Gostaria que vocês postassem um bom artigo sobre a Divindade de Cristo. Estou em um debate com um rapaz que nega a divindade de Cristo. Ele rebateu um argumento meu de uma forma que nao tenho como buscar uma resposta, gostaria de ajuda. Ele me escreveu o seguinte: Alexandre, acabei de concluir a análise dos 3 textos enviados (o último peguei no portal), após analisar tudo tiro as seguintes conclusões: 1. a questão central é o texto que o autor se baseia para “fundamentar” a divindade de Jesus, ES e Trindade. Interessante não ter se preocupado com a divindade de YHWH, ele ficaria bem surpreso em descobrir que YHWH é apenas um topônimo! O autor informa usar o texto grego do NT da dupla Nestlé-Aland, da Soc Bíblica Intenacional que é uma “cópia” MONTADA a partir da TR de Erasmo de Roterdã e depois “reconciliada” com os diversos códices descobertos nos últimos séculos. Portanto, uma colcha de retalhos, como todo mundo sabe. Lá estão todas as falcatruas que se pode fazer com o texto. O autor também diz que usou diversas outras ‘versões’, todas, sem excessão, vindas diretamente do TR de Erasmo que é o auge da corrupção do texto bíblico, edição que contém todas as corrupções textuais até o século 16. Portanto, em termos de NT, o autor usa o que há de pior, o de mais corrompido. E como se não bastasse se dá o direito de ele mesmo fazer a versão dos originais para o espanhol, o que para um escolástico como você, é algo inadimissível, devido a autoridade do autor. 2. Como se tudo isto não bastasse, usa como “prova” central o chamado “Parêntesis Joanino”, em 1 João 5, 7-8 que MILAGROSAMENTE “Aparece” pela primeira vez na VULGATA, edição clementina, após o concílio de Trento, e bem no final do século 16, que mesmo após as descobertas dos principais códices do século III e IV a Igreja continua afirmando que esta FALCATRUA é ‘canônica’, finalmente em 1932 foi declarada não-canônica, mas continua nos textos bíblicos, de forma sorrateira, e ainda sendo a “prova” definitiva da divindade da trindade ou da trindade divina. Mas, voce bem sabe que esta falcatrua foi MONTADA em Oxford por um frade franciscano (tinha que ser!) chamado Froy O’Roy no “códice” falso chamado de “Codice de Dublin”. Portanto, Alexandre, lamento lhe informar que o seu texto não tem qualquer fundamento para afirmar que Jesus é deus, que o ES é deus e que muito menos que a trindade seja divina, é sim uma crença pagã imposta sob pena de morte de Constantino, imperador romano e pagão, sumo sacerdote de Mitra e Apolo, batizado no fim da vida por um bispo ariano. O que um pagão entende de Jesus, Espírito Santo, Trindade? Bom ano novo, e LIVRE!

Prezado Alexandre,

Pax Christi!

Enquanto não providenciamos um artigo mais detalhado sobre a Divindade de Cristo, encaminho algumas palavras acerca dos argumentos do seu contendor.

Não entrarei aqui na polêmica que existe entre os protestantes com relação ao chamado “Texto Recebido” (TR) e o “Texto Crítico” (TC), que o seu interlocutor de alguma forma alude em sua “primeira conclusão”. Isso é um problema que surgiu em círculos protestantes, por adotarem o princípio da Sola Scriptura (=a Bíblia é a única regra de fé e autoridade para o cristão). E essa discussão é exclusiva dos protestantes porque eles têm a extrema necessidade de saber o que EXATAMENTE foi escrito na Bíblia, para que o seu “livre exame” [outra heresia que adotam] não cause tantos escândalos e contrariedade como vemos sempre acontecer, já que cada denominação protestante ensina como doutrina inspirada alguma coisa que as outras rejeitam, como que provinda do próprio demônio).

Por outro lado, vamos apreciar melhor o que ele diz em sua “segunda conclusão”.

