Caríssimos amigos,

Gostaria de saber se existem declarações dogmáticas da Igreja a respeito da existência do diabo como pessoa, e não como sentimento, personificação, modo de falar da época, etc.

 

Faço essa pergunta porque muitos teólogos “católicos”, geralmente alinhados com a teologia da libertação, têm negado a sua existência pessoal.

 

Por isso, queira saber se há declarações inequívocas da Igreja a esse respeito.

 

Desde já, agradeço.

Fiquem com Deus.

 

 

 

Estimado senhor,

 

Agradecemos sua consulta, principalmente pela pertinência do tema.

 

De fato, alguns teólogos contemporâneos tendem a desacreditar a milenar doutrina da Igreja. Reinterpretando os dogmas, caem no erro dos modernistas, cuja heresia já foi tão bem exposta e condenada pelo Papa São Pio X, na Pascendi Dominici Gregis. Atacando a doutrina, posicionam-se contra o Magistério e sua infalibilidade, contra o primado do Romano Pontífice, e, pois, contra a indefectibilidade da Igreja e contra o próprio Cristo, que entregou as chaves do Reino a São Pedro e deu autoridade aos Apóstolos e seus sucessores, os Bispos.

 

A função do teólogo não é reinterpretar o dado revelado, mas ajudar os fiéis a compreendê-lo, e sempre em fidelidade ao Magistério. Para isso, remetemos o consulente e todos os nossos leitores a um discurso recente de Bento XVI sobre o assunto: http://www.zenit.org/portuguese/visualizza.phtml?sid=81852

 

Passemos ao tema próprio objeto da consulta.

 

Não só a unanimidade dos santos, dos escritores eclesiásticos, e dos teólogos aprovados manifesta a crença de que o demônio é um ser pessoal, como nunca tal dado foi refutado sequer pelo sensus fidei, o senso dos fiéis. Em inúmeros pontos de centenas de documentos pontifícios há clareza sobre essa doutrina. O próprio Catecismo da Igreja Católica é suficientemente explícito ao ensinar, várias vezes e em diferentes parágrafos de seu longo texto, a existência do diabo como um ser, um anjo caído, não um simples sentimento ou energia.

 

Deixamos o consulente e todos os nossos estimados leitores, entretanto, com um só:

 

“Neste pedido, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus.” (Cat., 2851)

 

Não desanime, caríssimo senhor, se a citação desse número do Catecismo não bastar para seus adversários modernistas. Se eles atacam o Magistério, atacarão o Catecismo, fruto desse Magistério.

 

Reze pela conversão dos inimigos da Fé. E também por nós e nosso apostolado.

 

Em Cristo,

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