– Mulher semi-nua, gritando palavrões e chavões sociais, invadiu o pátio da Igreja de Copacabana-RJ. Na nave da Igreja se celebrava a Missa com crianças. Outras manifestantes semi-nuas nas ruas apoiavam a integrante. Elas chamam isso de democracia. Na verdade, é só intolerância, preconceito e violência gratuita.

A “Marcha das Vadias” é um movimento social. De modo geral, ser movimento social significa que é ideológico e que, portanto, muito poucas vadias fazem parte deste movimento. Do mesmo modo que poucos sem-terra fazem parte do MST; ou como trabalhadores nos Sindicatos. E faz algum tempo que a ideologia da moda é malhar a Igreja Católica por tudo e por qualquer coisa.

No último sábado (26/05/2012), um grupo de manifestantes (uma “multidão” de 300 pessoas), autodenominado Marcha das Vadias, tumultuou o trânsito do bairro. Alguns podem ficar insatisfeitos com essas passeatas, outros podem achar uma grande palhaçada. No entanto, tudo isso faz parte do jogo democrático. Os cidadãos têm direito de parar trânsito, de esgoelar-se com palavras de ordem, de unir-se em torno de uma causa sempre que desejarem nas democracias. O que não faz parte do jogo democrático é violar leis e liberdades. E as “vadias” violaram a Constituição Federal, as “vadias” agiram de modo criminoso.

As “vadias” invadiram o pátio da Igreja de Copacabana, enquanto acontecia a Missa com crianças. Uma mulher tirou parte da roupa e gritou palavrões contra os participantes da liturgia católica. Ora, isso é crime contra a Constituição Federal! Diz a Carta Magna brasileira, no art. 5, inciso VI, que os lugares de culto religioso são protegidos para que seja livre de qualquer coação seu exercício no país.

É inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias.

As “vadias”, em nome de não sei quê, cometeram o crime de violar o lugar e o culto de uma religião. Em um país no qual a tolerância fosse um direito de todos e não de uma minoria, os responsáveis pela passeata seriam citados em um processo de investigação criminal. As que participaram desta passeata argumentam que sua motivação é democrática e que, por isso, não violaram lei alguma. Na verdade, não se trata de demandas sociais ou nada que o valha: é só intolerância, preconceito e violência gratuita contra os cristãos. E especificamente contra os cristãos, os mesmos que conseguiram os maiores benefícios que a humanidade já consignou às mulheres. Se as “vadias” tivessem um mínimo de senso histórico, beijariam o chão onde passam os sacerdotes. Se tivessem um pouco de consciência diriam aos religiosos:

“Obrigado, Reverências, por deixarem-nos viver nossas vidas vazias; obrigado por deixarem-nos cada dia arriscar nossa saúde e nossa vida em relações sexuais perigosas. Não acreditamos nos seus dogmas, mas mesmo assim vocês não nos incomodam; não cremos no seu Deus, mas mesmo assim vocês respeitam nossa liberdade. Em outros lugares do mundo estaríamos mortas por causa de nossa escolha por uma vida fútil e depravada: obrigado, senhores sacerdotes!“.

No oriente, em qualquer país de maioria islâmica, as “vadias” seriam exterminadas; a passeata terminaria com um carro-bomba e muitos mortos. Mas no Brasil, que é um país cristão, a tolerância da maioria está sendo violentada pela intolerância da minoria. Fico me perguntando: por que as senhoras vadias semi-nuas não entraram no pátio da Mesquita, que fica no Centro do Rio de Janeiro, na Av. Gomes Freire? Por que não xingaram as crianças islâmicas contra a violação dos direitos das mulheres no Iraque ou na Arábia Saudita? “Ah, não, mexer com os muçulmanos é perigoso. Já os católicos, eles são uns babacas. Então, vamos invadir as igrejas deles…” Até quando vai ser assim???

Não sei se há, mas gostaria de conversar com cada uma das manifestantes desse movimento das “vadias”, atrás de alguma que fosse sincera com seus próprios princípios. Mostraria a esse espécime raro o que pouquíssimos jornais e nenhuma televisão noticiou: a invasão da Igreja de Copacabana. E depois iria perguntar-lhe: é isso o que você chama de “tolerância”? Quantas vezes você viu um grupo de sacerdotes fazer passeata, invadir seus bacanais e arrancar-lhes das suas mãos as drogas que lhes entorpece e estraga a vida? O que permite a vocês entrar em Igrejas e ofender a Instituição e os seus fiéis?

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