Protestantismo

Vinte razões pelas quais não sou protestante: a refutação da refutação – parte iii

11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados” (Jo 20,23)

R – Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão.

Vejam que simplesmente ignoraram o argumento católico, nem sequer deram o trabalho de dizer onde a exegese católica está errada em Jo 20,23. Os apóstolos de Cristo embora fossem homens pecadores, tinham autoridade e jurisdição sobre todos os filhos da Igreja, porque assim Jesus o desejou. Jo 20,23 continua descaradamente a ser ignorado pelos protestantes.

Segundo a Doutrina da Igreja, somente Deus é que pode perdoar os pecados. Mas tal perdão (ao menos para os pecados graves) passa, necessariamente, pelas mãos dos sacerdotes católicos. É Deus quem perdoa na figura do padre. E porque é assim? Por que Deus assim o quis. Deus quis não apenas nos legar o perdão, mas instituir um sacramento, um sinal visível de reconciliação entre Ele e os Seus filhos. Tal sinal é o sacramento da reconciliação, clarissimamente dado por Jesus Cristo.

A esta altura já temos uma coleção interessante de “pérolas” da tríade. Jesus disse: “isto é o meu corpo”. Os protestantes disseram ser uma loucura considerar a Hóstia Santa o corpo de Cristo. Jesus disse: “tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. Os protestantes disseram ser uma loucura considerar um homem como fundamento de uma obra divina. Jesus disse: “os pecados a quem perdoardes serão perdoados; a quem não perdoardes, ser-lhes-ão retidos”. Os pastores disseram ser uma loucura considerar que homens possam perdoar pecados.

E dá-lhe “sola scriptura”!

Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja: “Se o meu povo… se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS…” (2 Cr 5.17).

Veja que, de fato, Deus diz, no Antigo Testamento, que perdoaria o povo mediante o arrependimento das faltas cometidas. E ainda hoje ocorre assim. Primeiramente, vem o arrependimento e, depois, o sacramento da reconciliação. Mesmo na Antiga Aliança, Deus afirma que perdoaria o Seu povo se este se arrependesse mas, em contrapartida, estabelece uma série de rituais de purificação para que este perdão fosse transmitido ao povo arrependido. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, as religiões constituídas por Deus são profundamente sacramentais. Nelas, há sempre o papel do homem. Gostaria que a tríade tentasse explicar o porquê destes rituais judaicos se Deus afirmara (segundo eles) que o perdão era dado apenas mediante o arrependimento já para o povo da Antiga Aliança (afinal, eles citam um texto do Antigo Testamento).

 

Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu: “Arrependei-vos e convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham os tempos de refrigério pela presença do Senhor”.

Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12). Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23.

Os protestantes falaram, falaram e não enfrentaram o problema central. Sequer tentaram rebater Jo 20, 23, quando Jesus confere, aos Seus discípulos, o poder de perdoar e reter os pecados. Como ficamos? Qual a opinião da tríade sobre isto? Como fica a tese pela mesma defendida de que o perdão dos pecados é dado diretamente por Deus? Como eles interpretam esta passagem? Como refutam o irrefutável (isto é, que Cristo, claramente, conferiu o poder de perdoar e reter os pecados à Sua Igreja)? Afinal, Jesus, expressamente, conferiu poder aos discípulos para perdoar e reter pecados, e a tríade não se manifestou sobre este trecho.

12- Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley, etc…Entre Cristo e estas denominações há um hiato… Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

R – Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7). Cristo é o fundador de Sua Igreja, “pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Co 3.11). “Não somos estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor; e nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito” (Ef 2.19-22).

Os “intérpretes” da Bíblia querem esquecer que Jesus falou em aramaico. E disse “Tu és Kepha, e sobre Kepha edificarei a minha Igreja”. Jesus mudou o nome de Simão para Kepha (Cefas – ARAMAICO), ou Peter (Pedro – GREGO). A Igreja não é edificada sobre a pessoa de Pedro, mas sobre a autoridade conferida a ele. Jesus coloca Pedro como seu vigário, seu representante.

