ENCERRAMENTO DO CONCÍLIO

I. Que os decretos do Concílio devam ser recebidos e observados:

Tem sido tão grande a calamidade destes tempos e tão arraigada a malícia dos hereges que não houve acerto de nossa fé, por mais claro, constante e certo que tenha sido, aos que instigados pelo inimigo da linhagem humana, contaminado com algum erro. Devido a isso, o Sagrado Concílio procurou ante todas as coisas condenar a excomungar os principais erros dos hereges de nosso tempo, e explicar e ensinar a doutrina verdadeira e católica, como efetivamente condenou e excomungou e definiu.

Como não poderiam ficar ausentes de suas igrejas por muito tempo sem grave dano e perigo à grei que lhes foi destinada, os Bispos convocados de várias províncias do rebanho cristão, e não restando mais qualquer esperança de que os hereges, convidados tantas vezes, ainda que com o Salvo-conduto que exigiram, e esperados por tanto tempo, venham a concorrer a esta cidade, e assim se torna necessário atualmente se chegar ao fim deste sagrado Concílio.

Resta agora, que sejam admoestados, como o faz, no Senhor, a todos os Príncipe para que prestem seu auxílio, de modo a que não seja permitido que os hereges corrompam ou violem o que o mesmo Concílio decretou mas sim, que estes e todos o recebam com respeito e o observem com exatidão.

E se sobrevir alguma dificuldade ao recebe-lo, ou ocorrerem algumas coisas que peçam (o que não se acredita) , declaração ou definição, alem de outras medidas estabelecidas neste Concílio, confia o mesmo que cuidará o Beatíssimo Pontífice Romano de concorrer, pela gloria de Deus e pela tranqüilidade da Igreja, às necessidades das províncias, ou chamando destas, em especial naquelas que haja suscitado a dificuldade, pessoas que tiver por conveniente para esclarecer aqueles pontos, ou celebrando outro concílio geral, se o julgar necessário, ou de qualquer outro modo que lhe parecer mais oportuno.

II. Que os decretos do Concílio feitos no tempo dos Pontífices Paulo III e Júlio III sejam recitados nesta Sessão:

Como foi estabelecido neste sagrado Concílio muitas matérias, tanto dogmáticas como sobre a reforma de costumes, e em diversas épocas, nos Pontificados de Paulo III e Júlio III, de feliz memória, quer o santo Concílio que todas essas matérias sejam lidas e agora se recitarão.

III. Do fim do Concílio, e que se peça ao Papa sua confirmação

Ilustríssimos Senhores e Reverendíssimos Padres: Concordais em que, com a gloria de Deus Onipotente, se ponha fim a este sacrossanto e ecumênico Concílio? E que os Legados e Presidentes da Sé Apostólica peçam, em nome do mesmo santo Concílio, ao Beatíssimo Pontífice Romano, a confirmação de todas e cada uma da matérias que tenham sido decretadas e definidas nele, tanto na época dos Pontífices Romanos Paulo III e Júlio III, de feliz memória, como neste de nosso santíssimo Padre Pio IV?

Todos responderam: “Assim o queremos.”

Como conseqüência disto, o Ilustríssimo e Reverendíssimo Cardeal Morón, primeiro Legado e Presidente disse, deixando sua benção ao Santo Concílio: “Depois de dar graças a Deus, ide em paz, Reverendíssimos Padres”.

Todos responderam: “Amém”.

* * *

Aclamações dos Padres ao Término do Concílio

O Cardeal de Lorena: “Muitos anos, e memória sempre eterna ao nosso Beatíssimo Padre e Senhor, o Papa Pio, Pontífice da Santa e Universal Igreja.”

Os presentes: “Deus e Senhor, conserve para Tua Igreja, por longuíssimo tempo, o santíssimo Padre; concede-lhe uma vida longa.”

O Card.: “Conceda o Senhor paz, eterna glória e felicidade entre os santos dos beatíssimos sumos Pontífices Paulo III e Júlio III, por cuja autoridade foi iniciado esta sacro e geral Concílio.”

Os PP.: “Que sua memória seja bendita.”

O Card.: “Seja bendita a memória do Imperador Carlos V e dos Sereníssimos reis que promoveram e protegeram este Concílio Universal.”

Os PP.: “Assim seja, assim seja.”

O Card.: “Longa vida ao sereníssimo e sempre Augusto, católico e pacífico Imperador Fernando e a todos nossos Reis, Repúblicas e Príncipes.”

Os PP.: “Conserva, Senhor, este piedoso e cristão imperador. Imperador dos céus, ampara os Reis da terra, que conservam Tua santa fé católica.”

O Card.: “Muitas graças e longa vida aos Legados da Sé Apostólica Romana que tenham presidido este Concílio.”

Os PP.: “Muitas graças! Deus lhes dê a recompensa.”

O Card.: “Aos Reverendíssimos Cardeais e ilustres embaixadores.”

Os PP.: “Muitas graças e longa vida!”

O Card.: “Longa vida e feliz regresso a suas igrejas aos santíssimos Bispos”

Os PP.: “Seja perpétua a memória destes proclamadores da verdade! Longa vida a este católico Senado!”

