Só existe uma Igreja de Cristo. Essa Igreja se faz presente no mundo. A Igreja Católica Apostólica Romana é, no mundo, onde a Igreja de Cristo subsiste plenamente. Ela é a fiel depositária da fé. Jesus Cristo confiou a seus apóstolos a missão de levar a sua mensagem aos confins da terra. A Igreja é assim definida pelo Concílio Vaticano II, como “Sacramento Universal da Salvação”;ofertando a toda a humanidade a sua mensagem salvífica. A Santa Igreja é o próprio Cristo presente entre os homens. Nosso Senhor, único Salvador, constituiu Sua Igreja como mistério salvífico. Ele se faz presente na Igreja que funda (cf. Jo 15,lss.; Gl 3,28; Ef 4,15 l6; At 9,5); por isso a plenitude do mistério da salvação pertence à Igreja, unida de modo indissolúvel ao Cristo, que, opera, continuamente, a salvação “na” Igreja e “através” dela (cf. Cl 1,24-27), que é o seu Corpo (cf. lCor 12,12-13.27; Cl 1,18).

O Cristo é casado com a sua Igreja,essa metáfora de vinculação perpétua é expressa no Novo Testamento.(cf. 2Cor 11,2; Ef 5,25-29; Ap 21,2.9).

No que concerne ao ecumenismo,o documento “Dominus Iesus” diz que quem não professa a fé católica, sendo cristão, não está totalmente excluído da salvação; mas encontra-se em situação de grave penúria. Os católicos, não obstante, estão – quando obedientes aos mandamentos da Igreja e de Deus – na
plenitude da graça – em comunhão, portanto, com Deus, na Sua Santa e Inefável Trindade.

As igrejas cristãs, não católicas, devem aproximar-se, na comunhão da graça, da Igreja Católica. Na dependência do grau de proximidade com a Igreja Romana, maior será a sua santidade e maior a sua graça e perfeição cristãs.

Fora da Igreja também existem elementos de santificação e de verdade. Os fiéis devem professar a existência de uma continuidade na sucessão apostólica – entre a Igreja de Cristo e a Igreja Católica.

Diz um trecho da “Dominus Iesus” : “Esta é a única Igreja de Cristo [..] que nosso Salvador depois da sua ressurreição, entregou a Pedro para apascentar (cf. Jo 21,17) e confiou a ele e aos demais apóstolos para a propagar e reger (cf. Mt 28,18ss.); levantando-a para sempre como ‘coluna e fundamento da verdade’ (cf. 1Tm 3,15). Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste [subsistit in] na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele.” Uma outra citação do documento afirma :” Com a expressão “subsistit in”, o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que “existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua organização”, isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. Acerca destas, porém, deve-se afirmar que “o seu valor deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja Católica”.

“Dominus Iesus “dado em Roma, sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 6 de agosto 2000, ratificado pelo Papa. Festa da Transfiguração do Senhor. Autor Joseph Card. Ratzinger Tarcísio Bertone, SDB Prefeito Arcebispo emérito de Vercelli – Secretário

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