– Responda minhas indagações. Sou formado em teologia pela universidade de Boston, E.U.A. Será um prazer conversar com você e todo Clero Romano e abrir os seus olhos quanto aos enganos da Igreja dos ídolos Romanos. (Gelton Junior).

É com maior prazer que responderei suas indagações, e ao mesmo tempo, mostrarei o quanto você está equivocado.

A Igreja católica, que conhecemos hoje, é o resultado de alterações feitas à partir da igreja primitiva.

Os protestantes não possuem nenhuma autoridade para afirmar tal coisa, pois surgiram 1500 anos depois da Era Apostólica. Só o que Cristo transmitiu aos Apóstolos e o que se herdou destes numa sucessão ininterrupta que está na Igreja Católica, tem foros de verdade plena, e verdade revelada. É só você estudar Os Padres Apostólicos, do século I e II, (que estiveram em contato com os Apóstolos) e os Apologetas do século II e III, que defendiam a fé Cristã contra os pagãos e contra as primeiras heresias. Só assim, você saberá realmente que não houve alterações na doutrina de Cristo. Os protestantes não possuem nenhuma ligação com os Apóstolos e assim podemos dizer que são tiranos, impostores e usurpadores da verdade.

“A corrupção no cristianismo começou já em meados do século III, onde houve o primeiro rompimento sério dos cristãos, por causa da introdução do batismo de crianças. O rompimento foi chamado de “desfraternização”.

Que heresia, irmão! Nos Atos dos Apóstolos se lê que estes batizavam famílias inteiras, ora, nas famílias há sempre crianças: (Atos 16,14-15) (Atos 16,32-33) (1 Cor 1,16) (Atos 9,18-19) (Colossences 2,11-14). Em (1 Cor 10,2) São Paulo mostra que todos os Israelitas foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar (como símbolo do batismo Cristão). Sabemos porém que esse batismo não aconteceu por imersão pois os Israelitas, junto com todas AS CRIANÇAS, passaram o mar vermelho a pé enxuto, tocando apenas a areia úmida do mar. Além do mais, Orígenes (185 255) escreve: “A Igreja recebeu dos Apóstolos a Tradição de um batismo também aos recém-nascidos”. Cipriano em 258 escreve: “Do batismo não devemos afastar as crianças”. Caro irmão! Observe que Orígenes e Cipriano são bem anteriores a Constantino, sendo que vocês protestantes, afirmam que a Igreja se corrompeu com ele. Suas afirmações estão em contradição, faça uma análise.

Como o senhor questiona uma série de coisas da qual estou lhe respondendo, gostaria também de deixar aqui as minhas dúvidas: Por que os protestantes insistem no batismo em Rios? Por que nos seis casos de Batismo Cristãos feitos no tempo dos Apóstolos, não foram em Rios e nem por imersão? Confira alguns: “Ananias foi, entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: ‘Saulo meu irmão, o Senhor, esse Jesus que te apareceu no caminho, enviou-me para que recobres a vista e fiques cheio do Espírito Santo’. No mesmo instante caíram dos olhos de Saulo umas como escamas, e recuperou a vista. Levantou-se e foi batizado” (Atos 9,17-18). Comentários: Aqui fica bem claro que Saulo foi batizado DENTRO DE UMA CASA E NÃO FOI POR IMERSÃO, POIS DENTRO DE UMA CASA NÃO EXISTE RIO. Em (Atos 16,33-35) vemos o batismo do carcereiro de Filipos, numa cadeia à meia noite, feito por Paulo e, lógico, também não havia rios. Nesta passagem é bom lembrar também a pergunta! “Que devo fazer para me salvar?” Disseram-lhe: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, TU E TUA FAMÍLIA”. Comentário: Paulo não pede que a família do carcereiro se arrependa para também ter a salvação, pede somente ao carcereiro. Em (Atos 5,41) cerca de três mil pessoas foram batizadas no dia de pentecostes em Jerusalém, onde também não há menção de qualquer rio:

No século IV, Constantino ascendeu ao posto de Imperador. Este apoiou o cristianismo e fez o mesmo religião oficial do Império Romano.

Você simplesmente acaba de dizer que quem oficializa algo é porque este algo já existia. O que é diferente de alguém que cria ou inventa alguma coisa. Porém irmão, como você disse, “ele apoiou o Cristianismo” “uma religião que já existia bem antes dele nascer”. Será que, a partir de agora, você vai dizer que o Cristianismo também estava corrompido antes de Constantino?