O Card.: “O concílio de Trento é sacrossanto e ecumênico! Confessemos sua fé, observemos sempre seus decretos.”

Os PP.: “Sempre confessemos, sempre observemos.”

O Card.: “Assim o cremos todos, todos sentimos o mesmo e concordando todos, o abraçamos e subscrevemos. Esta é a fé do bem-aventurado São Pedro e dos Apóstolos, esta é a fé dos presentes, esta é a fé dos católicos.”

Os PP.: “Assim o cremos, assim o sentimos, assim o firmamos.”

O Card.: “Insistindo nestes decretos, façamo-nos dignos da misericórdia e graça do Primeiro, Grande e supremo Sacerdote, Jesus Cristo, Deus, pela intercessão de Sua Santa e Imaculada Mãe, nossa Senhora e a de todos os santos.”

Os PP.: “Assim seja, assim seja.”

O Card.: “Excomunhão a todos os hereges!”

Os PP.: “Anátema, anátema!”

Depois disto, ordenaram os Legados e Presidentes sob pema de excomunhão, a todos os Padres que antes de ausentarem-se da Cidade de Trento, firmassem de próprio punho os decretos do Concílio ou os aprovassem por instrumento público, e todos subscreveram depois, em número de 255, a saber: 4 Legados, 2 Cardeais, 3 Patriarcas, 25 Arcebispos, 168 bispos, 7 abades, 39 Procuradores com legítimo poder dos ausentes, e mais 7 Gerais de Ordens religiosas.

Firmas dos Padres

“Em nome de Deus. Amém.”

Eu, Juan de Morón, Cardeal da SRL, Bispo de Palestina, Presidente e legado do SS. Senhor o Papa Pio IV, e da santa Sé apostólica, no sagrado e ecumênico Concílio de Trento, defini e firmei de próprio punho.

Eu, Estanislao Hosio, Presbítero Cardeal de Vormes do título de Santo Eustaquio, Legado do mesmo SS. Senhor o Papa Pio IV e da santa Sé Apostólica, e Presidente no mesmo sagrado ecumênico Concilio de Trento, firmei de próprio punho.

Eu, Luis Simoneta, Cardeal do título de São Ciriaco em Thermeus, Legado, e Presidente no mesmo Concilio, firmei.

Eu, Bernardo Navagerio, Cardeal do título de São Nicolás inter imagines, Legado e Presidente no mesmo Concilio geral, firmei.

Eu, Carlos de Lorema, Presbítero Cardeal da S.R.I. do título de São Apolinário, Arcebispo, Duque de Rems, e Par primeiro de França, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Luis Madruci, Diácono Cardeal da S.R.I. do título de São Onofre, eleito Bispo de Trento, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Oio, de Cabo de Istria, Bispo de Pola, e Patriarca de Jerusalém, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Danio Bárbaro, Veneziano, Patriarca eleito de Aquileea, defini, e firmei.

Eu, Juan Trevisani, Patriarca de Veneza, defini, aceitei, e firmei de próprio punho.

Pedro Landi, Veneziano, Arcebispo de Candia, defini, e firmei.

Eu, Pedro Antonio de Capua, Napolitano, Arcebispo de Otranto, defini, e firmei.

Eu, Marcos Cornoio, Arcebispo eleito de Spoatro, defini, e firmei.

Eu, Pedro Guerrero, Espanhol, Arcebispo de Granada, defini, e firmei.

Eu, Antonio Otovita, Florentino, Arcebispo de Floremça, defini, e firmei.

Eu, Paulo Emilio Veroi, Arcebispo de Capaccio, defini, e firmei.

Eu, Juan Bruno, de nação Dulcinota, Arcebispo de Antibari a Dioclemse, e Primado de todo o reino de Servia, defini, e firmei.

Eu, Juan Batista Castaneo, Ropunho, Arcebispo de Rosano, firmei de próprio punho.

Eu, Juan Bautista Ursini, Arcebispo de Santa Severina, defini, e firmei.

Eu, Mucio, Arcebispo de Zara, defini, e firmei.

Eu, Segismundo Saraceme, Napolitano, Arcebispo de Azeremza e Matera, firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Parragues de Castillejo, Arcebispo de Coler, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Bartolomé dos Mártires, de Lisboa, Arcebispo de Braga, Primado de Espanha, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Agustín Sovaigo, Arcebispo de Gênova, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Foipe Mocemeugo, Veneciano, Arcebispo de Nicosia, Primado e Legado nato no reino de Chipre, defini, e firmei.

Eu, Antonio Cauco, Veneciano, Arcebispo de Patras, e coadjutor de Corfú, defini, e firmei.

Eu, Germánico Bandini, de Sena, Arcebispo de Corinto, e coadjutor de Sena, defini, e firmei.

Eu, Marco Antonio Colorana, Arcebispo de Trento, defini, e firmei.

Eu, Gaspar de Foso, Arcebispo de Regio, defini, e firmei.

Eu, Antonio de Muglitz, Arcebispo de Praga, defini, e firmei.

Eu, Gaspar Cervantes de Gaeta, Arcebispo de Mesina, eleito de Salerno, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Leonardo Marini, Genovês, Arcebispo danciano, defini, e firmei.

