Nos últimos anos, é comum ouvir e ler, da parte de grupos sectários fundamentalistas “cristãos”, a afirmação de que “Cristo não é religião, mas relação”.

O católico simples, sem preparo, fica sem saber o que responder ao ouvir essa frase tão repetida, sem a mínima análise sobre a sua veracidade ou falsidade da parte de seus postulantes. No entanto, o católico preparado não pode deixar de rir perante tal abobrinha. Os protestantes não sabem que “religião” e “relação” são palavras sinônimas? Isto é, são exatamente a mesma coisa; é como se alguém dissesse: “Jesus Cristo não é caridade, é amor!” (…)

A Real Academia de Língua Espanhola define “religião” assim:

  • “Religião natural: 1. f. Religião descoberta unicamente pela razão, fundamento das relações do homem com a divindade na própria natureza das coisas”.

Pelo pecado de Adão e Eva, rompeu-se a relação do homem com Deus. “Religião” procede do latim “religar, re-unir”. A religião é um modo de vida, são as ações cotidianas pelas quais o homem tenta restabelecer a relação com Deus. Da mesma forma que um filho, após fazer alguma travessura, altera o seu comportamento e a sua atitude para voltar a contar com a graça dos seus pais.

O postulado protestante “Cristo não é religião, mas relação” não é uma doutrina bíblica, mas humana. Eles não têm como demonstrar esta afirmação por nenhum texto da Bíblia, simplesmente por que não existe.

  • “Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: ‘Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim’. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15,7-9).

A BÍBLIA MOSTRA QUE DEUS É RELIGIÃO

  • “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve” (João 9,31).
  • “Tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua religião, e de um tal Jesus, morto, que Paulo afirmava viver” (Atos 25,19).

Ainda que não seja São Paulo quem fale aqui, seria uma grande oportunidade para São Lucas – que escreveu o livro dos Atos – esclarecer que Cristo não é religião; no entanto, não o faz! E como diz o ditado: “Quem cala, consente”.

  • “Sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu”.

São Paulo fala de quando era fariseu e ao falar de “nossa religião”, não nega o conceito, mas o adota para si.

As Bíblias protestantes evitam traduzir a palavra “religião” e preferem empregrar outros termos [p.ex.: “superstição”], mas a versão evangélica “Corrigida e Fiel” de Almeida não pôde evitar traduzir corretamente o termo nesta passagem:

  • “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.
    A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo” (Tiago 1,26-27).

Ainda que a Bíblia demonstre que Deus é religião, a tática protestante é a mesma de sempre: ignorar os textos que demonstram seus equívocos, em favor das suas doutrinas e mandamentos humanos.

NOS ÚLTIMOS TEMPOS, OS HOMENS SERÃO INIMIGOS DA RELIGIÃO

  • 1Timóteo 1,8-10: “Sabemos, porém, que a lei é boa, se alguém dela usa legitimamente. Sabendo isto, que a lei não é feita para o justo, mas para os injustos e obstinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreligiosos, para os parricidas e matricidas, para os homicidas, para os devassos, para os sodomitas, para os roubadores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para o que for contrário à sã doutrina”;
  • 2Timoteo 3,1-5: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos, porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.

Quem tiver ouvidos para ouvir, ouça!

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