Em 1578 a Europa saía de uma grave epidemia que dizimou muitas vidas. Nesta época, o bispo de Milão, Carlos Borromeu faz uma promessa de, caso a peste cessasse, ir a pé, de Milão até onde estivesse o Sudário para venerá-lo, em agradecimento.

 

Sabendo desta promessa, o Duque Emanuel Philibert, da família Savóia é responsável pelo Santo Sudário, decide levá-lo para Turim, sob a alegação de que ficaria mais perto de Milão, favorecendo assim a Carlos Borromeu, no cumprimento de seu voto.

 

Ao lado disto, havia também interesses políticos da família Savóia que há muito desejava transferir-se para Turim, só não o fazendo por injunções políticas. Em Turim o Sudário foi exposto algumas poucas vezes, uma delas em 1868, quando a princesa Clotilde de Savóia costurou no tecido, um novo forro, desta vez de seda vermelha.

 

Em 1898 é feita uma nova exposição e, pela primeira, é feita uma fotografia do Santo Sudário. O advogado Secondo Pia é convidado a fazê-lo, para não haver envolvimentos profissionais que, no espírito da época, seria uma como que profanação da relíquia.

 

Nesta ocasião, o Sudário espante o mundo com a revelação de seus detalhes, no negativo das fotos tiradas. Em 1931 é feita uma nova exposição e desta vez, um fotógrafo profissional, com melhores recursos técnicos é chamado a fotografar novamente o Sudário. Estas fotografias de muito melhor qualidade passam a servir como farto material de estudo para inúmeros cientistas. Em 1933 é feita uma nova exposição pública desta vez a pedido do Papa Pio XI, para comemorar o Ano Santo.

 

Em junho de 1969 começam os estudos por comissões de cientistas dedicados à pesquisa sobre o Sudário. Deste grupo faz parte Giovanni Battista Judica-Cordiglia que inúmeras informações trouxe à luz, sobre a imagem impressa. Em outubro de 1972, um desconhecido comete um atentado contra o Sudário, tentando incendiá-lo. Porém a proteção especial que cerca a relíquia impediu que lhe ocorresse qualquer dano. Exatamente para evitar outros atentados, o local onde está guardado o Santo Sudário é rigorosamente protegido, inclusive com alarmes eletrônicos contra roubo.

 

Em novembro de 1973, mais uma equipe de cientistas volta a estudar detalhadamente a relíquia e nesta ocasião, o criminologista Suíço Max Frei colheu as amostras para o seu estudo que resultou em informações sobre diferentes tipos de pólen encontrados no tecido e que permitiram reconstruir o roteiro por onde passou o Santo Sudário. Estas informações confirmaram todo o trajeto traçado através de documentos e registros históricos.

 

Em setembro de 1978, foi realizada a última exposição pública do Sudário, desta vez em comemoração ao 4º Centenário de sua ida para Turim. Nesta exposição, durante 40 dias mais de três milhões de pessoas puderam contemplar de perto o Santo Linho.

 

Terminada a exposição, um grupo de cientistas da Lockheed Corp., U.S.Air Force Waapons Lab., University of  Colorado USA, Nuclear Scientific Laboratory, U.S.Air Force Academy, jet Propulsion Laboratory, Harris County Medical Examiner`s Office, entre outros, estudaram exaustivamente o Sudário, utilizando os mais sofisticados meios e equipamentos. De lá para cá muitas conclusões foram feitas, pois a história do Sudário não terminou aqui. Sua mensagem para o homem do século XX está apenas começando.

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