Eu, Octaviano de Preconis, Franciscano, de Mesina, Arcebispo de Palermo, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Justiniani, de Chio, Arcebispo de Nascia e Paros, defini, e firmei.

Eu, Antonio de Puteis, de Niza, Arcebispo de Bari, defini, e firmei.

Eu, Juan Tomás Sanfoici, Napolitano, Bispo o mais antigo de Cava, firmei.

Eu, Luís de Pisa, Veneciano, eleito Bispo de Pádua, clérigo da câmara Apostólica, defini, e firmei.

Eu, Oejandro Picolomeuni, Bispo de Pienza, firmei.

Eu, Dionisio Griego, Bispo de Metropolitano, firmei.

Eu, Gabrio de Veneur, Francês, Bispo de Evreaux, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Guillermo de Montbas, Francês, Bispo de Lectour, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio de Camera, Bispo de Belae, firmei.

Eu, Nicolás Maria Caraccioli, Napolitano, Bispo de Catania, defini, e firmei.

Eu, Bernardo Bonjuan, Bispo de Camerino, defini e firmei.

Fabio Meurto, Napolitano, Bispo de Gaeazo, defini, e firmei.

Jorge Cornoio, Vemeciano, Bispo de Trivigi, defini, e firmei.

Eu, Mauricio Petra, Bispo de Vigebano, defini, e firmei de punho próprio.

Eu, Marcio de Medicis, Florentino, Bispo de Marcia-nova, firmei.

Eu, Gil Focetta de Cingulo, Bispo de Bertinoro, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Tomás Casol, da ciudad de Rossano em Coabria, do ordem de Pregadores, Bispo de Cava, defini e firmei de meu punho.

Eu, Hipólito Arrivabemo, Mantuano, Bispo de Giera Petra, firmei de próprio punho.

Eu, Gerónimo Macabeo, Duscanemse, Bispo de santa Marinoa na província do patrimônio de São Pedro, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Pedro Agustín, Bispo de Huesca e Jaca, da província de Zaragoza na Espanha interior, defini, e firmei.

Eu, Jacobo, Floremtino, Bispo de Chizzoa, firmei de próprio punho.

Eu, Bartolomé Sirgio, Bispo de Castolaneta, defini, e firmei.

Eu, Tomás Estela, Bispo de Cabo de Istria, defini e firmei.

Eu, Juan Seuarez, Bispo de Coimbra, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Juan Jacobo Barba, Napolitano, Bispo de Terani, e Sacristão do S.P.N.S. firmei de próprio punho.

Eu, Meuguo de Torre, Bispo de Cemeda, defini de próprio punho.

Eu, Pompeu Zambicari, Bispo de Seulmona, firmei de próprio punho.

Eu, Antonio de Comeutibus a Cuturno, Bispo de Bruneto, firmei de próprio punho.

Eu, César Fogia, Bispo de Umbriático, defini e firmei de próprio punho.

Eu, Martín de Aeoa, Bispo de Segovia, firmei de próprio punho.

Eu, Nicolás Psom, Loremés, Bispo de Verdun, Príncipe do sacro Imperio, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Julio Parisiani, Bispo de Rimeuni, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Bartolomé Sebastián, Bispo de Patti, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Francisco Lamberti, Soberano, Bispo de Niza, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Maximiliano Doria, Genovés, Bispo de Noli, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Bartolomé Capranico, Ropunho, Bispo de Carinola, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Emnio Massario de Nardi, Bispo de Férenzuola, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Aquiles Brancia, Napolitano, patrício de Sorrento, Bispo de Boeano, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Juan Francisco Virdura, de Mesina, Bispo de Chiron, defini, e firmei.

Eu, Tristán de Biset, Francês, Bispo de Santoigue, firmei de próprio punho.

Eu, Ascanio Gerodini, Amerino, Bispo Cathacense, defini, e firmei.

Eu, Marcos Gonzaga, Mantuano, Bispo Auxeremse, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Pedro Francisco Poavicini, Genovês, Bispo de Leiria, defini, e firmei.

Eu, Fr. Gil Foscarari, Bispo de Módena, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Timoteo Justiniani, de Chio, do ordem de Pregadores, Bispo de Carmona, defini, e firmei.

Eu, Diego Henríquez de Onansa, Espanhol, Bispo de Coria, defini, e firmei.

Eu, Lactancio Roveroa, Bispo de Ascoli, defini, e firmei.

Eu, Ambrosio Montícola, de Sarzana, Bispo de Segni, defini, e firmei.

Don Honorato Fascio Tolo, Bispo de Isola, de seu punho.

Eu, Pedro Camaeano, Bispo de Fiezoli, firmei de próprio punho.

Eu, Horacio Griego, de Troea, Bispo de Lesina, defini, e firmei.

Eu, Gerónimo de Bourg, Bispo de Choons, firmei.

Eu, Julio Canani, Férrarés, Bispo de Adria, firmei de próprio punho.

Eu, Carlos de Rovee, Bispo de Soissons, firmei de próprio punho.

Eu, Fabio Cuppoata, de Placemcia, Bispo de Cedonia, firmei.