Querem ainda esquecer o que o Senhor fala logo em seguida: “Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,19). O Poder de ligar e desligar, é o poder de jurisdição sobre toda a Igreja, é o poder conferido a Pedro para que sendo instrumento visível de Cristo, possa definir o que é certo ou errado, afastando da Igreja todo erro, consequentemente edificando todo o Corpo de Cristo.

Para que Jesus daria o poder de “ligar e desligar” a Simão, então chamado Pedro (Kepha), se esta autoridade não estivesse vinculada ao crescimento da Igreja, isto é, com a edificação da Igreja?

Está fortemente indicado e claro que o Senhor conferiu a Pedro o poder de “ligar e desligar”, isto é, definir o certo e o errado (semelhante a Moisés), para que através da autoridade a ele conferida, a Igreja fosse edificada. Assim a Igreja é edificada não sobre a pessoa humana de Simão Pedro (que também é pecador), mas sobre a autoridade infalível do Chefe de toda Igreja, autoridade esta assistida até o final dos tempos por Cristo (cf. Mt 28,20).

13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho.

R – Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de denominações entre os judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os zelotes. Não existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa divisão por parte do Senhor Jesus em todos os Evangelhos.

O Evangelho da tríade deve ser diferente daquele que estamos acostumados a ler… Ora, quando Jesus afirma “daí a César o que é de Cesar”, o mesmo está condenando o movimento dos zelotes, extremamente politizado e que somente se preocupava com o invasor romano. Quando afirma que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos (citando a Torá) estava condenando o movimento dos saduceus que não acreditava numa vida eterna. Quando toma refeição na casa de pecadores e publicanos, condena o movimento dos essênios que julgava ser dever dos santos separar-se dos pecadores. Finalmente, o Mestre aprova a doutrina que os fariseus, publicamente, ensinavam ao povo e, ao atacá-los, cita, no mais das vezes, textos de mestres fariseus, aprovando a sua doutrina (embora reprovando a sua conduta). Portanto, em Sua época, Jesus tomou, sim, um partido doutrinário e reprovou os demais. Dizia ao povo sobre os fariseus: “fazeis tudo o que eles vos disserem mas não os imiteis”, e “eles sentam-se na cátedra de Moisés”. Portanto, o Mestre aprovou, apenas, a doutrina farisaica, reprovando os fariseus por não se comportarem segundo esta mesma doutrina.

Este é o Evangelho de Cristo, que rezou para que todos os Seus discípulos formassem um só rebanho. A unidade, convenhamos, é uma preocupação exclusiva da Igreja Católica. As demais igrejolas, no mais das vezes, preocupam-se, apenas, com proselitismos e (salvo raras exceções) com o faturamento mensal de seus templos.

 

Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o Evangelho é pregado em sua forma mais pura: 1Co 1:23 – “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos”.

Este é o problema. Cada placa prega um Evangelho diferente. O que a tríade entende por “evangelho puro”? O da Assembléia de Deus? O da IURD? O da Igreja Adventista? O dos luteranos? O da Igreja Presbiteriana? Enfim, qual a definição que possuem de pureza doutrinária? Como saber qual igreja protestante está com a sã doutrina? Os protestantes somente estão de acordo quando criticam a Igreja Católica. Jamais se criticam mutuamente e se negam a enfrentar suas diferenças doutrinárias. É por isto que fragmentar-se sem fim, jogando o cristianismo no descrédito.

Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de inautenticidade, mas sim Ele prezava que as diferentes denominações não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras… e esse é justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com o nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante…

Jesus orou, pouco antes de ser preso, pela unidade dos Seus discípulos. Estabeleceu uma igreja (disse “minha igreja”, e não “minhas igrejas”) e uma única fé. Deu autoridade aos apóstolos para que os seus fiéis não discordassem da palavra dos mesmos. Os protestantes não querem encarar este fato. Dizem que tanto faz a denominação congregacional, que o que importa é a fé em Jesus, muito embora cada uma delas tenha um jesus bastante diferente do da outra.

 

14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur…) Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas; o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem Bíblica.

