Recentemente assisti um vídeo[1] de um encontro ecumênico entre católicos e evangélicos, em que dialogavam sobre o Batismo. Nesse encontro um sacerdote católico, o padre Luis Toro[2], debateu com cinco pastores evangélicos.

Além do tema central do debate, que foi muito interessante, me chamou a atenção como alguns participantes da comunidade evangélica se indignaram porque o sacerdote disse que ele mesmo responderia as perguntas dos pastores. Ficaram incomodados porque esperavam dirigir perguntas diretamente aos católicos que assistiam ao debate, para “vencer” o debate quando algum deles não soubesse responder.

“Não sabem se defender! Não sabem se defender!”, gritou eufórica uma senhora aos 2 minutos de debate, e o padre condescendentemente admitiu: “Não sabem se defender; por isso eu estou aqui!”, fazendo-lhe enxergar que não se tratava de demonstrar quantos [católicos] estavam melhor preparados, mas de saber quem tinha razão [no tema em debate]. Aquela senhora não entendia quão mínima seria uma vitória sobre um oponente mal preparado! Em um debate onde a verdade não prevalece, onde vence uma parte porque a outra parte não conhece bem a fé que defende, no final ambas as partes acabam perdendo! O vencer a todo custo não se aplica aqui, ainda que um pensamento “carnal” possa apontar o inverso.

No entanto, algo que se deve reconhecer é que a preparação do católico médio costuma ser deficiente e tanto é assim que aquela senhora, nesse ponto em específico, tinha razão. Mas não é porque a preparação do protestante médio seja muito boa, eis que a maioria só conhece bem aqueles textos bíblicos “clássicos” que combatem as doutrinas católicas; porém, mesmo assim, [esses protestantes melhor preparados] são em número bem superior à maioria dos católicos.

Isso não quer dizer que um católico bem formado e com bons conhecimentos de apologética não possa responder coerentemente à maioria das objeções protestantes que, no final das contas, acabam sendo sempre as mesmas. Porém, deve-se admitir que proporcionalmente [estes católicos bem formados] são uma minoria.

Isto deve nos fazer recordar a importância de conhecer a nossa própria Fé. O velho adágio: “católico ignorante, seguro protestante”, mais do que ser desrespeitoso para com nossos irmãos separados, reflete uma verdade palpável: o católico mal preparado é muito mais propenso a ser confundido quando é abordado [por protestantes] e não sabe responder. Eu mesmo estive a ponto de me tornar protestante se não tivesse finalmente encontrado respostas na Apologética Católica.

Em alguns casos, nem sequer aquelas pessoas que cremos estar bem formadas estão livres de desconhecer questões básicas e essenciais da Fé. Vi um exemplo disso recentemente, quando um amigo perguntou nas redes sociais algo que todo católico deveria saber: “Jesus também é Yahveh?”

E as respostas, dadas por católicos, deixaram muito a desejar…

Em um dos meus próximos artigos darei a minha resposta para essa questão[3], porém aproveito para deixar a mesma pergunta no ar, para quem se anime a responder: no que você crê? Jesus também é Yahveh? E o Espírito Santo?

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NOTAS
[1] https://www.youtube.com/watch?v=WfOr2gLLqLs (em espanhol).
[2] https://www.youtube.com/channel/UCOW5HPEpO7oFtOUTQDjbfMw (em espanhol).
[3] http://infocatolica.com/blog/apologeticamundo.php/1610040804-ies-jesus-tambien-yahveh (em espanhol).

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