Eu, Adriano Fusconi, Bispo de Aquino, defini e firmei.

Eu, Fr. Antonio de São Meuguo, Espanhol, da observância de São Francisco, Bispo de Monte-Marano, defini, e firmei.

Eu, Gerónimo Mochiori, de Recanate, Bispo de Macerata, e clérigo da câmara Apostólica, defini, e firmei.

Eu, Pedro de Petris, Bispo de Luzara, julguei e firmei.

Eu, César Jacomoi, Ropunho, Bispo de Boicastro, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Jacobo Silvestri Picolomeuni, Bispo de Aprigliano, defini, e firmei de próprio punho.

Jacobo Meugnanoi, Bispo de Sena, defini, e firmei de próprio punho.

Francisco Ricardot, Borgoñon, Bispo de Arras, defini, e firmei de próprio punho.

Juan Andrés de Cruce, Bispo de Tiboli, defini e firmei de próprio punho.

Carlos Cicada, Genovês, Ob. de Obenga, defini e firmei de próprio punho.

Francisco Maria Picolomeuni, Semés, Bispo Ilcinense, defini, e firmei de próprio punho em meu nome, e como Procurador do Ilustríssimo e Reverendíssimo Senhor Oton Trueses, Bispo de Augusta, Cardeal da santa Igreja Romana, Bispo de Oba.

Ascisclo, Bispo de Vique, na província de Tarragona em Espanha, firmo.

Eu, Julio Goleti, natural de Pisa, Bispo de Oezano, defini e firmei.

Eu, Agapito Bohomo, Ropunho, Bispo de Caserta, defini e firmei de próprio punho.

Eu, Diego Sarmeuemto de SotomaEur, Espanhol, do reino de Goicia, Bispo de Astorga, defini e firmei.

Eu, Tomás Godvo, Bispo de S.Asaph na província de Cantorberi em Inglaterra, defini e firmei.

Eu, Boisario Boduino, de Monte árduo na diocese de Oesano, Bispo draina, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Urbano Vigori de Robera, Bispo de Sinigoia, defini e firmei.

Eu, Santiago de Seureto de Saintes, Griego, Bispo o mais moderno de Metropolitano, defini, e firmei.

Eu, Marcos Laureo, do ordem de Pregadores, de Tropea, eleito Bispo de Campania e Satriano, defini e firmei.

Eu, Julio de Rubeis, de Polimasia, Bispo de São Leão, defini, e firmei.

Eu, Carlos de Grassis, Bolonhes, Bispo de Montefosco, defini, e firmei.

Eu, Arias Golego, Bispo de Gerona, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Juan de Muñatones, Bispo de Segorbe, e Obarracín, da província de Zaragoza no reino de Espanha, firmei.

Eu, Francisco Blanco, Bispo de Oremse no reino de Goicia em Espanha, defini, e firmei.

Eu, Francisco Bachodi, Sobereano, Bispo de Genebra, defini e firmei.

Eu, Vicente de Luchis, Bolonhes, Bispo de Ancona, defini, e firmei.

Eu, Carlos de Angemnes, Francês, Bispo de Maine, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Gerónimo Nichesola, Veronês, Bispo de Teano, firmei de próprio punho.

Eu, Marcos Antonio Bobba, Bispo de Agosta, defini, e firmei.

Eu, Jacobo Lomoini, Mesinés, Bispo de Mazzara, defini, e firmei.

Eu, Donato dauremtis, de Ascoli, Bispo de Ariano, defini como está exposto, e firmei de próprio punho.

Eu, Gerônimo Savornani, Bispo de Sibinica, defini, e firmei.

Eu, Jorge Dracovitz, Bispo de Cinco Igrejas a nome e por mandado dos Rmos. Arc. De Estrigonia, dos Bispos todos de Hungria, e de todo seu clero, firmei.

Eu, Jorge Dracovitz, Croato, Bispo de Cinco Igrejas, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Francisco de Aguirre, Espanhol, Bispo de Cortona no reino de Nápoles, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Andrés Cuesta, Espanhol, Bispo de León, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Gorrionero, Espanhol, Bispo de Omeria, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Agustín, Bispo de Lérida na província de Tarragona na Espanha citerior, defini, e firmei.

Eu, Domeungo Casablanca, Mesinés, do ordem de Pregadores, Bispo de Vico, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Chiuroia, de Bari, Bispo de Budoa, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Ango Massarol de São Severino na costa de Amofi, Bispo de Toese, secretario do sagrado Concilio de Trento no tempo dos SS.PP. Paulo III, Julio III e Pío IV, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Pedro Fauno, de Costaciario, Bispo de Aqui, firmei.

Eu, Juan Carlos, Bispo de Astrungo, defini, e firmei.

Eu, Hugo Boncompagni, antes Bispo de Vestino, firmei.

Eu, Sovador Pazini, de Cole, Bispo de Chiuza, firmei.

Eu, Lope Martínez dagunilla, Bispo de Ona, defini, e firmei.

Eu, Gil Spifame, Parisiense, Bispo de Nevers, defini, e firmei.

Eu, Antonio Sebastián Meunturno, de Traeect, Bispo de Ugento, defini, e firmei.