A partir de então, a curva de desvio da Verdade acentuou e acelerou-se de forma violenta, a ponto de os séculos mais negros da história da Europa coincidirem com os anos em que a Igreja Católica “reinou” soberana: os mil anos de trevas (500-1500). Trevas estas não só espiritual, mas também intelectual e moral.

É muita blasfêmia e contradição irmão! Primeiro você diz que Constantino apoiou o cristianismo e o fez religião oficial. Depois diz que ouve o desvio da verdade. Você está totalmente perdido pois, o que acaba de dizer vai contra a mensagem de Jesus, em (Mateus 16,18) onde ele diz que as portas do inferno não prevaleceria contra sua Igreja. Se houve mil anos de trevas, segundo sua teoria, então as portas do inferno prevaleceu. Sugiro que rasgue seu “diploma de Teologia”, porque você está apenas tagarelando a maléfica doutrina protestante que deturpa milhares e milhares de mentes inocentes.

Veja a seguir um resumo dos desvios introduzidos pela Igreja nestes quase 1300 anos:

– Orações pelos mortos, em 310.

“Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor”. (Tobias 12,12) Confira mais em: (2 Macabeus 12, 43-46)

– Acender velas, em 320.

E perguntou-me: “que vês? Vejo um candelabro todo de ouro, respondi; que tem um reservatório no alto, sete lâmpadas em redor e ainda sete bicos para as lâmpadas colocadas em cima do candelabro, junto deste, duas oliveiras colocadas de um e de outro lado do reservatório”. (Zacarias 4,5) Perguntei-me de novo ao porta-voz; “Meu Senhor, que coisas são estas?” Ele respondeu: “Este é o oráculo do Senhor” (Zacarias 4,4-6) Confira mais em: (Números 8,2-4) (Êxodo 39,37) (Levítico 24,1-4) (Êxodo 35,8).

– Adoração de santos, em cerca de 375.

Mais outra blasfêmia sua. A Igreja nunca definiu tal dogma. Por não saber a diferença entre culto de veneração, que significa: interceder, homenagear, saudar, honrar, imitar, vocês nos acusam de adorá-los. A Igreja Católica nunca ensinou nem mandou adorar a quem quer que seja; e sim, sempre ensinou que devemos adorar unicamente a Deus, que é o Pai, o Filho e Espírito Santo. Nós os veneramos porque Deus é pai dos vivos e dos mortos, e pelo fato de estarem no Céu, podemos estar em comunhão com eles e eles com nós (Hebreus 12,22-24). Confira mais esta: “E o Senhor me disse: ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo” (Jeremias 15,1) Comentários: Moisés e Samuel já não eram do número dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo. Note-se que em (2 Macabeus 15,14) o próprio Jeremias, já falecido, é apresentado como, quem “muito ora pelo povo e pela cidade santa”. Confira mais em: (Apocalipse 5,8) (Êxodo 32,11-14) (Apocalipse 6,9-11) (5 Reis 13,21) (Apocalipse 7,9) (Apocalipse 7,13-15).

– Em 394 Adoração à Virgem Maria.

Meu Deus! Porque vocês insistem em nos acusar?. A Igreja nunca ensinou tal afirmação! Você confundiu mais uma vez, culto de veneração com culto de adoração. O CULTO DEDICADO A ELA É DE VENERAÇÃO QUE É O MESMO CULTO DEDICADO AOS ANJOS E AOS SANTOS, como ficou explicado no item anterior. Em 1917 a Biblioteca John Ryland, de Manchester (Inglaterra) adquiriu no Egito um pequeno fragmento de papiro de 18 x 9,4 cm (Ryl. III,470), cujo conteúdo foi identificado em 1939; é o texto de uma oração dirigida a Maria Santíssima invocada como Theotókos (=Mãe de Deus) no séc. III. Quando em 431 (séc. V) o Concílio de Éfeso proclamou Maria Theotókos, fez eco a uma tradição cujo primeiro termo conhecido remonta a Orígenes (243 dC). Como se vê, a Igreja só vem a confirmar o que já era praticado no princípio do Cristianismo.

– Em 432 A Doutrina do purgatório.

Purgatório é um estado de purificação em que as almas dos justos, que não se santificaram suficientemente neste mundo, hão de completar a sua purificação, “por intervenção do fogo”, para serem admitidas no Céu, “onde nada de impuro entrará” (Apocalipse 21,27). Eis alguns textos Bíblicos confirmando o Purgatório: “Vou mandar o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E imediatamente virá ao seu templo o Senhor que buscais, o anjo da aliança que desejais. Ei-lo que vem – diz o Senhor dos exércitos. Quem estará seguro no dia de sua vinda? Quem poderá resistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavadeiros. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificará os filhos de Levi e os refinará, como se refinam o ouro e a prata; então eles serão para o Senhor aqueles que apresentarão as ofertas como convêm” (Malaquias 3,1-3). Confira mais outra: “É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes, quando Deus aguardava com paciência, enquanto se edificava a arca, na qual poucas pessoas, isto é, apenas oito se salvaram através da água” (1 Pedro 3,19-20). Confira mais em: (1 Cor 3,11-15) (Mateus 5, 25-26).