Comecemos por abordar o que ele chama de “Parêntesis Joanino”, melhor chamado cientificamente “Coma Joaneu”, vez que o “acréscimo” que se registra no texto de 1João 5,7-8 da Vulgata latina não é propriamente um comentário ou esclarecimento (como o uso de parênteses sugere), mas sim uma expressão aditiva (que faz emprego de vírgulas (=”comas”).

Leiamos, assim, o que consta na Vulgata clementina, em 1João 5,7-8:

– “Com efeito, são três os que dão testemunho [no céu: o Pai, o Verbo e o Espírito Santo, e estes três são só uma coisa. E são três os que dão testemunho na terra]: o espírito, a água e o sangue, e estes três são uma mesma coisa” (tradução do pe. Matos Soares).

O trecho que colocamos aqui entre colchetes corresponde àquilo que o seu interlocutor unitarista chama impropriamente de “parêntesis joanino”.

Com isto sempre em mente, passemos a analisar suas equivocadas afirmações [em vermelho]:

1) ‘Como se tudo isto não bastasse [=aquilo que consta na conclusão nº1], usa como “prova” central o chamado “Parêntesis Joanino”, em 1 João 5, 7-8 que MILAGROSAMENTE “Aparece” pela primeira vez na VULGATA, edição clementina, após o concílio de Trento, e bem no final do século 16’

O seu interlocutor está historicamente equivocado. Sim, é verdade que o “Coma Joaneu” aparece na Vulgata Clementina (como podemos ver em http://vulsearch.sourceforge.net/html/1Jo.html ), mas… quem disse que ele foi aí inserido pela primeira vez (ou seja, em pleno séc. XVI)? Muito pelo contrário! Embora o “Coma Joaneu”, ao que parece, se encontre exclusivamente nos manuscritos da Vulgata – não constando, portanto, nos manuscritos gregos que conhecemos atualmente (pelo menos nenhuma descoberta arqueológica nos mostrou isso até o momento, o que, por outro lado, também não é conclusivo) -, o fato é que a interpolação é muito antiga, como apontam diversas Bíblias modernas. Ora, até mesmo a Vulgata reproduzida pela famosa “Bíblia de Gutemberg”, impressa um século ANTES do Concílio de Trento (1545-1563), possui o trecho aqui controvertido, como podemos ver com os nossos próprios olhos em http://www.gutenbergdigital.de/gudi/eframes/index.htm , opção “Bíblia”, livro “Iohannis Primus”, fólio 308r, 1ª coluna, a partir da linha 27. A opinião da maioria dos estudiosos do assunto é que ele surgiu durante as chamadas “Controvérsias Cristológicas” dos séculos IV e V, como uma nota marginal anti-ariana ao texto de 1João 5,7-8 e, com o passar do tempo e sucessão de copistas que se revezavam copiando a Bíblia, incorporado aditivamente ao texto por volta do ano 800 (séc. IX).

2) ‘…mesmo após as descobertas dos principais códices do século III e IV…’

A que códices do século III o seu interlocutor se refere? Os códices mais antigos são o B:Vaticanus e o Aleph:Sinaiticus, ambos datados de meados do século IV (ou seja, acima do ano 550), segundo critérios científicos. Os demais códices que possuímos são todos posteriores ao século V. Aqui, na verdade, parece que o seu amigo está artificialmente tentando deslocar a sua atenção… Como ele acha que foi Constantino, no século IV, quem ordenou a crença na Santíssima Trindade (ver mais abaixo, no item 5) e não a Igreja primitiva, então nada mais natural que afirmar a existência de códices do séc. III que não contém a passagem controvertida, como se a crença na Santissima Trindade fosse “plantada” posteriormente, a partir do séc. IV – o que, também, não corresponde à verdade histórica…

3) ‘…a Igreja continua afirmando que esta FALCATRUA é ‘canônica’, finalmente em 1932 foi declarada não-canônica, mas continua nos textos bíblicos, de forma sorrateira, e ainda sendo a “prova” definitiva da divindade da trindade ou da trindade divina’