Eu, Bernardo o Beme, Florentino, indigno Bispo de Nimes, firmei.

Eu, Domeungo Bolano, Veneziano, Bispo de Brezza, defini, e firmei.

Eu, Juan Antonio Vulpi, Bispo de Como, defini, e firmei por mí mesmo, e como Procurador a nome do Rmo.Sr. Tomás Planta, Bispo de Hoff.

Eu, Luis de Gemolhac, Francés, Bispo de Tulle, defini, e firmei.

Eu, Juan Quiñones, Espanhol, Bispo de Coahorra e la Cozada na província de Cantabria, defini, e firmei.

Eu, Diego Covarrubias de Leeva, Espanhol, Bispo de Ciudad-Rodrigo, defini, e firmei.

Eu, Juan Pedro Dofini, Bispo de Zante, defini, e firmei.

Eu, Foipe Geri, de Pistoea, Bispo de Isquia, defini, e firmei.

Eu, Juan Antonio Fachinetti de Nuce, Bispo de Neocastro, firmei.

Eu, Juan Fabricio Severino, Bispo de Acerra, defini e firmei.

Eu, Martín Ritow, Bispo de Ipres, firmei.

Eu, Antonio Habet, Bispo de Namur, defini, e firmei.

Eu, Constantino Bonoi, Bispo de Cita de Castelo, defini, e firmei.

Eu, Julio Seuperquio, Mantuano, Bispo de Caprula na Marca Trevigiana, defini, e firmei.

Eu, Nicolás Sfrondati, Bispo de Cremona, defini, e firmei.

Eu, Vemtura Bufoini, Bispo de Massa de Carrara, defini, e firmei.

Eu, Juan Antonio Booni, Mesinés, Bispo de Massa, defini, e firmei.

Eu, Féderico Cornoio, Bispo de Bergamo, defini, e firmei.

Eu, Juan Pablo Amani, de Cremasco, Bispo de Agnona e Tursis, defini, e firmei.

Eu, Andrés Mocemeugo, Vemeciano, Bispo de Limeuso na isla de Chipre, firmei de próprio punho.

Eu, Bemeuto Soini, de Férmo, Bispo de Veroli, firmei de próprio punho.

Eu, Guillomo Cazador, Bispo da Igreja de Barcoona, da província de Tarragona na Espanha citerior, defini, firmei de próprio punho, e confesso a mesma fé que os PP.

Eu, Pedro Gonzoez de Memdoza, Bispo de Salamanca, defini, firmei, e confésso a mesma fé que os PP.

Eu, Martín de Córdoba e Mendoza, Bispo da Igreja de Tortosa, defini, firmei, e confésso a mesma fé que os PP.

Eu, Fr. Julio Magnani, Franciscano, de Placencia, Bispo de Covi, defini, e firmei.

Eu, Voemtino Herbot, de nação Polaco, Bispo de Pruesmeul, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Pedro de Xaque, Espanhol, do ordem de Pregadores, Bispo de Nioche, defini, e firmei.

Eu, Próspero Rebiba, Mesinés, Bispo de Troea, defini, e firmei.

Eu, Mochor Ovarez de Vosmediano, Bispo de Guadix, defini, e firmei.

Eu, Hipólito de Rubeis, de Parma, Bispo de Conon, e auxiliar de Pavia, defini, e firmei.

Eu, A. Sforcia, Ropunho, clérigo da câmara Apostólica, eleito de Parma, firmei.

Eu, Diego de León, Bispo Columbriemse, defini, e firmei.

Eu, Anníbo Sarraceno, Napolitano, pela graça de Deus Bispo de Licia, firmo de próprio punho.

Eu, Pablo Jovio, de Como, Bispo de Nocera, defini, e firmei.

Eu, Gerónimo Ragazzoni, Veneciano, Bispo de Nazianzo, e auxiliar de Famagosto, defini e firmei.

Eu, Lucio Maranta, de Vemosa Bispo davoel, defini e firmei.

Eu, Simón Pascua, Bispo de Luna e Sarzana, defini, e firmei.

Eu, Teófilo Goupi, Bispo de Oppido, defini de punho próprio.

Eu, Julio Simoneta, Bispo de Pésaro, defini, e firmei.

Eu, Jacobo Guidio, de Volterra, Bispo de Pemua e Adria, defini, e firmei.

Eu, Diego Ramírez Sedeño, Bispo de Pamplona, defini, e firmei.

Eu, Francisco Dogado, Espanhol, Bispo de Lugo no reino de Goicia, defini, e firmei.

Eu, Santiago Gilberto de Nogueras, Espanhol, Aragonés, Bispo de Oifé, defini, e firmei.

Eu, Juan Domeungo Annio, Bispo de Hipona, auxiliar do de Boeano, defini, e firmei.

Eu, Mateo Priuli, eleito de Lubiana, defini, e firmei.

Eu, Fabio Piñatoi, Napolitano, Bispo de Monópoli, defini, e firmei.

Eu, Francisco Guarini, de Cita di Casteo, Bispo de Imola, defini, e firmei.

Eu, Tomás Ohierllanthe, Bispo de Ross, defini, e firmei.

