1. Ernest RENAN (1823-1892):

    “Com seu perfeito idealismo, Jesus é a mais alta regra de vida, a mais destacada e a mais virtuosa. Ele criou o mundo das almas puras, onde se encontram o que em vão se pedem à terra, a perfeita nobreza dos filhos de Deus, a santidade consumada, a total abstração das mazelas do mundo, a liberdade enfim” (E. Renan, Vie de Jèsus, 14 c, XV,XVII,XX,XXVIII.).

    “Jesus Cristo nunca será superado” (idem pag. 325).

    “Jesus está no mais alto cimo da grandeza humana… superior em tudo aos seus discípulos… princípio inesgotável de conhecimento moral, a mais alta… Nele se condensa tudo quanto existe de bom e elevado em nossa natureza” (ibid. pag. 465,468,474).

  2. LOISY, o apóstata moderno:

    “Sente-se por tudo em seus discursos, em seus atos, em suas dores, não sei que de divino, que eleva Jesus Cristo, não somente por sobre a humanidade ordinária, mas também por sobre o mais seleto da Humanidade” (Le Quatrième Evangile, 1903, pag 72).

    “O Cristianismo representa incontestavelmente o maior e mais feliz esforço até agora realizado para elevar moralmente a Humanidade” (La Morale Humaine, págs. 185-186).

  3. HARNACK, chefe do racionalismo alemão:

    “A grandeza e a força da pregação de Jesus estão em que ela é, ao mesmo tempo, tão simples e tão rica, tão simples que até encerrada em cada um dos pensamentos fundamentais por ela expressados, tão rico que cada um dos seus pensamentos parece inesgotável, dando-nos a impressão de que jamais chegamos ao fundo das suas sentenças e parábolas”.

  4. WERNLE:

    “O desconcertante em Jesus é que Ele tinha consciência de ser mais que um homem, conservando, contudo, a mais profunda humildade diante de Deus”.

    “É totalmente impossível representar-se uma vida espiritual como a de Jesus” (P. Wernle, Die Angange Unserer Religion, 1901, pág. 25).

  5. TYRRELL:

    “Eles queriam ter a Jesus por divino, em certo sentido… Ele seria Deus a maneira de um sacerdote, de um representante, a manifestação carnal do que Deus significa para nós… Jesus seria o mais semelhante a Deus entre os homens” (Jesus or Christ? Londres, 1909, pag.15).

  6. AUGUSTO SABATIER, pai do modernismo francês:

    “Jesus Cristo é a alma mais pura que jamais existiu; sincera, pura, que conseguiu elevar-se a uma altura a que o homem nunca poderá atingir” (Esquise d’une Philosophie de la Réligion d’aprés la psychologie et l’histore, Paris, 1896. Les Religions d’autorité et la Religion de l’espirit, Paris, 1903).

  7. CHANNING, que negou radicalmente a divindade de Jesus:

    “Creio que Jesus Cristo é mais que um homem. Os que não lhe atribuem a preexistência (isto é, os que como ele negavam-lhe a divindade)não o consideram, por isso, de maneira alguma, simples homem, mas estabelecem entre ele e nós profunda diferença. Aceitam, de bom grado, que Jesus Cristo, por sua grandeza e por sua bondade, supera toda e qualquer perfeição humana” (Discurs sur le caractere de Christ).

  8. Wilhelm BOUSSET:

    “Jesus permanece, é certo, em relação a nós, a uma distância insuperável… Não ousamos medir-nos com Ele, nem nos colocarmos ao lado desse herói” (Jésus, trad. franc. da 3a. ed. alemã, Tubigen, 1907, pag.72).

  9. GOETHE:

    “Curvo-me diante de Jesus Cristo como diante da revelação divina do príncípio supremo da moralidade”.

  10. Jean-Jacques ROUSSEAU (1712-1778), expoente máximo do iluminismo francês:

    “Se a vida e a morte de um Sócrates são as de um sábio, a vida e a morte de Jesus Cristo são a de um Deus”

  11. STRAUSS, inimigo feroz do catolicismo:

    “Cristo não podia ter sucessor que se lhe avantajasse… Jamais, em tempo algum, será possível ascender mais alto que Ele, nem imaginar-se nada que sequer o iguale”.

    “Não querem admitir os Evangelhos, não porque haja razões para isso, mas para não admitir as consequências morais dos mesmos”.

Ainda que os racionalistas tivessem a prova máxima da divindade de Jesus, ainda assim não o aceitariam como Deus, para não se comprometerem com a sua doutrina. É o pecado contra o Espírito Santo. É o pecado desprezar e menosprezar as obras manifestas de Deus.

Jesus lamentou profundamente este comportamento: “Se eu não tivesse vindo e não lhes ouvesse falado, não teriam culpa, mas agora não têm desculpa do seu pecado… Se eu não houvesse feito entre eles tais obras, como nenhum outro as fez, não teriam culpa, mas agora viram-nas e, contudo, aborreceram-me a mim, e não só a mim, mas também a meu Pai” (Jo 15, 22-24).

Eis agora a conclusão, muito importante:

Se tudo isto que Jesus disse e acreditou, fosse mentira, então ele seria um paranóico, um visionário, um farsante, um delirante como tantos que já houve. Se Jesus não acreditou no que dizia, ameaçando até de perda eterna quem não cresse nele, então ele seria o mais refinado vigarista, embusteiro e impostor, digno de cadeia, pois o que ele ensinava e exigia era sério demais para a vida das pessoas. Das duas uma, então, ou Jesus era Deus, ou era um impostor, um louco varrido.

Logo, Jesus não se enganou e nem enganou ninguém; era de fato Deus encarnado, perante a lógica da própria ciência racionalista.

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