R – No dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe, no dia que a Igreja de Roma excluir os padres que acreditam em reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de Novembro/2001, no dia que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que acha belo e puro o Candomblé, nesse dia eu vou acreditar que a Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS em seu meio… antes disso… é mera HIPOCRISIA E FALÁCIA.

Como a tríade não tem argumentos para se defender do que disse D. Estevão, a mesma, novamente, tentou mostrar que a Igreja Católica é tão ruim quanto a protestante. Péssimo sinal! Graças a Deus, não é assim, pois, se fosse, nenhuma igreja cristã seria séria. E, se os protestatnes não podem se defender da argumentação de D. Estevão, nós católicos podemos nos defender, tranqüilamente das que nos dirigem a tríade.

A Igreja católica não admite subjetivismos, e nunca admitiu. Os católicos que discordam da doutrina da Igreja são maus católicos, mas a excomunhão dos mesmos é ato seríssimo e extremo, pelo que apenas em casos seríssimos e extremos (como no de Lutero) deve ser aplicado. O fato de que os padres citados possam estar falando alguma bobagem, por si só, não implica em excomunhão, e nem muda o fato de que estas bobagens estão em desacordo com a doutrina da Igreja. Uma mãe pune seus filhos com amor, carinho e docilidade, visando à sua correção. Apenas em casos extremos (e cabe à Igreja dizer quando existe a extremidade) é que a excomunhão é aplicada.

15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.

R – A acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros pelos quais somos acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação, quase inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso de nivelar todas as denominações evangélicas, classificando-as como seitas.

Novamente, não se defendem do fato exposto por D. Estevão: todo e qualquer panfleto protestante é repleto de erros (bíblicos, doutrinário, históricos, geográficos e, pasmem, até de português), com baixíssimo nível de argumentação. Novamente, tentam provar que a Igreja Católica é tão ruim quanto a deles. Novamente, podemos dizer que, graças a Deus, não é assim.

As respostas às refutações de D. Estevão são fraquíssimas, falaciosas e, no mais das vezes, fogem do tema central. Isto demonstra o quão bem estruturado foi este estudo feito pelo monge católico e quão distante é o nível intelectual dele daqueles que o atacam.

Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação.

D. Estevão não disse isto em nenhum momento. Mas, de fato, não há salvação fora do catolicismo. Para sermos salvos devemos estar em comunhão com o corpo ou pelo menos com a alma da Igreja (ser fiel a lei natural) se não tiver condição de conhecer a Igreja.

São os mesmos erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não será condenado.

É a própria Bíblia que diz que a Igreja é o firmamento e a coluna da Verdade. É o próprio Cristo quem institui a Sua Igreja e que confere, ao seu pastor, as chaves do Reino dos Céus. A Igreja Católica é parte integrante e essencial da salvação humana, queiram ou não, gostem ou não, aceitem ou não, saibam ou não.

E, de fato, quem crê em Cristo (no verdadeiro Cristo) não será condenado. Ocorre que os protestantes não crêem em Cristo, mas num jesus que eles inventaram e que ensina apenas o que lhes aprouver. Este crê num jesus que permite o aborto; aquele, num jesus que nada vê de errado no homossexualismo; um terceiro, num jesus que aprova o divórcio a a contracepção; e todos, num falso jesus. Neste falso jesus, nenhuma salvação é possível.

A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8).

Basta ler Mt 25 para que se saiba da importância das obras.

Não vem pelo batismo,

Quem crer e for batizado será salvo; quem não crer não será salvo”; “Ide, pois, e fazei discípulos a todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

nem pela ingestão do pão,

Em verdade, em verdade, eu vos digo: se não comerdes da minha carne, se não beberdes do meu sangue, não tereis a vida em vós”.

nem pelo casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz apenas creu, e foi salvo (Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos bíblicos.

De fato, a salvação não vem pelo casamento, crisma ou qualquer outra obra, mas dos méritos de Cristo. Os protestantes criticam uma caricatura de Igreja Católica que só existe nos gibis protestantes, mas que nada tem a ver com o verdadeiro catolicismo. É Cristo quem nos salva; nós apenas cooperamos nesta salvação com nossas obras.

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