Durante a 2ª Guerra Mundial, na Itália, o Tenente Francisco Mega e seu pelotão avançava para Montese, cobrindo o flanco do 11º Regimento. O Tenente, praticando inúmeros atos de bravura, progredia, espetacularmente, apesar do intenso fogo inimigo. Súbito, ouvem todos o silvo característico de uma granada e se atiram ao chão. O Tenente Francisco Mega é mortalmente ferido.

 

          – O que é que vocês estão olhando? ? pergunta ele aos companheiros. A guerra é lá na frente. Minha morte nada significa, o importante é vocês cumprirem a missão.

 

           E, depois de passar o comando ao sargento e fazer uma série de recomendações, despede-se de um por um e exige de que continuarão atacando. A sua voz é sumida. Distribui os seus pertences entre seus camaradas e solicita  ao sargento que faça chegar às mãos de seu pai, um anel que usava e que tinha o retrato de   sua mãe. E, enfim, pede ao sargento que retire um Terço de sua jaqueta e reza com todos.

 

           E foi rezando que o bravo Tenente Francisco Mega morreu. Serenamente, sem contração alguma, calmo, ante o olhar silencioso de seus subalternos, que viam morrer digna e cristãmente um bravo de 20 anos, um menino, nos castigados campos de batalha da Itália.

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