Catecismo

03: a resposta do homem a deus

Fonte: Livro “Curso de Catequesis” do Editorial Palavra, España

Traduzido por Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS: CRER

Introdução.

Ao ler o Evangelho se vê que Jesus Cristo pede um ato de fé antes de realizar o milagre; e se alegra, e louva as pessoas que – de um modo ou de outro – manifestam a sua fé. A fé é um grande dom de Deus, necessário para a nossa salvação; e a resposta do homem à revelação divina é crer o Ele nos falou, apoiados em sua autoridade divina.

Estudemos, pois, com atenção a este tema para saber o que é a fé e poder agradece-la mais a Deus. A fé é também necessária para aceitar e entender o que Deus ensina.

Idéias principais.

1. Pela fé podemos conhecer muitas coisas sobre Deus.

Sabemos com toda certeza o que Deus existe porque – mediante as coisas criadas – pode-se chegar a demonstrar a Sua existência. Mas existem questões fundamentais para o homem: como é Deus em si mesmo?, quem é Jesus Cristo?, o que há depois da vida?, questionamentos estes que não podem chegar a conhecer-se, ainda que se pense muito neles, se Deus não os tivesse revelado. Nós os conhecemos pela fé.

2. O que é a fé?

A fé é uma virtude sobrenatural pela qual – apoiados na autoridade divina – cremos nas verdades que foram reveladas, sabendo que Deus não pode enganar-Se nem enganar-nos. É, pois, um assentimento razoável, livre e sobrenatural, da inteligência e da vontade, à Revelação divina. Pela fé cremos em Deus e em tudo o que Deus nos revelou. Como o motivo que nos move a crer é a autoridade divina – não a evidência das verdades reveladas -, a inteligência do homem não está determinada a crer, e crê livremente, movida pela graça de Deus .

3. A fé é um presente de Deus.

Crer é um ato do homem, mas a fé é sobretudo um dom sobrenatural, um presente muito grande que Deus nos faz no momento do batismo. Só é possível crer pela graça e pelos auxílios internos do Espírito Santo.

4. Crer é uma coisa racional.

Às vezes se explica a fé dizendo que é ” acreditar naquilo que não se vê”, o que parece pouco racional. Sem dúvida, ainda que muitas coisas que se crêem não se compreendam, crer é uma coisa racional, porque é Deus quem revela, e Deus não pode enganar-Se nem enganar-nos. Também não se compreendem muitas coisas da natureza e as admitimos porque as ensina a ciência. Portanto, “crer” é um ato humano, consciente e livre, que não só não contradiz mas que dignifica a pessoa humana. A fé é livre antes, durante e depois do ato de fé.

5. Creio – Cremos.

Quando rezamos o credo, umas vezes dizemos: creio em Deus, no singular, porque a fé é um ato da pessoa que aceita livremente a autoridade de Deus que revela; em outras ocasiões dizemos: cremos em Deus – no plural – para significar que a fé, nós a recebemos, a professamos e a vivemos no âmbito comunitário da Igreja de Jesus Cristo na qual, com Ele, que é a Cabeça, formamos um só Corpo todos aqueles que crêem. Assim, a Igreja é como a Mãe de todos os fiéis, como diz São Cipriano ao relacionar a fé em Deus com o papel da Igreja: “Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja como Mãe”.

6. Crer naquilo que a Igreja nos ensina.

Jesus Cristo fundou a igreja para que continue Sua missão no mundo transmitindo Seus ensinamentos; para isso conta com a assistência do Espírito Santo. Por isso dizemos: “Creio em tudo o que diz e ensina a Santa Igreja, porque é o que me diz o próprio Deus”. A certeza destas verdades não se apóia nas razões que possam dar-me os homens que estudam a Revelação, mas a autoridade de Deus que foi quem as revelou; e a Igreja, assistida pelo Espírito Santo, as transmite íntegras em virtude da infalibilidade com que Deus a dotou em coisas de fé e de moral.

7. A fé é necessária para a salvação.

A fé é necessária para a salvação. É o mesmo Jesus Cristo quem o afirma: “o que crer e for batizado, se salvará; mas o que não crer, será condenado”. (Marcos 16,16). Há um quadro do apóstolo São Tomé que põe os dedos no lado aberto de Cristo. Como se recusou em acreditar na ressurreição de Jesus, o Senhor o repreende carinhosamente: ” Tomé, porque viste, acreditaste: bem aventurados os que acreditarão, mas sem ver” (João 20,29). Temos de rezar por aqueles que não crêem, pedindo a Deus que lhes conceda a graça da fé, ajudando-os com nosso exemplo e doutrina, exercitando o apostolado da doutrina.

8. O Credo, resumo das verdades que devemos acreditar.

Desde o princípio os cristãos dispuseram de Símbolos ou Fórmulas de fé, que resumiam o ensinamento da Revelação divina. Existem várias formulações das verdades da fé, mas ocupam um lugar muito particular na vida da Igreja o Símbolo dos Apóstolos e o Símbolo de Nicéia-Constantinopla. Quando recitamos o Credo, estamos fazendo um ato de fé nas verdades fundamentais que Deus nos revelou.

9. Fazer muitas vezes atos de fé.

Deus nos deu um grande presente que é a fé, e temos de saber agradecer fazendo com os nossos lábios e com o nosso coração muitos atos de fé durante o dia:

Creio em Deus Pai, em Deus Filho, em Deus Espírito Santo.

Creio na Santíssima Trindade.

Creio em Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro.

Creio que Santa Maria é a Mãe de Deus de nossa Mãe.

Creio, Senhor, mas aumenta minha fé.

Creio que a Igreja Católica é minha Mãe.


10. Propósitos de vida cristã.

* Aprender bem o Credo (os dois Símbolos)

* Recitar sempre o Credo com devoção, não só na Missa

* Rezar pelos que não tem o dom da Fé

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