– Não é verdade que muitos hispânicos-católicos estão abandonando a Igreja porque as seitas fundamentalistas criaram uma espécie de mentalidade “Eu e Jesus”, que os hispânicos acham atrativa em detrimento dos aspectos comunitários da fé? (Anônimo)

Sim e não. Alguns hispânicos-católicos deixaram o Catolicismo e ingressaram em outros grupos [religiosos] por essa razão, mas não apenas por isso. Mesmo nos casos em que a mentalidade “Eu e Jesus” existe, há uma certa quantidade de coisas que se considerar. A atitude “Eu e Jesus” pode refletir uma ênfase superestimada no experimentalismo, o lado pessoal da fé. Às vezes as pessoas estão tão concentradas naquilo que obterão de Deus através da Igreja que elas perdem o senso da igual importância da matéria que diz respeito ao que elas devem vivenciar.
O Cristianismo é mais que uma experiência. Envolve verdades de fé, um certo modo de viver, e adorar Deus conforme a sua vontade. Tudo isto se envolve para conhecê-Lo. A fé é muito mais que uma experiência que alguém pode ter em um chamado ao altar.

A abordagem “Eu e Jesus” pode ser atrativa para o Cristianismo quando falta a alguém o aspecto pessoal da fé cristã. Alguém pode não ter – como dizem os fundamentalistas – “um relacionamento pessoal com Jesus Cristo” porque não conhece o que a Igreja diz sobre Jesus ou, se sabe, não deseja segui-Lo.

É impreciso achar que tudo o que os hispânicos querem, ao deixarem a Igreja, é uma “vaga comunidade”. O que muitos querem é ouvir e tentar viver a verdade do Evangelho. O Fundamentalismo oferece uma versão incompleta do Evangelho; o Catolicismo, quando é realmente ensinado e vivido, oferece a versão completa. Esta é a mensagem que devemos ajudar os católicos hispânicos e não-hispânicos a ouvir.

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