– Em 593 Supremacia papal.

Na própria Bíblia, vemos Moisés, Josué e os profetas como um chefe supremo do povo Hebreu. Fica claro que a Igreja segue uma autoridade competente com a assistência do Espírito Santo, para que não se caia em erros doutrinários. Hoje são mais de 33.000 igrejas protestantes, e cada uma ensinando o quem bem convém, porque? porque não seguem uma autoridade constituída. Cada um abre uma igreja de acordo com seu bel-prazer. Supremacia papal só confirma o que está na Bíblia. “Um só Batismo, Uma só fé, um só Deus, que é Pai de todos”.

– Em 606 Costume de beijar o pé do papa.

Nos tempos antigos, as pessoas beijavam as mãos dos reis e não tinha nenhum problema. Na maioria das vezes, beijar, ajoelhar-se ou prostrar-se significa veneração, homenagem, respeito, saudação, etc. “Betsaida se ajoelhou e se prostou diante do Rei” (1 Reis 1,16-22). . Há muitas passagens Bíblicas em que as inclinações e as prostações significam humildade, reconhecimento, e não adoração como os protestantes afirmam em acusar os católicos. Você gosta muita de referências Bíblicas, então confira mais estas: (Gênesis 27,29) (Êxodo 18,7) (Josué 7,6) (2 Samuel 14,4) (Mateus 18,26) (Atos 16,29) (Números 22,31) (1 Crônicas 29,20) (1 Samuel 25,23).

– Em 709 Adoração à imagens e relíquias autorizada.

Caro irmão: aqui está mais outra falsa acusação protestante. Você está colocando tudo no mesmo saco e acha que é a mesma coisa. NÃO É ADORAÇÃO, É VENERAÇÃO. E se for proibido o uso de imagens, como se afirma no protestantismo, pode abandonar esta seita da qual você pertence, porque na própria Bíblia, fala-se muito bem das imagens, confira: “Ali virei ter contigo, e é de cima da tampa, do meio dos querubins que estão sobre a arca da aliança, que te darei todas as minhas ordens para os Israelitas” (Êxodo 25,22). Comentário: Querubins, meu caro amigo, são imagens que o próprio Deus mandou fazer. Confira mais em: (1 Reis 6,23-28) (Êxodo 25,13) (2 Crônicas 3,10-14) (Números 8,4) (Ezequiel 1,5) (Ezequiel 10,20) etc.etc.etc. Para você entender o significado das Relíquias confira: (Atos 19,11-12) (Atos 5,15) (Mateus 9,20) (2 Reis 2,11-14) (2 Reis 13,21).

– Em 788 Água benta.

A Função purificadora da água é marcante, na Bíblia ela aparece em vários acontecimentos, na vida das pessoas. E até como poder de Deus na cura de várias enfermidades (Jo 9,7). A água lembra o próprio Cristo, que é a água viva (Jo 4,10) Para você entender a função da água benta confira em: (Números 5, 17-18) (Números 8, 5-7) (Números 19,18) (Ezequiel 36,25).

– Em 840 a canonização de santos.

“Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus 16,19). Caro irmão! Aqui fica claro que Jesus entrega o poder a Pedro de ligar e desligar. Se Jesus entrega essa missão a Pedro ele também entrega aos seus sucessores, pois, com a morte dos Apóstolos a Igreja teria que continuar as promessas de Jesus. Concluindo: “O Papa ligou na terra, então está ligado nos Céus; Roma falou, a sentença está dita”. A Igreja Católica é a única instituição que tem o poder de ligar e desligar, pois tem a sucessão Apostólica. Isso é que faz a diferença entre Católicos e protestantes.

– Em 1074 a Infalibilidade papal.

A Infalibilidade é a garantia de preservação de todo erro doutrinal pela assistência do Espírito Santo. Não é simples inerrância de fato, mas de direito. Portanto, não se deve confundir a infalibilidade com a “Inspiração” que consiste no impulso Divino que leva os escritores sagrados a escreverem o que Deus quer, e nem com a “Revelação”, que supõe a manifestação duma verdade antes ignorada. O privilégio da infalibilidade não faz com que a Igreja descubra verdades novas, garante-lhe somente que, devido à assistência Divina, não pode errar nem, por conseqüência, induzir em erro, no que respeita a questões de Fé e Moral.

