Editora: Loyola (São Paulo-SP)
Ano: 2001
Páginas: 210 pp.


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O livro tem por subtítulo “Como fazer escolhas morais”. Tem por autor o pe. Kenneth R. Overberg (sj), docente de Teologia na Xavier University de Cincinnati, Ohio (EUA).

O pe. Overberg que ajudar o leitor a tomar decisões éticas em casos complexos. Afirma que o indivíduo deve seguir a sua consciência. Esta, porém, não é autônoma (não define por si só o que é bem e o que é mal), mas é teônoma ou regida pela Lei de Deus. Por conseguinte, antes de tomar uma decisão, compete à consciência olhar para a lei de Deus (que muitas vezes se manifesta  pelas justas leis dos homens) e, de outro lado, para as condições subjetivas em que se encontra o sujeito. (…) Tal é o papel da consciência: tem um parâmetro objetivo (a lei como tal, válida para todos) e um termo subjetivo (as circunstâncias em que se acha o indivíduo). Visto que estas podem ser muito complexas, torna-se, por vezes, difícil formar um juízo sobre a atitude a tomar. É precisamente para este aspecto da questão que se volta o livro do pe. Overberg; é minucioso ao ponderar tudo o que deva ser levado em conta pela consciência.

Embora pretenda ser equilibrado e prudente, o autor tende a exagerar o aspecto subjetivo das circunstâncias, como se estas estivessem, de maneira geral, acima da lei objetiva. Overberg reconhece que em muitos casos o fim não justifica os meios, mas admite que em outros casos ele os justifica. Deve-se, pois, dizer que em caso nenhum o fim (bom) justifica os meios intrinsecamente maus.

O livro de Overberg tem suas páginas instrutivas e válidas, mas a orientação geral dá excessivo peso às circunstâncias subjetivas.

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