A vocação histórica do Brasil e a restauração da Civilização Católica – Meditação por ocasião da Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil

?Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ?Eles já não têm vinho.? Respondeu-lhe Jesus: ?Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou.? Disse, então, sua mãe aos serventes: ?Fazei o que ele vos disser.? Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordena-lhes: ?Enchei as talhas de água.? Eles encheram-nas até em cima. ?Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes.? E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo e disse-lhe: ?É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora.? Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória e os seus discípulos creram nele.?

Evangelho de São João, II, 1-11



A solenidade litúrgica de hoje, comemorada no Brasil com esse grau, por ver na Santíssima Virgem, invocada sob o título de Aparecida, sua especial protetora, evoca ao primeiro milagre de Nosso Senhor Jesus Cristo que, mesmo informando Sua augusta Mãe de que a hora de seu ministério ainda não chagara, manifestou-se sensível ao seu pedido, e antecipou-a, por assim dizer. Dissera, minutos antes, que não era o tempo de realizar milagres. Todavia, o texto narra que Cristo, ainda assim, operou miraculosamente a conversão da água em vinho. E, como óbvio se apresenta, por intercessão de Maria, em atenção ao que ela pedira, quando lhe apontara a falta de vinho na festa de casamento em que se encontravam.

Por outro lado, não deu Jesus evidências de que iria satisfazer o pedido de Sua Mãe. Como se explica, então, que ela tenha dito aos serventes para que fizessem tudo o que Ele dissesse? Previra a ação de Nosso Salvador? É que no seu coração de Mãe, no íntimo de Sua alma, desde já inundada pelo Espírito Santo, Maria sabia o que faria seu Filho. Toda mãe conhece, bem no seu interior, o seu filho. Quanto mais a Santíssima Virgem não saberia as atitudes que Cristo Jesus, o Verbo Eterno de Deus feito homem, tomaria numa deferência ao que ela pedira.

Extraímos deste Evangelho que a piedade mariana por excelência consiste na escuta da voz de Nossa Senhora, quando nos diz ?fazei tudo o que Ele vos disser!? Esse é o grande amor a Maria: ouvir seu Filho, e obedecê-Lo! Se nos apregoamos devotos da Virgem ? e todo católico deve sê-lo por uma lógica que a Igreja nos propõe ?, temos de escutá-la: ?Fazei TUDO…!?

O pedido de Nossa Senhora para que Cristo apressasse a hora dos milagres é a manifestação clara de sua realeza, símbolo daquela a que todos somos chamados pelo Batismo. Jesus é Rei. Maria é Rainha.

Claro, a própria natureza de Jesus O faz Rei: Ele é Deus! Como homem, conquistou na Cruz ser chamado Rei, e, por Sua Ressurreição, sepultou o último inimigo a ser vencido: a morte. Jesus Cristo é Rei, enquanto homem, por Seus méritos advindos do supremo sacrifício do Calvário e da sublime vitória do sepulcro vazio; porém, mais ainda, O é por ser Deus, o Filho de Deus, o Verbo, o Logos, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade ? um só Deus em três Pessoas iguais e realmente distintas. Nossa Senhora, por sua vez, é Rainha, mas não por sua natureza, eis que é uma mulher, da raça humana, essencialmente diferente de Deus. Maria é criatura, ainda que a mais perfeita! Dizemos, então, que a Santíssima Virgem, é Rainha pela sua vivência perfeita e incondicional em correspondência à graça divina. Tais palavras são o eco do Magistério da Igreja, quando Sua Santidade, o Papa Pio XII, em 13 de maio de 1946, discursou: ?Jesus é Rei dos séculos eternos por natureza e por conquista; por Ele, com Ele, em submissão a Ele, Maria é Rainha pela graça, pela parentela divina, por conquista, por singular eleição. E o seu Reino é tão vasto como o do seu Divino Filho, uma vez que nada se subtrai ao seu domínio.? (Pio XII. Radiomensagem ?Bendito seja o Senhor?)