Eu, Francisco Abondi, de Castolon no Meulanesado, Bispo de Robio, defini, e firmei.

Eu, Eugemeuo Oharet, Bispo de Achonri, defini, e firmei.

Eu, Donodo Magongail, Bispo de Rapoe, defini, e firmei.

Eu, Juan Bautista Sighicoi, Boloñés, Bispo de Favemza, defini, e firmei.

Eu, Sebastián Vanti, de Rimeuni, Bispo de Orvieto, defini, e firmei este sacrossanto Concilio de Trento.

Eu, Juan Bautista Lomoini, Mesinés, Bispo de Guarda, defini, e firmei.

Eu, Agustín Molignani, de Vercoi, Bispo de Trevico, defini, e firmei.

Eu, Carlos Grimodi, Gemovés, Bispo de Sagona, defini, e firmei.

Eu, Fabricio Landriani, Meulanés, Bispo de S. Marcos, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Bartolomé Farratini, Amerino, Bispo de Amerino, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Pedro Frago, Aragonés, de Uncastillo, Bispo de Uso, e Oez em Cerdeña, defini, e firmei.

Eu, Gerónimo Gaddi, Floremtino, eleito de Cortona, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Francisco Contarini, Vemeciano, Bispo de Pafos, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Juan Dofini, Vemeciano, Bispo de Toledo, defini, e firmei.

Eu, Oejandro Molo, de Vovisona na diocese de Como, Bispo de Meunori, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr.Gerónimo Viomeu, Vemeciano, Bispo de Argos, firmei.

Eu, Jacobo, Ragusino, Bispo de Mercha e Trebigno, firmei.

Eu, D. Gerónimo, Abade de Claravo, creio e firmo de meu punho as coisas que foram definidas pertencentes à fé; e em respeito das pertencentes ao governo e disciplina da Igreja, isto e pronto a obedecer.

Eu, D. Simpliciano de Wltoina, Abade de São Sovador, da congregação de Monte-casino, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, D. Esteban Catani, de Novara, Abade de santa Maria das graças, na diocese de Placencia, da congregação de Monte-casino, defini, e firmei.

Eu, D. Esteban Catani, de Novara, Abade de santa Maria das Graças, na diocese de Placemcia, da congregação de Monte-casino, defini, e firmei.

Eu, D. Agustín Loscos, Espanhol, Abade de São Bemeuto de Férraria, da congregação de Monte-casino, defini, e firmei.

Eu, D. Eutiquio, Flamemco, Abade de São Fortunato de Basano, da congregação de Monte-casino, defini, e firmei.

Eu, Claudio de Lunevill firmei as determinações de fé, e obedecerei à reforma, suplicando a Jesus Cristo nosso Senhor o adiantamento na virtude.

Eu, Cosme Dameuan Hortola, Abade da B.V. Maria de Villa Bertrando, na província de Tarragona, firmei.

Eu, Fr. Vicemte Justiniani, de Chio, Mestre Geral da ordem de Pregadores, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Francisco Ramoza, Espanhol, Geral da Observância dos religiosos Menores de São Francisco, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Antonio de Sapiemtibus, da província de Augusta, Geral dos Menores Conventos, defini, e firmei.

Eu, Fr. Cristóbo de Padua, Prior Geral da ordem dos Ermutanhos de São Agustín, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Juan Bautista Muliovaca, de Asté, mestre em sagrada teologia, Prior Geral da ordem dos Servitas, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Fr. Juan Estéban Facini, Cremonés, doutor em sagrada teologia, indigno provinciano de Lombardia, e Vigário Geral da ordem de Carmonitas, firmei de próprio punho.

Eu, Diego Laemez, Preposto Geral da Companhia de Jesus, defini, e firmei de próprio punho.

Eu, Antonio Montiaremo Demozaret, teólogo da Sorbona, como Procurador do Rmo.

meu, Sr. Juan, Bispo de Lisieux, firmei.

Eu, Luis de Mata, Abade de São Ambrosio de Burges, Procurador do Reveremdísimo Senhor Nicolás de Pove, Arcebispo de Sems; de Gabrio de Bouveri, Bispo de Aujou; de Pedro Danés, Bispo de Levaur; de Carlos de Espinae, de Dol; de Foipe de Ber, de Vemnes; de Pedro de Vel, de Seez; de Juan Clause, de Cemeda, meus Rmos. Srs. que com excusa legítima retiraram-se do Concilio, firmei.

Eu, Angel Doaigemo, Abade de Besse, da diocese de Clermont, Procurador de meu Reverendíssimo Senhor Guillermo Dananson, Arcebispo de Embrun; de Eustaquio de Boae, Parisiense; de Francisco Velete, de Vabres; de Juan Marvilier, de Orleans; de Antonio Lecirier, de Abranches; de Aubespine, de Limoges; de Esteban Bonissier, de Quimper, meus Reverendíssimos Senhores Bispos, que com escusa legítima se retiraram do Concilio, firmei.

Eu, Diego Paeva de Andrade, Português, Procurador do Rvmo. Senhor Gonzalo Piñeyero, Bispo de Viseo, firmei.