A Igreja Católica, como única Igreja fundada por Cristo, é “a coluna e o fundamento da verdade” (1Timóteo 3,15). Por isso, ela também se abre para as ciências bíblicas para obter o texto bíblico mais condizente com o original (que foi perdido pela ação natural do tempo). Por isso, se você acessar o site do Vaticano, poderá constatar que TODAS as Bíblias lá disponíveis em quatro idiomas (latim, italiano, inglês e espanhol) NÃO CONTÊM o “Coma Joaneu”; isto por dois motivos: primeiro, porque as ciências bíblicas entendem que o mesmo não se encontrava no original (era apenas uma nota marginal, como já explicamos acima); segundo e especialmente: a omissão do “Coma” em nada altera a doutrina da Igreja sobre a Santíssima Trindade, pois ela é amplamente atestada pela Bíblia, bem como pelos mais primitivos Padres da Igreja (=Sagrada Tradição). Logo, a exclusão em NADA altera a verdade e demonstra a incontestável boa-fé da Igreja Católica!!

E em língua portuguesa, o que temos nas Bíblias católicas? Temos exatamente o mesmo que o acima exposto… NÃO TRAZEM O “COMA”: Bíblia de Jerusalém, Bíblia Ave-Maria, Bíblia Sagrada Vozes, Bíblia Edição Pastoral, Bíblia do Peregrino, Bíblia Tradução da CNBB, Bíblia Mensagem de Deus e a Bíblia dos Frades Capuchichos de Portugal. TRAZEM O “COMA”: a tradução do pe. Matos Soares e a tradução do pe. Antonio Pereira de Figueiredo; porém, estas duas traduções, AMBAS ORIUNDAS DA VULGATA, são antigas e não mais editadas (desta forma, se a Neo-Vulgata for traduzida para o português – o que esperamos que logo aconteça – certamente não reproduzirá o “Coma Joaneu”).

E quanto às Bíblias protestantes? Que dizer? Ahhhhh, aí encontramos outra história: como sabemos, a tradução mais difundida e aceita pelos “evangélicos” é a tradução de João Ferreira de Almeida, a qual possui pelo menos 3 versões (“Corrigida e Fiel”, “Revista e Corrigida” e “Contemporânea”); TODAS, sem exceção, trazem o “Coma Joaneu”… Logo, embora não correspondam à atualidade das ciências bíblicas, continuam sendo produzidas e distribuídas normalmente, em qualquer “livraria evangélica”. Mas, contrariamente ao bom senso, as MESMAS editoras produzem outras traduções, mais modernas, as quais excluem o “Coma”, p.ex.: Nova Versão Internacional, Bíblia na Linguagem de Hoje, Nova Tradução na Linguagem de Hoje etc. E, em razão disso, acabam sendo “excomungadas” pelas denominações “evangélicas” mais fundamentalistas, anti-TC. Isto sim é complicado (mas não é de se estranhar que ocorra restritamente na órbita protestante, que nunca gozou de “unidade de pensar e agir”, gaças à heresia do “livre-exame” que professam)… Mas isso é um problema para os próprios protestantes discutirem e responderem…

Ao que parece, os únicos protestantes que nunca colocaram o “Coma Joaneu” em suas Bíblias foram os Testemunhas de Jeová. Mas eles são… UNITARISTAS!!! E o mais interessante disso tudo é que eles, para negar a doutrina da Santíssima Trindade, além de cortar o “Coma”, tiveram que promover a alteração na redação e na interpretação de inúmeros versículos bíblicos – o que atesta que a Bíblia [na verdade, na verdade, na verdade mesmo] supõe a Trindade de Deus; o mais conhecido é o caso de João 1,1, em que a “Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas” assim proclama: “No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era deus” (isso mesmo! “deus” com “d” minúsculo, para ficar bem claro que Cristo não é Deus com “D” maiúsculo, não obstante o vocábulo “Palavra” estar grafado com “P” maiúsculo, mas é apenas uma CRIATURA diferente das outras que, por isso mesmo, recebeu a honraria de ser chamado “deus”). E a versão inglesa da mesma “Bíblia” tem um sentido ainda mais catastrófico, colocando o artigo masculino indefinido “a” (=”um”) antes do termo “god” (=”deus”), soando a expressão: “e a Palavra era um deus” (sim, admitindo de alguma forma o politeísmo!).