Como Rainha, ela nos convida a obedecer a seu Filho, Rei do Universo: ?Fazei TUDO o que Ele vos disser!? E o que Jesus nos diz, para que, sabendo, o façamos, em obediência a Maria? Somos os serventes de hoje… É por nós que Cristo irá transformar água em vinho. Precisamos saber o que nos diz, então. Leiamos a Oração do Dia proposta para a solenidade presente, e dela extraiamos mais alguns pontos para nossa reflexão:

?Ó Deus todo-poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e Senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia na pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.? (Missal Romano; Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil; Coleta)

Render culto à Virgem significa escutá-la quando diz ?fazei TUDO o que Ele vos disser!?. Logo, cultuá-la implica, antes de qualquer coisa, já o vimos, em obedecer a seu Filho que, na oração acima, já diz, pela boca sapientíssima da Igreja, em que podemos ouvi-Lo para fazer o que Ele nos diz: sermos fiéis à nossa vocação. E não estamos falando em vocação individual, seja ao sacerdócio, à vida religiosa, ou ao laicato, mas de uma vocação específica do povo brasileiro todo, como uma unidade. É o teor da oração!

O Brasil tem uma vocação especial, como todas as nações. E ela consiste, em nosso caso, pelas dimensões de nosso amado país, por sua conhecida riqueza material, espiritual e cultural, e pela História que tem, em estabelecer uma sociedade fundamentalmente cristã, influenciando todos os outros povos, e moldando, não uma utopia de índole marxista e igualitária, mas um mundo sacral, como já previra o grande frade franciscano da ordem dos conventuais, São Maximiliano Kolbe, mártir polonês da II Guerra Mundial: ?Desaparecerão então as lutas de classes e a humanidade aproximar-se-á, quanto é possível nesta terra, da felicidade, de uma antecipação daquela felicidade rumo à qual cada um de nós já tende naturalmente, vale dizer, à felicidade sem limites, em Deus, no paraíso.? (São Maximiliano Kolbe. La Regina della Polonia) É o mesmo desejo de Pio XII, quando da instituição da festa de Maria Rainha ? antiga festa do Imaculado Coração de Maria: que exista uma ?grande esperança de que possa surgir uma nova era, alegrada pela paz cristã e pelo triunfo da religião? (Pio XII. Encíclica Ad Coeli Reginam, de 11 de outubro de 1954)

O Reino de Jesus Cristo é nos céus, e não neste mundo (cf. Jo 18,36) Afirmar o contrário é cair no erro dos milenaristas, que pretendem um reinado terreno e carnal de Cristo por ocasião de Sua volta; ou mesmo na gnose herdada pelos marxistas do antigo milenarismo ? temperada pelas teses dos revoltosos anabatistas da época da Reforma Protestante. Não haverá sociedade perfeita fora daquela prometida no paraíso celeste para os eleitos!’

Diz o livrinho da Imitação de Cristo, clássico da espiritualidade medieval, a respeito do céu e do anseio dele por parte dos que desejam a Deus: ?Ó mansão beatíssima da cidade celestial! Ó dia claríssimo da eternidade, sem noite que o obscurece, mas iluminado sempre pela soberana verdade; dia inalterável, livre de qualquer vicissitude! Já resplandece para os Santos, com toda a sua perpétua e esplêndida claridade; mas para os que peregrinam na terra só se vislumbra ao longe, como através de um espelho. Os que habitam no céu, conhecem quão ditoso é aquele dia; os desterrados filhos de Eva gemem na amargura e tédio desta vida! Quando terão fim todos estes males? Quando me lembrarei somente de vós, Senhor, e, plenamente, em vós exultarei de júbilo? Quando haverá paz sólida, paz imutável e segura; paz interior e exterior, firme de todos os lados? Ó bom Jesus! Quando estarei diante de vós, para vos ver? Quando contemplarei a glória de vosso reino? Quando sereis para mim tudo em todas as coisas? Oh! Quando estarei convosco no reino que, de toda a eternidade, preparastes para os vosso eleitos?? (Imitação de Cristo, Livro III, Cap. XLVIII) Só o Reino dos céus, capaz de produzir tal ânsia na alma que o espera, é o lugar perfeito, no qual toda dor será extirpada, e substituída pela plena e verdadeira alegria.

