As citações seguintes testemunham o que os primeiros cristãos pensavam sobre a existência de um único Deus.

* * *

“Que lhes parece, irmãos? Não sabia Moisés de antemão que isso iria suceder? Sabia-o sem dúvida. Mas para que não se desse a revolta em Israel, agiu assim, e fosse glorificado o nome do Deus verdadeiro e único. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém” (Clemente de Roma, ano 96, Carta aos Coríntios 43,8).

“Existe portanto um Deus e Pai, e não dois ou três. O único que é, não havendo outros além Dele, o único e verdadeiro [Deus]. Diz a Escritura: ‘O Senhor, teu Deus, é o único Senhor’ [cf. Dt 6,4]… E existe também um Filho, Verbo de Deus… E existe também um Paráclito…” (Inácio de Antioquia, ano 110, Carta aos Filadelfienses [vs.longa] 2).

“De fato, os santos profetas viveram segundo Jesus Cristo. Por essa razão foram perseguidos, pois eram inspirados pela graça dele, a fim de que os incrédulos ficassem plenamente convencidos de que existe um só Deus, que se manifestou através de Jesus Cristo seu Filho, que é o seu Verbo saído do silêncio, e que em todas as coisas se tornou agradável àquele que o tinha enviado” (Inácio de Antioquia, ano 110, Carta aos Magnésios 8,1).

“Não haverá e nem houve outro Deus desde a eternidade, além daquele que criou e ordenou este universo. Também não cremos que o nosso Deus seja diferente do vosso, mas o mesmo que tirou vossos antepassados da terra do Egito, ‘com mão poderosa e braço excelso’. Também não depositamos a nossa confiança em qualquer outro, dado que não existe, mas no mesmo que vós a depositais, no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó” (Justino Mártir, ano 155, Diálogo com o Judeu Trifão 11,1).

“Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus…” (Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresias I,10,1).

“Nada há acima nem depois dele; foi ele que criou todas as coisas, não sendo movido por algo ou por alguém, mas por sua própria e espontânea vontade, por ser o único Deus, o único Senhor, o único Criador, o único Pai, o único a conter tudo e a dar existência a tudo” (Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresia II,1,1).

“Mas […] se o Criador, livremente e de sua iniciativa, fez e ordenou todas as coisas e se a sua vontade é a única matéria donde tirou todas elas, então aquele que fez todas as coisas é o Deus único, o único Onipotente, o único Pai, que criou e fez todas as coisas, as visíveis e invisíveis, as sensíveis e as inteligíveis, as celestes e as terrestres. Com o Verbo de seu poder tudo compôs e tudo ordenou por meio da sua Sabedoria; ele que tudo contém e que nada o pode conter. Ele é o Artífice, o Inventor, o Fundador, o Criador, o Senhor de todas as coisas e não existe outro fora e além dele (Ireneu de Lião, ano 189, Contra as Heresias II,30,9).

“Cremos em um só Deus, Pai todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis” (Concílio de Nicéia, ano 325, Credo de Nicéia).

Outras Fontes:

Taciano o Sírio: (ano 170) Aos Gregos 21. * Tertuliano: (ano 197) Apologia 17,1; (ano 200) Sobre a Prescrição dos Hereges 13,1; (ano 216) Contra Praxéas 2. * Pseudo-Clemente: (ano 221) Reconhecimentos 3,75; Homilias 16,1. * Orígenes: (ano 225) Doutrinas Fundamentais I,0,4. * Hipólito de Roma: (ano 228) Refutação de Todas as Heresias. * Novaciano: (ano 235) Tratado sobre a Trindade 16; 31. * Gregório Taumaturgo: (ano 262) Confissão de Fé 15. * Epifânio de Salamis: (ano 374) O Ancorado 120. * Patrício: (ano 452) Confissão de São Patrício 4. * Fulgêncio de Ruspe: (ano 519) Cartas 8,10.

 

 

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