4) ‘Mas, voce bem sabe que esta falcatrua foi MONTADA em Oxford por um frade franciscano (tinha que ser!) chamado Froy O’Roy no “códice” falso chamado de “Codice de Dublin”‘.

Como verificamos da leitura do item 1 supra, esta “montagem” a que seu interlocutor se refere é IMPOSSÍVEL, pois o “Coma Joaneu” se encontra em diversos manuscritos bem antigos. Como bem observa a nota correspondente a essa passagem na Bíblia do Peregrino, “a partir do final do séc. IV, faz sua aparição uma interpolação, que lentamente penetrou em manuscritos da Vulgata latina (a partir do ano 800)”. Portanto, se há alguma coisa falsa aqui são as afirmações do seu oponente…

5) ‘…a trindade seja divina, é sim uma crença pagã imposta sob pena de morte de Constantino, imperador romano e pagão, sumo sacerdote de Mitra e Apolo, batizado no fim da vida por um bispo ariano’.

Quem definiu solenemente a crença na Santíssima Trindade foi a Igreja, “coluna e fundamento da Verdade” (cf. 1Timóteo 3,15), que conta com a promessa de ser diretamente assistida por Cristo “até o final dos tempos” (cf. Mateus 28,20). Tal dogma foi SOLENEMENTE proclamado pelo I Concílio Ecumênico de Nicéia e REGULARMENTE APROVADO pelo Papa. O interesse do imperador Constantino na questão era meramente conciliatório, pois tendo reconhecido a legitimidade da fé cristã e encerrado definitivamente todas as perseguições estatais contra ela, percebeu que tal “liberdade” acarretava em grandes distúrbios públicos por causa de um certo Ário, que negava a divindade de Cristo; para tentar pacificar a questão, convocou o referido Concílio que condenou DEFINITIVAMENTE o Arianismo; este ainda persistiu por algum tempo, se subdividiu em inúmeras seitas (tal como ocorre hoje com o protestantismo, que se multiplica mais que as células de um recém-nascido, cada “crente” com sua crença “self-service”) e, por fim, desapareceu, sendo “ressuscitado” apenas no séc. XIX pelos Testemunhas de Jeová que, por sua vez, negam qualquer vínculo com os antigos Arianos (logo encontramos aqui uma NEGAÇÃO da promessa de Cristo em Mateus 16,18 e 28,20, pois a verdadeira Igreja de Cristo nunca será vencida [o Arianismo foi vencido!] e conta com a presença constante do Senhor Jesus [entre o fim do Arianismo e o seu “ressurgimento” pelos TJ’s foram 1300 anos de inatividade; logo, quantas gerações teriam se perdido por esta “inconseqüente omissão” de Deus?]…

6) ‘lamento lhe informar que o seu texto não tem qualquer fundamento para afirmar que Jesus é deus, que o ES é deus’

A Bíblia é muito rica em demonstrar a doutrina da Santíssima Trindade… Assim, o “Coma Joneu” pode ser facilmente dispensado. Deixe-nos citar um exemplo: quando estamos debatendo com protestantes é importante fazer uso dos mesmos recursos que eles possuem; por isso, costumamos a usar uma Bíblia protestante que exclui os livros deuterocanônicos; mas a “falta” de tais livros, porém, nunca nos trouxe problemas para provar a doutrina católica, pois se é verdade que uma ou outra doutrina católica pode ser explicitamente referenciada nos deuterocanônicos, também é verdade que as encontramos ainda indicadas, ao menos implicitamente, nos livros protocanônicos. Não adianta fazer uso de um “recurso” tido por ilícito por seu contendor… O importante é fazê-lo enxergar a correta e sã doutrina da Igreja, mediante o cuidadoso desenvolvimento da exposição… E tem mais: historicamente o Cristianismo adotou (e ainda adota) a doutrina da Santíssima Trindade; o Unitarianismo quer se sobrepor a essa doutrina? Pois então deverá arcar com o ônus da prova, além de demonstrar – no mínimo – como pode ser verdadeira tal doutrina se FOI VENCIDO E DESAPARECEU por completo durante centenas de anos (contrariando a exposição de Mateus 16,18), sem que isto faça de Cristo um falso profeta; afinal, Ele prometeu que estaria TODOS OS DIAS com sua Igreja ATÉ O FIM DOS TEMPOS (ver Mateus 28,20)!