Entretanto, somos convidados a, pela Igreja, e nunca sem ela, implantar um modelo cristão em que reinem a justiça, o amor, a paz, e a santíssima e verdadeira religião. Não é um projeto político, de cunho socialista ou cripto-socialista, nem uma república universal pacifista e espiritualista, mas o resultado do combate ao erro, da evangelização, da cristianização do mundo, da pregação dos valores católicos, do estabelecimento do primado da lei natural e da Lei Divina, da catequização da cultura e da arte, em suma, da extensão do Reino de Cristo na terra como símbolo do porvir celestial.

E onde entra o Brasil nesse projeto? Grandiosa é nossa pátria, e, por tal, devemos honrar as disposições da Providência que dessa forma tudo organizou. Enquanto, na independência da América Espanhola, houve uma fragmentação em diversos países, o gênio português, guiado por Deus, não permitiu a dissolução de nosso povo em vários. A conservação da unidade é um sinal de capital importância para entendermos a vocação do Brasil ao restabelecimento da Cristandade, sem ufanismos de tendência fascista, tampouco contaminado por pressupostos da esquerda socialistóide, e livre dos falsos postulados liberais ou positivistas. A filosofia a guiar essa empreitada deve ser a do Evangelho, tão bem exposta pelos Papas e pelos Doutores da Igreja. Ouvir a voz de Pedro, hoje sucedido por João Paulo II, gloriosamente reinante, a quem protestamos nossos mais sinceros e sagrados votos de submissão e filial respeito, é condição indispensável para que nossa pátria santifique-se, aos pés de Nossa Senhora Aparecida, e possa santificar as outras. ?Com efeito, quando isto acontecer, a terra tornar-se-á um paraíso. A paz e a verdadeira felicidade entrarão nas famílias, nas cidades, nas aldeias e nas nações de toda a sociedade humana, uma vez que, onde Ela (nota: a Santíssima Virgem) reinar, aparecerão também as graças de conversão e de santificação e a felicidade.? (São Maximiliano Kolbe. Calendário do Rycerz para o ano de 1925, atualmente em Gli Scritti, vol. III, p. 189)

O ambiente social em que se vive tem importância decisiva para a salvação das almas, de tal sorte que lutando por uma sociedade sacral e católica, estamos contribuindo para a maior evangelização.

Sobre o ambiente, ensinava o falecido Bispo de Campos, Dom Antônio de Castro Mayer: ?Como há uma articulação lógica entre os elementos constitutivos da mentalidade católica, pode-se, através de um, conhecer os outros. Assim, a fé na providência gera o desapego dos bens terrenos; a maneira como se apresenta um fiel manifesta a convicção íntima de sua dignidade de filho de Deus; a condescendência maior ou menor com os usos e costumes sensuais da sociedade de hoje denuncia o grau de apreço em que a pessoa tem a santa virtude; como a flutuação, sem motivo e sem resistência, ao sabor da moda é sinal de carência de convicções, de falta de personalidade.

No conjunto dos elementos constitutivos da formação católica, não há dúvida de que o dogma tem primazia. Na ordem prática, no entanto, especialmente no apostolado, a maneira de ser, de apresentar-se, de agir tem singular importância.

