Takashi Nagai era médico japonês, impregnado de materialismo. O falecimento de sua mãe muito o impressionou, assim como a cura de grave moléstia de que sofria. Pôs-se a ler os escritos de Blaise Pascal, que lhe deram o impulso final para procurar a Deus. Resolveu pedir o Batismo e dedicou o resto de sua vida à Medicina em favor dos que sofrem e precisam de atenção abnegada.

Outros grandes vultos que passaram a crer em Deus

Em suma podem-se citar ainda:

– Agostinho de Hipona (+430), que levou vida devassa; bateu às portas do maniqueísmo, caiu no ceticismo, passou pelo neoplatonismo e finalmente, debaixo de uma árvore, ouviu uma voz que lhe indicava a leitura do Novo Testamento. Pediu o Batismo e tornou-se um dos maiores doutores da Igreja, grande vulto da filosofia e da história universal.

– Inácio de Loiola (+1556). Militar libertino, que, convalescente num hospital, leu a vida de Cristo e se converteu em penitente, místico e apóstolo, fundador da Companhia de Jesus.

– S. Francisco Xavier (+1552), ambicioso professor da Sorbonne (Paris), que, feito jesuíta, se tornou apóstolo das Índias Orientais.

– Inácio Lepp, psicoterapeuta marxista, que se converteu e se tornou sacerdote. Entre outras obras, escreveu Psicanálise do Ateísmo Moderno, obra cujo primeiro capítulo tem por titulo “O ateu que eu fui”.

Os depoimentos até aqui registrados têm o valor de mostrar o fascínio do Infinito exercido sobre a psiqué humana, que lhe diz um “Sim” espontâneo, entravado pelos vínculos de bens transitórios e paixões um tanto irracionais e cegas. Nas pessoas sinceras o fascínio supera a resistência e leva à autenticidade de vida.

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