Todavia , não se confunde a “Infalibilidade” com a “impecabilidade”. A Igreja nunca defendeu a tese de que o Papa não pudesse cometer pecados. O Papa é infalível quando segue as normas da infalibilidade, falando à toda a Igreja, como sucessor de S. Pedro, em matéria de Fé e Moral, definindo (implícita ou explicitamente) uma verdade que deve ser acatada por todos. Em sua vida privada, ou quando não utilizando a fórmula da infalibilidade, o Papa comete erros e pecados. Para entender melhor: O Papa é infalível quando se trata de assuntos relacionados a fé e a moral. Quando o Papa fala de ciência, política etc, não é infalível. O Motivo da Infalibilidade do Papa é a Assistência Direta do Espírito Santo. A Fundamentação Bíblica está em (Mateus 16,18)

– Em 1215 Confessionário.

A confissão já no Antigo Testamento é anunciada (Números 5, 6-7) (Neemias 9,1-2) (Provérbios 28,13) (Neemias 1,4-6). No tempo de João Batista havia confissão pública, confira em: (Mateus 3,6). Se a confissão fosse só diretamente a Deus como se afirma no protestantismo, então não existia este capítulo na Bíblia, Confira. “Se estás, portanto, para fazer a tua oferta diante do altar e te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; só então vem fazer a tua oferta” (Mateus 5, 23-24).

– Em 1439 Tradição Católica Romana do mesmo nível que as sagradas escrituras Bíblicas.

Como isto é claro e positivo. Jesus não mandou escrever, mandou que pregasse e ensinasse a sua palavra (Marcos 16,15). Em (Lucas 10,16) Jesus diz: “Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. Eis aí a Tradição meu caro amigo. A Mensagem de Cristo foi ensinada ORALMENTE, só depois foi escrita. Muitas coisas foram ensinadas e não estão na Bíblia, como se diz em (João 23,30) Quer um exemplo? “As coisas que Jesus ensinou quando ainda estava aparecendo aos seus discípulos, depois da ressurreição, não foram registradas na Bíblia, e só sabemos desses relatos pela Tradição”. Você quer também as passagens Bíblicas falando da Tradição? Então confira: (2 Tessalonicense 2,15) (2 Tessalonicenses 3,6) (2 Timóteo 2,2) (Lucas 1,3).

– Em 1546 A concepção imaculada de Maria anunciada.

Destinada a ser Mãe verdadeira e virginal de Cristo-Deus, não podia Ela ter contato com o pecado. Ademais, se alguém, fosse dado escolher a própria mãe, não escolheria a mais virtuosa, a mais pura, a mais santa. De fato, Jesus não só pôde escolher a sua Mãe, mas fazê-la, pois é Deus. Ele fez, pois, imaculada a sua Mãe, isto é, isenta de toda a culpa original.

– Em 1854 A ascensão de Maria ao céu.

As argumentações Bíblicas da assunção aos Céus está em: (Gênesis 5,24) (Hebreus 11,5) (2 Reis 2,11) ( 2 Cor 12,2-4) Desde remota época, os autores cristãos julgaram que Maria teve um fim de vida singular; em seus sermões professaram a glorificação corporal de Maria, logo após a sua morte. Eis uma das versões mais expressivas: “Quando se aproximava o fim da vida terrestre de Maria, houve grande agitação na Igreja. Maria soube de antemão que estava para deixar este mundo”. “Os Apóstolos também foram previamente avisados, de modo que se reuniram em Jerusalém. Quando lá chegaram, Maria já tinha morrido; abriram o seu sepulcro, que encontraram vazio. Cristo viera buscar a alma de sua Mãe Santíssima, que a arte bizantina representa sob a forma de uma criança enfaixada. A seguir, o corpo da Santa Mãe de Deus, gloriosamente ressuscitado, também foi assumido e levado a se reunir à respectiva alma no céu”. Os teólogos procuraram as bases Bíblicas para fundamentar tal crença; eis o que apontam: 1) Maria é dita pelo Anjo Gabriel “cheia de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o Anjo não a chama “Maria” (Lucas 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em conseqüência, não podia ficar sob o domínio da morte, que entrou no mundo através do pecado (Romanos 5,12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo0 glorificada não somente em sua alma, mas também em seu corpo 2) A carne da mãe e a carne do filho são uma só carne. Ora, Maria é a Mãe de Jesus, que foi glorificado em corpo e alma após ter morrido. Conseqüentemente, deve ter tocado a Maria a mesma sorte gloriosa que tocou a seu Divino Filho. A Mãe de Jesus, tal como está nos céus já glorificada em corpo e alma. É a imagem e o começo da consumação da Igreja, que só estará plena no futuro. Assim também brilha aqui na terra como sinal de esperança segura e de conforto para o povo de Deus em peregrinação, até que chegue o dia do Senhor ( 2 Pd 3,10).

