No dia 29 de junho passado, Rômulo Antonio Braschi, fundador de uma comunidade cismática, pretendeu conferir a ordenação sacerdotal às seguintes mulheres católicas: Christine Mayr-Lumetzberger, Adelinde Theresia Roitinger, Gisela Forster, Iris Müller, Ida Raming, Pia Brunner e Angela White.

Com o objetivo de orientar a consciência dos fiéis e dissipar qualquer dúvida sobre a matéria, a Congregação para a Doutrina da Fé quer recordar que, segundo a Carta Apostólica “Ordinatio Sacerdotalis”, de João Paulo II, a Igreja “não tem, de modo algum, a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e este ditame deve ser considerado como definitivo por todos os fiéis da Igreja” (nº 4).

A “ordenação sacerdotal” [ali] realizada não é senão a simulação de um sacramento e, por isso, resulta inválida e nula, e constitui um grave delito contra a constituição divina da Igreja. Já que o bispo “ordenante” pertence a uma comunidade cismática, trata-se, ademais, de uma grave ofensa contra a unidade da Igreja. Assim mesmo, o sucedido, ao invés de contribuir, prejudica a uma autêntica promoção da mulher, a qual ocupa um lugar peculiar, específico e insubstituível na Igreja e na sociedade.

Com a presente, considerando as declarações do Bispo de Linz e da Conferência Episcopal Austríaca a esse respeito, adverte-se formalmente, conforme a norma do cânon 1.347, §1º, do Código de Direito Canônico, às mulheres acima mencionadas, que incorrerão na excomunhão reservada à Santa Sé se, antes de 22 de julho de 2002, não reconhecerem, primeiro, a nulidade das “ordens” recebidas de um bispo cismático e em contrariedade com a doutrina definitiva da Igreja, e, segundo, não se declararem arrependidas e pedirem perdão pelo escândalo causado entre os fiéis.

– Roma, da sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 10 de julho de 2002.

Joseph Card. Ratzinger
Prefeito

Tarcisio Bertone, S.D.B.
Arcebispo emérito de Vercelli, Secretário

CONGREGAÇÃO DA DOUTRINA DA FÉ

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