• Autor: Pe. Arthur W. Terminiello
  • Fonte: Livro “The 40 Questions Most Frequently Asked about the Catholic Church by Non-Catholics” (1956) / Site “Una Fides, One Faith” (http://net2.netacc.net/~mafg)
  • Tradução: Carlos Martins Nabeto

– Por que é negado às pessoas o direito de receber a Comunhão sob ambas as espécies de vinho e pão?

Os protestantes argumentam a necessidade de se receber [a comunhão] sob ambas as espécies por três passagens das Escrituras:

1) São João 6,55: “Quem come da minha carne e bebe do meu sangue tem a vida eterna”;

2) São João 6,57: “Quem come da minha carne e bebe do meu sangue permanece em mim e eu nele”;

Para cada uma dessas passagens, em que comer e beber são mencionados juntos, há outra passagem que diz apenas comer. Por exemplo:

a) São João 6,59: “Quem comer deste pão viverá para sempre”;

b) São João 6,52: “Este pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo”.

O terceiro texto usado como argumento contra a prática católica é:

3) “Portanto, quem indignamente comer deste pão OU BEBER do cálice do Senhor, será culpado do corpo E do sangue do Senhor” (1Coríntios 11,27).

A Versão [protestante] do Rei Tiago (KJV) alterou a leitura “OU beber” para “E beber”. No entanto, a leitura “OU beber” possui evidências tão avassaladoras que a KJV Revisada e a Versão Padrão Revisada (SRV) retornaram à essa leitura católica. A leitura católica poderia ser parafraseada da seguinte forma, se a dividíssemos em suas partes gramaticais:

“Quem indignamente comer deste PÃO será culpado do corpo E do sangue do Senhor”.

Da mesma forma:

“Quem indignamente beber do CÁLICE do Senhor será culpado do corpo E do sangue do Senhor”.

Isto é assim porque Cristo está inteiramente presente sob QUALQUER UMA das espécies.

No entanto, o importante não é o modo de recepção, pois assim como no Batismo, Nosso Senhor deixou a forma para ser determinada pelos Apóstolos e seus sucessores. O importante na recepção da Santa Comunhão é que recebemos o real e efetivo Corpo e Sangue de Cristo. Este fato fundamental é ignorado numa discussão sobre o modo de recepção.

A verdade da presença real é evidenciada com muita clareza nesta passagem tão citada pelos protestantes – 1Coríntios 11,27 – onde lemos que uma pessoa que RECEBE CRISTO indignamente é CULPADA do Corpo e do Sangue de Cristo. Sem a presença real, essa passagem não faria sentido: não poderia haver culpa ligada à recepção de um simples memorial.

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