• Autor: Anônimo

É comum no período do Natal que vários ateus e alguns protestantes desonestos venham com o mito de que o Natal é uma data pagã e que Jesus não nasceu no dia 25 dezembro. Muitos católicos caem nessa. Vamos provar aqui que desde o início do Cristianismo o nascimento de Cristo era celebrado nesse dia e que o Natal está longe de ser uma data pagã. Deixaremos dois artigos[*] no final refutando objeções e explanando mais sobre o assunto.

Vamos lá: os testemunhos dos antigos revelam que os Padres da Igreja apontavam 25 de Dezembro como o natalício de Cristo antes da conversão de Constantino e do Império Romano. O registro mais antigo desta situação é que o Papa São Telésforo (reinou de 126 a 137 d.C) instituiu a tradição da Missa do Galo na véspera de Natal. Embora o “Liber Pontificalis” não nos dê a data do Natal, ele assume que o Papa já comemorava o Natal e que uma Missa era realizada à meia-noite. Deste tempo, também lemos as seguintes palavras de Teófilo (115-181 d.C), bispo católico de Cesareia da Palestina:

  • “Devemos comemorar o aniversário de Nosso Senhor: a cada 25 de dezembro isso deve acontecer” (Magdeburgenses, Cent. 2. c. 6. Hospinian, De origine Festorum Chirstianorum).

Pouco tempo depois, no século III, Santo Hipólito (170-240 AD) escreveu em uma passagem, que o nascimento de Cristo ocorreu em 25 de dezembro:

  • “O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém: era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augusto estava em seu 42º ano, que é o de 5.500 desde Adão. Ele morreu no 33º ano, 25 de março, sexta-feira, no 18º ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules” (Comentário sobre Daniel 4,23).

Santo Agostinho confirma esta tradição de 25 março como a “concepção messiânica” e 25 de dezembro como o Seu nascimento:

  • “É crido que Ele foi concebido no dia 25 de março, dia em que também Ele sofreu; de modo que o seio da Virgem, no qual ele foi concebido, onde ninguém dos mortais foi gerado, corresponde à nova sepultura na qual Ele foi enterrado, na qual ninguém havia sido posto [cf. João 19,41], nem antes nem depois Dele. Mas Ele nasceu, segundo a tradição, em 25 de dezembro” (Sobre a Trindade, Livro 4, capítulo 5).

Por volta do ano 400 d.C, Santo Agostinho também observou que os donatistas cismáticos comemoravam 25 de dezembro como o nascimento de Cristo, mas que se recusavam a celebrar a Epifania em 6 de janeiro, uma vez que eles consideravam a Epifania como uma nova festa, sem base na Tradição Apostólica. O cisma donatista originou-se em 311 d.C o que indica que a Igreja Latina celebrava o Natal em 25 de dezembro.

Qualquer que seja o caso, a celebração litúrgica do nascimento de Cristo era comemorada em Roma em 25 de dezembro muito antes de o Cristianismo se tornar legalizado e muito antes de qualquer registro mais antigo de uma festa pagã para o “aniversário do Sol Invicto”.

Por estas razões, é razoável e com razão, que Cristo nasceu em 25 de dezembro no ano 1 a.C. e que ele morreu e ressuscitou em março do ano 33 d.C. Portanto, fica evidente que os primeiros cristãos sempre celebraram o nascimento de Cristo nessa data.

Feliz natal a todos!

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NOTA
[*] Artigos refutando objeções e explanando mais sobre 25 de dezembro:

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