A Escritura nos diz que ?pelo semblante se reconhece um homem, pelo seu aspecto se reconhece um sábio. As vestes do corpo, o riso dos dentes e o modo de andar de um homem fazem-no conhecer? (Ecli. 19, 26-27). Se é pelas vestes, pelo sorriso, pelo andar, que se reconhece um homem sensato, é igualmente pelo seu modo de ser que ele irradiará em torno de si um ambiente sensato. A maneira habitual de ser vem a constituir o elemento mais eficaz para fazer triunfar uma idéia, para levá-la a impregnar uma sociedade, sem que esta às vezes o perceba.

São esses hábitos, ao lado de outras pequeninas coisas, que criam o ambiente propício para germinar a semente de uma doutrina. Há muitos anos atrás, houve em São Paulo uma exposição de arte moderna que constituiu um êxito singular para seus promotores, pelo número de visitas e vendas com que contou. Salientava, na ocasião, um comentarista que a exposição tivera um êxito social muito maior do que o comercial. Pois muita gente de tradição levou para casa quadros dos pintores modernos. Não, evidentemente, para jogar num porão. Sim, para expor. Onde? Numa sala adornada já com o retrato a óleo de algum antepassado, com a nobreza e a austeridade dos antigos. Depois de algum tempo, a dona da casa perceberá a impossibilidade de manter juntas duas pinturas tão discordantes. E… o antepassado se aposentará no porão. A sala, com isso, terá mudado de ambiente. Passará a permitir o que antes a censura muda da austeridade antiga, irradiada pelo retrato do velho chefe de família, tornava inadmissível.

Ninguém negará o valor a essa conclusão. São as pequeninas coisas que criam os ambientes. Não somente as inanimadas, como no exemplo acima, mas principalmente a maneira de ser das pessoas que ou se conformam com o ambiente em que vivem, ou contribuem para formar um ambiente novo. A sabedoria antiga resumia esse mundo de imponderáveis no famoso adágio: ?Verba volant, exempla trahunt.?? (Dom Antônio de Castro Mayer. Carta Pastoral sobre os Problemas do Apostolado Moderno)

Nosso país nasceu sob o signo da Cruz ? é a Terra de Santa Cruz! É abençoada pelo Cruzeiro do Sul, que reflete o madeiro no qual Nosso Senhor foi suspenso para perecer por nossos pecados! O primeiro ato público realizado em nosso território foi a celebração da Santa Missa! Já na carta de Pero Vaz de Caminha, havia um apelo missionário ao rei Dom Manuel I, de Portugal: referindo-se aos índios e a todas as belezas naturais da terra, exclama que ?o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que será salvar essa gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza nela deve lançar.? (Carta de Pero Vaz de Caminha; transcrita para o moderno português pelo Prof. Douglas Tufano) Esse apelo foi ouvido. Da Europa, frades franciscanos, carmelitas e dominicanos vieram a nossas paragens. Santo Inácio de Loyola enviou seus jesuítas para estabelecerem missões, e, então, Padre Nóbrega, Padre Vieira e o Beato José de Anchieta encheram nosso recém-fundado país de cultura, erudição, e religião. Da amálgama entre o índio, o europeu e negro, o fermento da religião e da civilização católicas foi lançado.

Foi nessa terra que Nossa Senhora resolveu se mostrar, no encontro por pescadores de uma imagem sua, sob o título de Conceição. ?Aparecida? no Rio Paraíba, no século XVIII, a estátua da Santíssima Virgem é testemunho de que, com Maria, iremos realizar nossa vocação histórica, se soubermos corresponder à graça divina. Seja cumprida a promessa feita pela mesma Senhora quando de sua aparição em Fátima, aos três pastorinhos: ?Por fim, meu Imaculado Coração triunfará!?

