têm o poder da intercessão. Não há diferença espiritual entre quem está na terra e quem está no céu. Todos somos parte da Igreja de Cristo, todos fazemos parte da Igreja Mística, do Corpo Místico de Cristo. Os protestantes entendem que o Deus de Abraão, Isaac e Jacó , que estão vivos, não é o Deus de tatos outros que morreram na graça, pois estes estão mortos, ?dormindo, inconscientes? e outras alegações. Mas todas não condizem com a verdade. Há uma nuvem de testemunhas sobre nós, com suas vestes lavadas pelo sangue do cordeiro, e todos intercedendo, por meio da unidade da visão beatífica que ainda nos espera. Assim faz também a santíssima mãe de Deus, a mais bela e santa das criaturas, Maria de Nazaré. Os santos são pessoas, são criaturas de Deus, que não são tornadas santas pelo papa, mas são tornadas santas pela aceitação da missão de Cristo e pela ação do Espírito de Deus em suas vidas. Vemos o grande exemplo de São Francisco de Assis, o Espírito de Deus agiu tão fortemente em sua vida que ele hoje é um dos santos mais reconhecidos em todo mundo cristão, mesmo por protestantes. O papel do papa na canonização não é tornar alguém santo, como geralmente a imprensa e aqueles pouco informados falam, mas apenas de reconhecer que determinada pessoa é digna de tal denominação, pois sua estadia na terra foi de acordo com as virtudes cristãs, algo raro nos nossos dias. Por isso, quando estamos falando de santos, quando temos uma imagem, quando pedimos a intercessão, não se configura em adoração, pois não há outro deus senão o nosso Deus. Há exemplos de virtudes, exemplos de amor ao próximo, exemplo de ?fidelidade?, que vem de ?fé?. Os santos venerados pela Igreja Católica são aqueles que alcançaram o que nos espera se nos espelharmos neles, porque neles vive o Cristo que nós queremos. O apóstolo Paulo afirma que era Cristo quem vivia nele, e se queremos imitar os passos de Paulo, nada faremos que imitar os passos de Cristo. Assim procedemos nós, católicos, em relação aos santos, seguimos neles os passos de Cristo. Caso contrário, seremos servos inúteis.

 

Esperamos que a consciência da verdade surja em você, caro leitor, e em todos que busquem a doutrina apostólica. Estamos buscando o Jesus dos evangelhos devidamente? É para responder com um ?sim? a essa pergunta que estamos na Igreja de Cristo, onde a verdade está presente, onde a humanidade pode alcançar a paz, onde o Cristo está presente todos os dias, na Eucaristia e na vida de todos os que o buscam com amor, sem interesses que não a vida eterna.

 

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