Com a reforma a Bíblia foi traduzida para a língua do povo

As traduções da Bíblia em línguas correntes feitas pelos reformadores permitiram inaugurar a crítica científica dos cânones Cristãos; um número muito grande de fiéis, já podia ler o Evangelho, como você afirma, mas ao mesmo tempo, surgiram novas interpretações e vieram as dúvidas. Só na Alemanha, uma vintena de traduções foram publicadas. Será que é por isso que já temos 33.800 Igrejas protestantes? E daqui a dez anos, quantos poderão existir?A Bíblia deve ser lida sim, mas com a interpretação da Igreja. Não se pode ler a Bíblia e dar uma interpretação particular, como os protestantes, pois cada um entende de mil maneiras diferentes.

Antes a Bíblia era negada ao povo sob a desculpa que só o sacerdote podia interpretá-la corretamente. A supremacia da Bíblia em todas as questões de fé e prática foi enfatizada (sola scriptura) assim combatendo a idéia que a tradição e as interpretações dos clérigos teriam o mesmo valor que as Escrituras.

A Bíblia era negada somente aos incultos. Depois que a Bíblia caiu nas mãos de todo mundo, o próprio protestantismo começou a se esfacelar e subdividir em muitas seitas, e o resultado está aí para quem quer ver. A Sola Scriptura é a teoria mais furada que eu conheço, pois quem não concorda com a Tradição e com o magistério da Igreja está perdido em relação ao que Jesus ensinou.

Lorraine Boettiner escreveu: “O protestantismo como surgiu no século dezesseis não foi o começo de alguma coisa nova, mas o retorno ao cristianismo bíblico e à simplicidade da igreja apostólica da qual a igreja católica se afastou há muito tempo”.

Esta pessoa ficou louca? Ela está querendo dizer que a Igreja Católica passou 1500 anos ensinando o erro? Depois apareceram os protestantes como o príncipe para a Cinderela e tiveram um final feliz? É muita incoerência irmão!

A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS: Segundo o catolicismo existem três grandes autoridades para o ensino: a tradição da igreja, o magistério e as Escrituras Sagradas. Para eles a Bíblia sozinha não é suficiente. Raimundo F. de Oliveira cita o Padre Benhard que em 1929 escreveu: “A Bíblia não é a única fonte de fé, como Lutero ensinou no séc. XVI, porque sem a interpretação de um apostolado divino e infalível, separado da Bíblia, jamais poderemos saber, com certeza, quais são os livros que constituem as Escrituras inspiradas, ou se as cópias que hoje possuímos concordam com os originais”.

Quem não concorda com a Tradição a Bíblia e o Magistério da Igreja está perdido em relação a palavra de Deus. Se a Bíblia fosse a única fonte de fé, ela própria explicava isso. Nas Escrituras existem muitas passagens explicando a Tradição, confira: “Então irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos fora ensinadas, seja por palavra, seja por carta nossa” (2 Tessalonicenses 2,15).

A Bíblia em si mesma, não é mais do que letra morta, esperando por um intérprete divino… Certo número de verdades reveladas têm chegado a nós, somente por meio da tradição divina.

O que o Padre Benhard escreveu é uma grande verdade. A Bíblia não é mãe da Igreja, e sim filha. Foi a Igreja que, pela Tradição trouxe os 27 livros do Novo Testamento e os 46 do Antigo, como inspirados.

Conforme temos visto, para o catolicismo romano, a Bíblia não é a única regra de fé. A revelação, segundo eles, está apoiada no seguinte tripé: as escrituras, a tradição da Igreja e o magistério. Ainda tiram da Bíblia o valor de ser a autoridade final. Observe a declaração do catecismo de 1994: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida (tradição) foi confiado unicamente ao magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma.” Ou seja, para os católicos, a interpretação dos magistrados é superior as Escrituras Sagradas.