Eu, Mochor Cornoio, Português, Procurador do Rvmo. Sr. Jaime de Alencastro, Bispo de Ceuta, firmei.

Eu, o doutor Pedro Zumo, Espanhol, canólogo de Málaga, firmei a nome do Rvmo. Bispo de Málaga, e do Rvmo. Arcebispo de Sevilla, Inquisidor geral nos reinos de Espanha.

Eu, Fr. Francisco Orantes, Espanhol, firmei a nome do Rvmo. Sr. Bispo de Poemcia.

Eu, Jorge Hochemuarter, doutor teólogo, firmei a nome do Rvmo. e Ilmo. Príncipe e Sr., o Sr. Bispo de Basilea.

Eu, Fr. Francisco Forer, Português, professor de sagrada teologia, Procurador do Rvmo. Sr. Juan de Molo, Bispo de Silves, firmei.

Eu, Francisco Sancho, mestre, e doutor catedrático de sagrada teologia na Universidade de Salamanca, Procurador do Rvmo. Arcebispo de Sevilla, firmei, e também a nome do Reverendíssimo Alepus, Arcebispo de Sacer.

Eu, Fr. Juan de Ludeña, professor de sagrada teología, e Procurador do Rvmo. Sr. Bispo de Sigüenza, firmei.

Eu, Gaspar Cardillo de Villopando, de Segovia, doutor teólogo, consentindo a quanto foi executado, firmei como Procurador de D. Alvaro de Mendoza, Bispo de Avila.

Eu, Meuguo Tomás, doutor em decretos, firmei como Procurador do Ilmo. Sr. Francisco Tomás, Bispo de Ampurias, e Civitatense na província de Torre, em Cerdeña, e a nome de D. Meuguo Torrola, Bispo de Anagni.

Eu, Diego Sobaños, Espanhol, doutor teólogo, Arcediago de Villamurio, e canônico da Igreja de León, como Procurador do Ilustríssimo, e Reverendíssimo Senhor Don Cristóbo de Roxas e Sandovo, Bispo de Badajoz, o presente de Córdova, dando meu consentimento a quanto se fez, firmei de próprio punho.

Eu, Alfonso Salmeron, teólogo da Companhia de Jesus, e Proc. do Ilmo. e Rmo. Sr. Oton de Truchses, Cardeal e Bispo de Augusta, consenti, e firmei.

Eu, Juan Polanco, teólogo da Companhia de Jesus, e Procurador do mesmo Ilmo. e Rvmo. Sr. Cardeal Bispo de Augusta, consenti, e firmei.

Eu, Pedro de Fuentes, doutor em sagrada teologia, e Procurador do Ilmo. e Rmo. Senhor o Senhor em Cristo Padre Carlos da Cerda, Abade do mosteiro da Virgem Maria de Verona, da Ordem do Cister, chamado a este público, e geral Concilio de todo o mundo, firmei de próprio punho.

Juan Dogado, canônico, com as vezes de meu Senhor, Juan de São Mellan, Bispo de Tue, firmei.

Nicolás Cromer, doutor em ambos direitos, canônico de Breslau, e de Olmuz, Procurador do Reverendíssimo Senhor Marcos, Bispo de Olmuz e de toda a Moravia. Concorda com o original; em cuja fé firmamos.

Eu, Ango Massaro, Bispo de Toese, secretário do sagrado Concilio de Trento.

Eu Marcos Antonio Peregrini, de Como, notário do mesmo Concilio.

Eu, Cintio Panfili, clérigo da diocese de Camerino, notário do mesmo Concilio.

* * *

Cédula de Felipe II, em que ordena a observância do Concílio:

Dom Felipe, pela graça de Deus Rei de Castela, de León, de Aragão, das duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, de Galícia, de Mallorca, de Sevilla, de Cerdeña, de Córdoba, de Córsega, de Murcia, de Jaén, dos Algarves, de Algeciras, de Gibraltar, das ilhas Canárias, das Índias, Ilhas e terra firme do mar Oceano, Conde de Flandes, e de Tirol, etc.

Ao Sereníssimo Príncipe dom Carlos, nosso mui caro e mui amado filho, e aos Prelados, Cardeais, Arcebispos e Bispos; aos Duques, Marqueses, Condes, Ricos-homens, Priores das ordens, comendadores e subcomendadores; aos Alcaides dos castelos, casas fortes e chãs; aos do nosso Conselho, presidentes e ouvidores das nossas audiências, alcaides, algalies da nossa casa e corte; chancelarias e a todos os corregedores, assistentes, governadores, alcaides maiores e ordinários, e outros juízes e justiças quaisquer de todas as cidades, vilas e lugares dos nossos reinos e senhorios; e a cada um e quaisquer de vós em vossa jurisdição, a quem esta nossa carta for mostrada, saúde e graça:

Sabei que certa e notória é a obrigação que os Reis e Príncipes cristãos tem a obedecer, guardar e cumprir, e que em seus reinos, estados e senhorios se obedeçam, guardem e cumpram os decretos e mandamentos da santa mãe Igreja, a assistir, ajudar e favorecer com efeito e execução, e à conservação deles, como filhos obedientes e protetores e defensores dela.