Ora, com tantos erros como estes, inclusive no que tange à História, como podemos confiar que o seu oponente teria tomado MUITO MAIS CUIDADO ao estudar uma questão tão complexa quanto a Santíssima Trindade e suas relações, um dos maiores mistérios da fé? Ora, se erra no básico, porventura acertará no avançado?

Pois bem. Agora que apreciamos os falsos argumentos do seu interlocutor, permita-nos oferecer alguns subsídios bíblicos para um estudo mais aprofundado da Santíssima Trindade (prefigurações, fórmulas, relações, etc.):

Gen. 1,26; 3,22; 11,7; Prov. 8,22-31; Sal. 33,6; 107,20; Eclo. 24,1-9; Sab. 1,7; 7,22-23; 18,14-15; Is. 6,8; 9,7; 55,10-11; 59,21; 63,10-11; Ne. 9,30; Mat. 3,16; 28,18-19; Luc. 1,30-35; Jo. 14,16.26; 15,26; 16,13-15; At. 2,32-33; 7,55; 10,37-38; Rom. 8,14-17; 11,36; 1Cor. 12,4; 2Cor. 13,13; Gál. 4,4-6; Ef. 1,3-14; 2,18.22; 4,4-6; 1Tes. 1,3-5; Tit. 3,4-6; Heb. 2,3-4; 1Ped. 1,1-2.

Muitos outros versículos poderiam ser citados; sugiro, assim, que você adquira a Bíblia de Jerusalém para auxiliá-lo nos seus estudos. Como bem escreveu o grande Doutor da Igreja, São Gregório de Nanzianzo (+390): “O Antigo Testamento manifestou claramente o Pai e obscuramente o Filho. O Novo Testamento manifestou o Filho e obscuramente indicou a divindade do Espírito Santo. Hoje, o Espírito habita entre nós e se dá mais claramente a conhecer, pois teria sido inseguro pregar abertamente o Filho antes de ser reconhecida a Divindade do Pai; ou, antes de ser reconhecida a Divindade do Filho, impor-se, por assim dizer, a do Espírito Santo (…) Era melhor que, por adições parciais, (…) por ascensões de glória, brilhasse progressivamente o esplendor da Trindade” (5º Discurso Teológico).

Considerando, ainda, que o seu interlocutor abriu, sem querer, “a porta” para a História (geralmente os protestantes só aceitam a Sola Scriptura em seus debates com católicos, ou seja, querem que provemos a doutrina católica fazendo uso exclusivamente da Bíblia e mais nada), apresente-lhe ainda os testemunhos patrísticos em favor da Santíssima Trindade, todos ANTERIORES ao séc. IV:

Didaqué 7,1-3; Clemente de Roma (1ª Ep. Corint. 46,6; 58,2); Inácio de Antioquia (Ep. Ef. 7,2; 9,1; Ep. Magn. 13,1-2); Policarpo de Esmirna (Mart.S.Polic. 14,1-3); Justino de Roma (Apol. 1,13,1.3-6; 1,61); Atenágoras de Atenas (Súpl.Crist. 10); Teófilo de Antioquia (Autol. 1,2,14); Ireneu de Lião (Contr.Her. 1,10,1; 3,9,3.10; 4,20,4; 4,32,3; Demonstr.Ens.Apost. 7); Clemente de Alexandria (Paed. 1,6); Tertuliano de Cartago (Contr.Prax. 2,3; 3,1-2.6; 8,7; 27,10-11.13; Do Bat. 6,1-2; Dos Princ. 1,3,7); Orígenes de Alexandria (Da Or. 33; Contr.Cels. 3,41).

Há, por fim, uma obra muito importante, da pena de Santo Agostinho, intitulada “A Trindade”; você poderá encontrar o texto integral desta obra, em língua portuguesa, na Coleção Patrística publicada pela editora Paulus.

Espero tê-lo ajudado.

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