21 DE FEVEREIRO

SANTA ADELAIDE (+1015)

A Santa Virgem e abadessa Adelaide descendia dos célebres condes de Geldern. Os pais, Megengoz e Gerberga, tiveram, fora de Adelaide, ainda um filho e duas filhas. Uma destas entrou para o convento de Santa Maria em Colônia – Alemanha, Adelaide fez-se religiosa de Santa Úrsula, na mesma cidade.

Ambas foram eleitas abadessas pela respectiva comunidade a que pertenciam. Quando os pais, por ocasião da morte do filho, construíram uma Igreja e um convento em Villich, Adelaide passou a ser abadessa desse mosteiro. Com ela entraram muitas donzelas e foi introduzida a regra de São Bento.

Em Adelaide possuíam as religiosas uma verdadeira mãe, que, com muita habilidade, guiava as filhas no caminho da perfeição e santidade, sendo-lhes em todas as virtudes cristãs modelo perfeito.

A mesma caridade que reinava no convento, Adelaide tinha para com os pobres e doentes, que se lhe dirigiam. Quinze pobres eram seus hóspedes quotidianos. No tempo de uma grande fome, o convento de Villich foi a salvação para muita gente. Grande parte de sua herança destinou Adelaide para a pobreza. Pela morte de sua irmã Bertrada, abadessa do convento de Santa Maria, no Capitólio, em Colônia, para lá foi transferida, na mesma qualidade de abadessa. Lá morreu em 1015. Deus se serviu de sua serva para operar grandes milagres, dos quais dois sejam aqui mencionados. Uma pessoa possessa do demônio ficou livre desta escravidão, e um menino paralítico recuperou o uso dos membros.

 

REFLEXÕES

 

Santa Adelaide era caridosa para com os doentes, e com palavras e bons conselhos animava-os a levar a cruz em conformidade com a vontade de Deus. Visitar doentes é uma obra de misericórdia, que muito agrada a Deus.  A visita feita a um doente deve ser sempre de utilidade para o enfermo. Uma palavra de conforto, lembrando-lhe o valor do sofrimento em união com a Paixão de Nosso Senhor, uma pequena oração feita com o enfermo, uma leitura edificante, feita da Imitação de Cristo, da Vida dos Santos ou de um outro livro piedoso, são bálsamo em dias de doença. Quem visita doentes, deve ter bastante tato, para evitar que moleste o enfermo.

 

Santa Adelaide, sentindo a proximidade da morte, externou o desejo de receber os santos Sacramentos. Este desejo todo cristão deve ter. Os santos Sacramentos, administrados na doença, não só não produzem mal algum, como pelo contrário, dão conforto, consolo e santidade à alma. Cruel, desumano e anticristão é o falso cuidado de certos parentes que, sob o pretexto de não assustar o doente, o deixem na ignorância sobre seu estado, e por todos os meios, procuram dele afastar o sacerdote e com ele os Sacramentos de Cristo.

 

Santos do Martyrologio Romano, cuja memória é celebrada hoje:

Em Seythopolis, na Palestina o Bispo mártir São Severiano

Na Sicília a morte de 79 mártires, vítimas da perseguição diocelciana.

Em Hadrumeto (Tunísia) os santos mártires Verulo, Secundino, Sirício, Félix, Servulo, Saturnino, Fortunato e mais 16 mártires, mortos pelos Vândalos.

Em Ravenna a memória do Bispo Maximiliano.

 

Fonte: LEHMAN, João Baptista. NA LUZ PERPÉTUA. Volume I. 2a Edição revista e aumentada. Edição Lar Catholico, 1935. Juiz de Fora/MG.

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