Respostas: Claro que a Bíblia não é a única regra de fé, se assim fosse ela própria nos diria isso. A sagrada Escritura mesma, sobre o número de livros nada diz, nem para católicos, nem para protestantes. Nem a própria palavra “Bíblia” está confirmada nas Escrituras, mas somente na Tradição. Se fosse fundamental o ensino da Bíblia escrita, todos os Apóstolos teriam primeiro escrito e depois pregado a Bíblia. Mas foi o contrário, eles foram enviados e pregaram a palavra de Deus de viva voz (Tradição); e a maioria dos Apóstolos não escreveu nada, só pregou a palavra de Deus de viva voz. Você quer mais outra prova? Abra sua Bíblia nas profecias de Jeremias: A primeira imaginação é que o profeta escreveu tudo antes de ter falado. Mas não foi assim. O profeta falou e só vinte e dois anos depois é que suas profecias foram escritas. Pesquisas Históricas mostram que os fatos referentes à origem do povo de Deus foram escritos muitos séculos depois. Descobriu-se que há textos formados com pedaços de outros textos, escritos por gente de idéias e épocas diferentes. Pergunto: como ficou a mensagem de Deus nestes períodos em que não foram escritos? Será que a palavra de Deus não teve validade só por que não foram escritas na mesma hora ou no mesmo minuto?

Paulo nos advertiu: “Mas ainda a que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já tenho anunciado, seja anátema.” (Gl 1.8). E em Rm 3.4 está escrito “…sempre seja Deus verdadeiro e todo o homem mentiroso”.

Não seja incoerente irmão! A Igreja Católica nunca anunciou outro evangelho além do que Paulo, os demais Apóstolos e os primeiros Cristãos ensinaram. Faça um estudo da Igreja Primitiva e você vai entender tudo. Ademais, gostaria de saber porque vocês protestantes, tem medo de estudar esses primeiros cristãos, será que não suportariam a verdade?

Além desse tripé errôneo, existe o fato da Igreja Católica possuir livros apócrifos em sua Bíblia. A palavra “apócrifo” vem do grego apokrupha que significa “coisas ocultas”. Porém com o decorrer do tempo foi adquirindo o significado de “espúrio” e “não-puro”. Os livros apócrifos estão inseridos no Velho Testamento fazendo que o Velho Testamento deles tenham 46 livros enquanto o nosso têm 39 livros. Os apócrifos são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, 1º e 2º de Macabeus, seis capítulos e dez versículos acrescentados no livro de Ester e dois capítulos de Daniel.

O Protestantismo confunde “Deuterocanônicos” com “Apócrifos”. Veja algumas explicações:

1)Cânon, do grego Kanón = regra, medida e catalogado

2)Canônico = livro catalogado – O que significa que também é inspirado por Deus

3)Protocanônico = livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado

4)Deuterocanônico = livro catalogado, déuteron ou em segunda instância, posteriormente (após sido controvertido)

5) Apócrifo. Do grego apókrypton = livro oculto, isto é, não lido nas assembléias públicas de culto, reservado à leitura particular. Em conseqüência, livro não canônico, não catalogado, embora tenha aparência de livro canônico ex: (Evangelho segundo Tomé, Evangelho da Infância, Assunção de Moisés) etc. Esses livros escritos antes ou pouco depois de Cristo tinham como intenção figurar como Escritura Sagrada. Mas, pelo Magistério da Igreja e assistência do Espírito Santo, esses livros espúrios foram definitivamente afastados, restando apenas o cânon bíblico que guardamos até hoje. Por esse motivo, muitos desapareceram, outros sobreviveram em uma ou outra comunidade antiga, ou ainda, em traduções, fragmentos ou citações. Você viu a diferença entre Apócrifo e Deuterocanônico?

Foi no Concílio de Trento em 15 de abril de 1546, em sua quarta sessão que a Igreja Católica declarou estes livros sagrados. Quero dar quatro razões para não aceitarmos esses livros como inspirados por Deus.

Você quer dar quatro razões! Por acaso você é autoridade maior do que uma Igreja que já vinha ensinando 15 séculos? Só está faltando você dar um golpe de estado lá no céu, e mandar Deus vir aqui na terra para julgar e condenar a Igreja Católica.

1ª) Esses livros não estão no cânon hebraico. A palavra “cânon” significa literalmente “cana” ou “vara de medir”. Esta palavra, com o tempo, passou a classificar os livros que são considerados genuínos e inspirados por Deus. Sendo assim os hebreus consideram os livros apócrifos como não inspirados por Deus.

Respostas: As passagens Bíblicas começaram a ser escritas esporadicamente desde os tempos anteriores a Moisés. Todavia, Moisés foi o primeiro codificador das tradições orais e escritas de Israel. A essas tradições (leis, narrativas, peças litúrgicas) foram sendo acrescido, aos poucos, outros escritos no decorrer dos séculos, sem que os Judeus se preocupassem com a catalogação dos mesmos. Já no século I da era Cristã, os Judeus reuniram-se no Sínodo de Jâmnia, ao sul da Palestina, por volta do ano 100 d.C,afim de estabelecer as regras que caracterizariam os livros sagrados (inspirados por Deus). Foram estipulados os seguintes critérios:

1- O livro Sagrado não pode ter sido escrito fora da terra de Israel

2- Não em língua aramaica ou grega, mas somente em hebraico

3- Não depois de Esdras (458-428 a.C)

4- Não em contradição com a Tora ou Lei de Moisés.

