Espaço do Leitor Respostas a Leitores (por Carlos Martins Nabeto)

Informações sobre a Igreja: hierarquia, distribuição no Brasil e planejamento

Estamos realizando um trabalho academico defendendo a religião católica frente aos avanços de outras crenças. Gostaria,se possível, de obter as seguintes informações:

1. hierarquia (organograma) da Igreja católica.

A hierarquia da Igreja se divide basicamente em 3 graus:

– Episcopal – é o grau mais alto, correspondente aos bispos.

– Presbiteral – é o grau intermediário, dos padres.

– Diaconal – é o grau inferior, pertencente aos diáconos.

Os diáconos são ordenados para o serviço da Igreja e, por essa razão, não são sacerdotes como o são os presbíteros e os bispos. O diácono assiste ao bispo ou o presbítero na Missa, distribui a eucaristia, abençoa o matrimônio, prega e proclama o evangelho e se consagra a outros serviços da comunidade. Há dois tipos básicos de diácono segundo a disciplina da Igreja Latina:

– temporário, formado por celibatários que se preparam para o segundo grau, isto é, para o grau do presbiterato.

– permanente, composto principalmente por indivíduos casados que nãoserão ordenados ao sacerdócio, mas permanecerão como diáconos.

Os presbíteros são ordenados sacerdotes e são cooperadores do bispo a quem estão ligados. Todo presbítero já foi diácono um dia, pois faz parte de sua formação básica, e possuem os três múnus sacerdotais: o de ensinar (pregação do Evangelho), o de governar (“apascentar o rebanho” = fiéis) e o de celebrar (oferecer o santo sacrifício eucarístico), sendo este último o mais importante.

Os bispos são os legítimos sucessores dos Apóstolos, por receberem uma efusão especial do Espírito Santo, detendo assim a plenitude do sacramento da Ordem. A “Christus Dominus” ensina que “os bispos, portanto, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, foram constituídos verdadeiros e autênticos mestres da fé, pontífices e pastores”. Por isso, fazem as vezes do próprio Cristo, e agem em seu nome. Logo, como vigários de Cristo, apascentam com zêlo as Igrejas particulares (dioceses) que lhes são confiadas, embora, como sucessores dos Apóstolos, são solidariamente responsáveis pela Igreja do mundo todo.

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O papa é o bispo de Roma e detém a primazia da Igreja Universal por ser o sucessor direto de São Pedro, a quem foi conferida as chaves do Reino (Mt 16,18) e confiado todo o rebanho cristão (Jo 21,15-17). É eleito pelo conclave dos cardeais provindos das três ordens hierárquicas da Igreja (cf. cânn. 349-350 CDC). O título de cardeal, entretanto, é sempre conferido pelo papa (cân. 351 CDC) e cabe a estes, além de eleger o novo papa quando a Sé de Pedro estiver vaga, colaborar com o Romano Pontífice sempre que houver necessidade e forem convocados para isso.

2. Número de igrejas e católicos no brasil (dados estatísticos/históricos).

O Censo de 1998 apontou 83% de católicos, o que respresenta, em números, 134.236.158 de uma população total, naquela ocasião, de 161.730.311.

Existem mais de 25.000 comunidades católicas distribuídas em 8.172 paróquias, e estas em 254 (arqui)dioceses ou prelazias.

3. o planejamento para arrebanhar novos fiéis. (Roberto)

Evangelização e participação: esses são, certamente, os ingredientes necessários, não para o proselitismo religioso – o qual somos contra – mas para uma tomada de consciência, que permitirá às pessoas que se encontram afastadas, reencontrarem a Verdade na única Igreja de Cristo. Como amar aquilo que não se conhece?

A nossa atual sociedade criou uma falsa imagem de que o homem não tem necessidade da Igreja, que é possível alcançar diretamente a Deus sem qualquer intermediário…

Ora, mas o que é então “religião”? Todos sabem que o vocábulo provém de “re-ligar”, referindo-se, obviamente, ao ato de religar o homem pecador com o Santíssimo Deus, seu Criador e Senhor… Logo, como é de se supor, quem não tem religião, não tem como se aproximar de Deus. Mas não basta professar uma simples religião; deve esta ter a capacidade de tornar efetiva a religação, ou seja, não basta o homem religioso ter a intenção, é necessário que o próprio Deus efetive sua vontade, já que a reconciliação não é um ato unilateral (dependente apenas do desejo do homem ou do de Deus), mas sim bilateral (depende da vontade de ambas as partes).

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De acordo com isto, qualquer cristão sabe que Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, fundou uma Igreja, conferindo-lhe autoridade sobre os homens pecadores (Mt 18,17), e o poder de ligar e desligar (Mt 16,19; 18,18) e perdoar os pecados (Jo 20,23); a esta única Igreja, edificada sobre São Pedro, Jesus prometeu a indestrutibilidade até o final dos tempos (Mt 16,18; Mt 28,20); com tais características, o Apóstolo Paulo, certamente inspirado pelo Espírito Santo, não teve dúvidas em afirmar que esta Igreja, edificada sobre os Apóstolos (Ap 21,14), é “a coluna e o fundamento da Verdade” (1Tim 3,15). Por isso não se pode jamais afirmar que a Igreja é desnecessária pois, se realmente o fosse, não precisaria ter sido divinamente instituída!

Por aí, concluímos que não é possível amar a Deus desprezando a Sua Igreja. Por isso, deve toda a Igreja (elemento humano que a compõe), evangelizar os povos, cultivando neles o amor por Sua Palavra e demonstrando-lhes a importância da participação efetiva na vida da Igreja e na recepção dos Sacramentos.