Triunfe a Fé católica e a Civilização Cristã sobre o materialismo, o egoísmo, e a busca do prazer desenfreado e das paixões desordenadas, sobre as múltiplas formas de atentado à vida (desde o aborto até a eutanásia), sobre os regimes políticos incompatíveis com a lei natural (socialismo, fascismo etc), sobre o fanatismo e fundamentalismo, sobre os inimigos da Santa Igreja, sobre as teses que fazem predominar a técnica sobre o homem, sobre aqueles que pelejam contra a família e contra a sociedade hierárquica e moralmente organizada. E o Brasil seja auxiliado pela Virgem para que cumpra o seu papel na instauração desse triunfo, e de nossa Terra de Santa Cruz, e nela, reine Nossa Senhora em nossos corações sedentos por responder aos apelos da graça.

Individualmente, façamos algo para colaborar com tudo isso que foi exposto. Escutemos Nossa Senhora, e façamos tudo o que Cristo já nos diz. Sejamos obedientes à Sé de Pedro, e lutemos, como ensina o Concílio Vaticano II, pela cristianização da ordem temporal; laboremos em nossas realidades profissionais e familiares, impregnando-as do espírito do Evangelho. ?Incumbe aos leigos cuidar que todas as coisas no mundo se conformem às leis e à justiça que Jesus Cristo veio instalar na terra, e que formam o Reino de Deus neste mundo. Devem assim cuidar que todas as atividades humanas, ainda as profanas, se impregnem do espírito de Jesus Cristo; o mesmo se diga das instituições. Cuidem, pois, que as condições de vida, sociais ou profissionais ou políticas, se purifiquem dos costumes que induzem ao pecado, e se ajustem às normas da Fé, de maneira que não só não impeçam, senão que favoreçam o exercício das virtudes. Distingam os leigos os direitos e deveres que têm como fiéis da Igreja de Deus, e os que lhes competem como membros da nação a que pertencem; mas lembrem-se de que nenhuma atividade humana, mesmo em questões de ordem temporal, pode subtrair-se ao império de Deus. Guiados por semelhante norma, não terão dificuldade em manter a distinção entre as atividades civis pautadas por suas leis próprias, e as religiosas, porquanto saberão eliminar o princípio subversivo da ordem querida por Deus, isto é, o liberalismo religioso que pretende construir a cidade terrena sem a menor atenção ao Criador, e deseja coarctar a vida religiosa dos fiéis.? (Dom Antônio de Castro Mayer. Instrução Pastoral sobre a Igreja, Cap. IV) Outrossim, nos formemos intelectual, espiritual e doutrinariamente, para sermos apóstolos eficazes da causa de Cristo. Por fim, e como base de nosso apostolado, cultivemos a vida espiritual, principalmente pela guarda da santidade, pela oração, pela fé, e pela freqüente recepção dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação. Diz Nuestro Padre, Pe. Marcial Maciel, LC: ?Nós temos concebido tudo, como vocês bem sabem, em função de Cristo e de seu Reino entre os homens. E este Reino de Cristo se alcança através de uma vida integralmente santa, mais do que com discussões filosóficas ou teológicas. Este Reino de Cristo padece violência somente os violentos o arrebatam, os que vivem em comunhão com Ele por uma profunda e sincera vida interior; os que são ativos, os que rompem o cerco de seu mundo pequeno e ridículo para ver o que mais podem fazer pelo Reino, mais além de seu egoísmo, amor próprio (…), respeitos humanos; os que não preocupam de ver o que comerão ou o que vestirão; os que não tomam em consideração se descansarão do tempo integral ou não. Em resumo, os que têm estas coisas pequenas como nada, com o intuito de possuir a Cristo e anunciar seu Reino aos homens.? (Pe. Marcial Maciel, LC. Carta do Fundador de 8 de setembro de 1967) Nos consagremos à Mãe de Deus, e, como filhos seus, proclamemos, com a nossa vida, que a Santíssima Senhora Aparecida, é nossa Rainha e soberana Protetora, para que Cristo utilize nossos talentos e nosso apostolado como talhas d?água, para transformá-la num vinho excelente da nova civilização que do amor cristão autêntico poderá surgir!

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