Em conseqüência, os Judeus da palestina fecharam seu cânon sagrado sem reconhecer livros e escritos que não obedeciam a tais critérios. Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia uma próspera colônia Judaica que, vivendo em terra estrangeira e falando língua estrangeira(o grego), não adotou os critérios nacionalistas estipulados pelos Judeus de Jâmnia. Os Judeus de Alexandria chegaram a traduzir os livros sagrados hebraicos para o grego entre 250 e 100 a.C dando assim origem à versão grega dita “Alexandrina” ou “dos setenta intérpretes”.

Essa edição bíblica contém livros que os Judeus de Jâmnia não aceitaram, mas que os de Alexandria liam como “Palavra de Deus”, assim são os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico, 1 Macabeus e 2 Macabeus, além de Éster 10,4-16,24 e Daniel 3,24-90 do capítulo 3.

Podemos, pois, dizer que havia do cânones entre os Judeus no início da era Cristã: O restrito, da Palestina, e o amplo, de Alexandria.

O grupo de Judeus que se reuniu em Javneh (Jâmnia) se converteu no grupo dominante da história judaica posterior, e hoje muitos Judeus aceitam o cânon de Javneh. Contudo, alguns Judeus, como os de Etiópia, seguem um cânon diferente que é idêntico ao Antigo Testamento Católico e inclusive os sete livros Deuterocanônicos ( Cf. Encicoplédia Judaica, vol. 6, p.1147 ). Como é lógico, a Igreja não tomou em conta as conclusões de Jâmnia. Primeiro, um concílio Judeu posterior a Cristo não tem autoridade sobre seguidores de Cristo. Segundo, Jâmnia rechaçou precisamente aqueles documentos que são fundamentais para a Igreja Cristã: os evangelhos e os demais documentos do Novo Testamento. Terceiro, ao rechaçar os Deuterocanônicos, Jâmnia rechaçou livros que haviam sido usados por Jesus e os Apóstolos e que estavam na edição da Bíblia que eles usavam na vida cotidiana- A Septuaginta. Como os Judeus em todo mundo que usavam a Septuaginta, os primeiros cristãos aceitaram os livros que encontraram nela. Sabiam que os Apóstolos não os guiariam erroneamente nem poriam suas almas em perigo, pondo em suas mãos falsas escrituras- especialmente sem adverti-los contra elas.

Os Apóstolos e Evangelistas, ao escreverem o Novo Testamento em grego, citavam o Antigo Testamento, usando a tradução grega de Alexandria. Esta tornou-se a forma comum entre os cristãos, em conseqüência, o cânon amplo, incluindo os sete livros já citados, passou para o uso dos cristãos.

No começo do cristianismo, como conseqüência da existência desses dois cânones, o de Alexandria e o do Palestina, havia uma confusão sobre quais deveriam ser seguidos. O Papa Damaso, no ano 374, confiou a S. Jerônimo o cuidado de corrigir e traduzir os livros santos, cujo conjunto forma o atual cânon ou catálogo da Igreja.

2ª) Não há no Novo Testamento nenhuma citação desses livros. Jesus e os apóstolos não citaram uma vez sequer um trecho incluído nesses livros. Assim mostrando que não eram considerados genuínos por Cristo ou pelos apóstolos.

Leia algumas passagens, pois aqui não cabe todas elas:

“Jesus respondeu: ‘Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus'” (Mateus 4,4) “Para que os filhos que vós amais, Senhor, aprendessem que não são os frutos da terra que alimentam o homem, mas é a vossa palavra que conserva em vida aqueles que crêem em vós” (Sabedoria 16,26)

“Virão do Oriente e do Ocidente, do norte e do sul, sentar-se-ão à mesa no reino de Deus” (Lucas 13,29) “Olha! Eis que voltam os filhos que viras partir. Chegam do Oriente e do Ocidente, à voz do Altíssimo, e repletos da alegria que lhes dá a glória de Deus” (Baruc 4,37)

“Por esta razão os Judeus, com maior ardor, procuravam tirar-lhe a vida, porque não somente violava o repouso do sábado, mas afirmava ainda que Deus era seu pai e se fazia igual a Deus” (João 5,18) “Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai” (Sabedoria 2,16)

“Mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus” (Atos 5,39) “Mas não creias tu que ficarás inpune, após haveres ousado combater contra Deus” (2 Macabeus 7,19)

“Pretendendo-se sábios, tornaram-se estultos. Mudaram a majestade de Deus incorruptível em representações e figuras de homem corruptível, de aves, quadrúpedes e répteis” (Romanos 1,22-23) “Por outra, para punir dos loucos pensamentos de sua perversidade, que os faziam extraviar-se na adoração de répteis irracionais e de vis animais, enviastes contra eles uma multidão de animais estúpidos” (Sabedoria 11,15)

“Não sabeis que os santos julgarão o mundo? E se o mundo há de ser julgado por vós, seríeis indignos de julgar os processos de mínima importância?” (1 Coríntios 6,2) “Eles julgarão as nações e dominarão os povos, e o Senhor reinará sobre eles para sempre” (Sabedoria 3,8)

“Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios” (1 Coríntios 10,20) “Havíeis exasperado vosso criador, ofertando sacrifícios aos demônios e não a Deus” (Baruc 4,7)

“Como também diz em outra passagem: Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem de Melquisedec” (Hebreus 5,6) “Soube também que os Judeus e seus sacerdotes haviam consentido que Simão se tornasse seu chefe e sumo sacerdote perpetuamente, até à vinda de um profeta fiel” (1 Macabeus 14,41)

“Pela fé Enoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: E não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a escritura diz, que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus” (Hebreus 11,5) “Henoc agradou aDeus e foi transportado ao paraíso, para excitar as nações a penitência” (Eclesiástico 44,16)

“Foi pela sua fé que Abraão, submetido à prova, ofereceu Isaac, seu único filho” (Hebreus 11, 17) “Por ventura, não foi na prova que Abraão foi chamao fiel? E não lhe foi isto imputado em justiça?” (1 Macabeus 2,52)

“Eu vi os sete anjos que assistem diante de Deus. Foram-lhes dadas sete trombetas” (Apocalipse 8,2) “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença do Senhor” (Tobias 12,15)

3ª) Doutrinas contrárias as escrituras são baseadas nesses livros, tais como: a intercessão dos santos, a salvação pelas obras, etc.

Em cada palavra que você cita, mais no fundo do poço você se encontra. Acabei de mostrar com passagens Bíblicas, a acusação feita no item anterior. Para comprovar isto, não vou usar os livros que você chama de apócrifos OK? Confira então a Intercessão dos Santos “E o Senhor me disse: ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo” (Jeremias 15,1). Ora, Moisés e Samuel já não eram do número dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo. Na parábola do pobre Lázaro e do rico, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mal rico que fora condenado ao inferno (Lucas 16,27) No caso, o mal rico não foi atendido por que estava condenado ao inferno. Agora faço-lhe uma pergunta! Apesar de não ser atendido ele intercedeu ou não? Vamos para outra intercessão dos Santos. Essa é pedindo julgamento! “Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?” (Apocalipse 6,9-10). Pergunto novamente! Eles intercederam ou não? É bom lembrar que esses Santos não estavam vivos, eles já estavam na Glória junto de Deus Pai. Vamos então para a salvação pelas obras: A Igreja nunca ensinou que a salvação vem só pelas obras, mas também nunca ensinou que ela vem só pela fé. Para a Igreja, as duas andam juntas, pois a fé sem obras é morta (Tiago 5,14-17) (Mateus 7,21-23) (Apocalipse 20, 11-15) . É muito fácil ver que a interpretação dos protestantes é falsa já no texto de (Romanos 3,28); (Gálatas 3,16), quando Paulo assim diz: “julgamos que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”. Com efeito: Pela expressão “obras da lei”, Paulo fala de certas observâncias judaicas, como a circuncisão, abluções, festas etc, e não das obras resultantes da observância da Lei (o decálogo). Quanto a salvação, os protestantes também se baseiam em (Romanos 3,28).

ESCLARECIMENTO: Paulo escreve aos Romanos, que eram pagãos, acostumados a adorar ídolos ou falsos deuses. Por isso acentua a importância e a necessidade de uma fé total em Cristo, mas não exclui as obras como necessárias para a salvação. Quando se fala de fé, como também da graça de Deus, não podemos esquecer-nos das obras, senão estaremos separando o corpo da alma, propondo uma vivência Cristã contraditória.

4ª) Os católicos não foram unânimes quanto a inspiração divina nesses livros. No Concílio de Trento houve luta corporal quando este assunto foi tratado. Durante todos os meus anos de estudo nunca vi tal afirmação na História da Igreja.

Você já está conversando abobrinha, ou lendo muita literatura Medieval.

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