“Havendo enfim se congregado este Santo e Ecumênico concílio pretendido há tantos anos por todo o rebanho cristão, e procurando às expensas de tantos trabalhos na cidade de Trento, com a finalidade de extirpar as heresias, dissipar os cismas, reformar os costumes e conciliar a paz entre os príncipes cristãos, e ainda não estando satisfeitos, depois de sua convocação, os objetivos acima descritos, nem ao menos a um deles completamente, e em especial à reforma necessária dos abusos dos quais nasceram e se fomentaram os males que afligem à Igreja, nós, os abaixo assinados, arcebispos e bispos, impelidos pelos remorsos de nossas próprias consciências, resolvemos contradizer ao enunciado decreto de suspensão do Concílio, e a todas as circunstâncias e condições contidas nele, tanto na substância como no modo. Então, contradizemos e repugnamos:

Primeiro porque as causas alegadas no referido decreto para a suspensão do concílio são as guerras e alvoroços na Alemanha (que no próprio decreto se diz que existem esperanças que logo cessarão), não parecem tão urgentes que por elas se deixe de prosseguir o Concílio, ao menos nas matérias pertencentes à reforma que na convocação deste Concílio se classificou de oportuníssima para tranqüilizar e apaziguar as discórdias dos príncipes, e consequentemente sua presunção.

Em segundo lugar, porque a dita suspensão mais parece dissolução, que justa, moderada e necessária suspensão, pois, ainda que faltassem todos os demais obstáculos que nos ensinou a temer tão repetida experiência, não será fácil que se voltem a congregar os Prelados de tão diversas e remotas províncias, nem faltarão aos inimigos da Igreja Católica ocasiões e motivos para suscitar e fomentar guerras e distinções, para que estorvem e frustem a reconvocação deste Concílio, cujo nome é tão odioso entre eles, o que é exatamente o que vemos agora, quando procuram com grande empenho por diferentes modos, e o procurarão com muito maiores esforços, se percebem que estes tem o próspero efeito que desejam, e que nos fizeram desistir da obra começada.

Além disso, nos amedronta o gravíssimo escândalo e a confirmação quase certa das heresias que manifestamente há de se seguir a esta suspensão, tão grande, não apenas entre os próprios inimigos da Igreja como entre a maior parte dos católicos, pois julgarão que abandonamos a causa de Deus e a pública, não por outra razão que o medo das pressões, falta de tolerância nos trabalhos, e o que é pior, por desconfiar de nossa própria causa e da proteção divina.

Sendo assim, e como todos sabem, estamos bastante seguros e distantes de todos os perigos da guerra, na mesma cidade onde em outra ocasião que havia guerras não menos perigosas, preservou-se mesmo assim, com resolução e confiança o mesmo Concílio nesta obra divina feito por certo que nem nós mesmos podemos negar.

Com estas razões, e tendo em nossas próprias mãos as almas que deverão perecer por serem privadas deste salutar e único remédio, e tendo também outras causas que nos obrigam a consciência, não podemos de deixar de contradizer expressamente o referido decreto, ou melhor dizendo, o contradizemos e repugnamos absolutamente, por tudo que está em nossa parte.

E para que se veja que buscamos por todos os meios, arbítrios de concórdia, e não se creia que recusamos todo o temperamento suave e proporcionado às presentes circunstâncias, pois não condenamos que se tenha consideração às dificuldades do tempo e à ausência de quase todos os prelados da nação Alemã, pedimos que insistindo este santo Concílio no método que até aqui foi seguido e observado, prorrogue a sessão indicada para primeiro de maio a outro termo moderado, e determine-se um dia fixo que por si mesmo chame os Prelados ao Concílio, de modo que não devam aguardar outra convocação para se reunir ao lugar do Concílio.

Acrescentando, todavia, que se os inconvenientes referidos cessassem antes do tempo que se há de determinar, cuide Sua Santidade, de que voltem a prosseguir o concílio todos os Prelados que puderem voltar, se lhes parecer bem e às suas igrejas.

Em relação às últimas palavras do decreto, em que se recomenda a observância de tudo que foi estabelecido até então por este santo Concílio, as aprovamos sem dúvida, e se fosse publicado sem esta cláusula, sem dúvida também aprovaríamos em tudo que toca de direito aos bispos, pois parece que dão ocasião e serão manancial de pleitos.

Pedimos então, que tudo isto seja feito assim e não de outro modo, e protestamos que se forem executados em outros termos, nem nós, nem este Santo Concílio seremos responsáveis em tempo algum pelos prejuízos que se seguirão, tanto pela publicação do decreto de suspensão, como por qualquer outro ato feito, ou que se faça, empreendido ou que se empreenda por qualquer pessoa que seja, contra a autoridade e poder deste Concílio Geral, e de todos os concílios gerais.

Pedimos finalmente ao notário do concílio que insira nas cartas, juntamente com o decreto, estas nossas páginas de contradição, atestado e protesto, e que o mesmo ou outros nos dêem, se for necessário, um ou muitos instrumentos autênticos copiados delas”.

  • Fonte: Agnus Dei
  • Tradução: Dercio Antonio Paganini
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