Espaço do Leitor

Protestante pergunta se pedro foi o primeiro papa

[Leitor autorizou a publicação de seu nome no site] Nome do leitor: Paulo
Cidade/UF: Rio de Janeiro/RJ
Religião: Protestante Histórico

Mensagem
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Bom dia, prezados irmãos católicos. Gostaria de ler o comentário de vocês sobre o texto abaixo. Já li muitos artigos neste site sobre esse tema e confesso que não me convenci a pensar como vocês.

A paz do Senhor.


Prezado Paulo, a Paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Primeiramente quero agradecer-lhe o contato. Com a Graça de Deus cada vez mais protestantes visitam nosso sítio e tiram dúvidas. Pena que nem todos são cordiais como você.

Antes de comentar o artigo que você nos remete, gostaria de fazer algumas considerações.

Este texto prova como é a mentalidade protestante em relação à Verdade. O protestante costuma plasmar um passado cristão com base naquilo que ele entendeu ler na sua Bíblia incompleta de 66 livros. Desta forma para ele a Verdade está naquilo que ele entendeu, ou pior, que deseja entender, e não na perene Memória Cristã que já tem quase 2.000 anos. Em todos os tempos surge alguém que “descobriu” o Verdadeiro cristianismo, sendo que a Verdade nunca deixou de estar na Igreja instituída por Cristo, a Igreja Católica.

O Catolicismo não se fundamenta em subjetivismo bíblico. O Catolicismo se fundamenta no testemunho perene da Igreja, que começou com os Apóstolos e se perpetuou de geração em geração. Claro que os escritos bíblicos corroboram com esta perene doutrina, aliás, a seleção dos livros bíblicos dependeu dela.

Ora, só a Verdadeira doutrina cristã é perene, isto é, a mesma ontem, hoje e sempre. E é através dos Escritos dos Santos Padres, os discípulos dos apóstolos que podemos provar objetivamente que o ensino católico de hoje é o mesmo de sempre.

O Dr. Samuelle Bacchiocchi é um adventista “moderno”. Felizmente ele não aceita a inspiração divina das obras da Sra. Ellen White, mas infelizmente prossegue no erro que ela ajudou a engendrar no protestantismo. Ora se toda doutrina de Ellen White se baseia em equívocos e seus escritos não passam de plágio de outros autores, isto por si só prova a fragilidade de suas doutrina, mas como é de praxe, os protestantes crêem no que desejam crer.

Vamos aos nossos comentários. O texto do Dr. Bacchiocchi está em preto e o nosso em azul.

Pedro é de fato a “rocha”, mas teria sido o primeiro papa?

Teoria Petrina. Nenhuma tentativa pode ser feita neste espaço para expor todas as falácias da teoria petrina e da sucessão apostólica. Para efeito de brevidade limitarei meus comentários ao texto básico de Mateus 16:18 empregado para provar a teoria petrina. Cristo diz a Pedro: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Como eu disse, Dr. Bacchiocchi segue a mentalidade clássica protestante e a projeta sobre o catolicismo. A Igreja Católica crê e ensina o Primado de Pedro não por causa de Mt 16,18 mas, por esta ser a fé de sempre da Igreja, que se pode testificar no referido versículo do Evangelho, demonstrando que a fé católica não é anti-bíblica como pretendem nossos acusadores.

A questão é, quem é a “rocha” sobre a qual Cristo edificou Sua igreja? Obviamente para os católicos, a “rocha” é Pedro como pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a Sua igreja. Eles corretamente assinalam que o jogo de palavras-“Tu és Petros e sobre esta Petra”-revela que há uma inegável conexão entre os dois termos.

Assim, Pedro é a Petra sobre a qual Cristo edificou Sua Igreja. Os protestantes obviamente rejeitam a interpretação católica, argumentando, ou que a “rocha” seria o próprio Jesus ou a confissão de Pedro quanto a Cristo. Pelo último ponto de vista, o texto rezaria: “Tu és Pedro e sobre mim como rocha eu edificarei a Minha Igreja”. Pela última interpretação: “Tu és Pedro e sobre a rocha de Cristo que tu confessaste edificarei Minha Igreja”.

O problema com ambas essas interpretações populares é que não fazem justiça ao jogo de palavras. No grego há uma inegável ligação entre “Petros” e “Petra.” A questão não é se “Petra-a rocha” refere-se a Pedro, mas em que sentido Pedro é “Petra-a rocha”. Em minha opinião, Pedro é “Petra-a rocha”, não no sentido católico de ser a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou Sua igreja, mas no sentido de que Pedro é o fundamento inicial da igreja, edificada sobre o fundamento dos apóstolos, com Cristo como pedra de esquina.

Já houve avanços aqui. Todo exegeta sério não negará que a pedra é Pedro, principalmente se for analisar o texto original em aramaico. Naquele versículo Jesus está mudando o nome de Simão para Pedro, instituindo-o como sinal de unidade. Este versículo é interessante, pois, até aquele momento os apóstolos estavam em dúvida sobre a pessoa de Jesus. Porém Simão não tinha dúvida, sua fé na divindade e messianidade de Cristo era firme, tão firme que mereceu ser chamado pelo Salvador de rocha, isto é, Pedro.

Porém, apesar de o texto de Mateus (1) (seja no arameico ou no grego) confirmar que Pedro é a pedra da qual falou Nosso Senhor é necessário a todo protestante negar o primado de Pedro, caso contrário ele se verá obrigado a reconhecer o Primado de Pedro. E é exatamente isto que faz o Dr. Bacchiocchi, quando diz que Jesus pretendia apontar Pedro no sentido de ser o princípio da Igreja, a primeira pedra. Esta negação é nova, visto que a clássica (que Pedro é uma pequena pedra) não se sustenta mais e assim o protestantismo só vai arrumando novas desculpas para não aceitar a verdade evidente.

Vejamos a justificativa do Dr. Bacchiocchi:

Esta interpretação assenta-se sobre duas considerações principais. Em primeiro lugar, o Novo Testamento retrata a igreja como um edifício, sendo “edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Efés. 2:20; cf. 1 Ped. 2:4-8; 1 Cor. 3:11). A imagem da igreja como edifício sugere que a igreja não se firma sobre a rocha fundamental de Pedro, mas começa com Pedro como primeira pedra. Ele foi a primeira pessoa a confessar e aceitar a Jesus de Nazaré, como o Cristo, ou seja, o Messias, “o Filho do Deus vivo” (Mat. 16:16). Sendo o primeiro converso a aceitar publicamente a Cristo, Pedro tornou-se num certo sentido “o primeiro membro oficial” da igreja, ou a primeira pedra fundamental do edifício espiritual que é a Igreja.

Com efeito, a Igreja no NT é comparada a um edifício em construção. Note que aqui o fundamento da Igreja é a pregação dos apóstolos e não a Bíblia como pretendem os protestantes. Aliás, naquele tempo muitos livros no NT nem existiam e nem um cânon do AT. Também concordamos que toda pregação apostólica, fundamento da Igreja, tem Cristo com pedra angular.

Partindo desta verdade magistral, Dr. Bacchiocchi sofisma ao pensar que a Igreja é edificada sobre pessoas. Não! A Igreja não é edificada sobre pessoas, mas sobre o “fundamento dos apóstolos”. Fundamento dos Apóstolos não é o conjunto dos apóstolos, mas sua pregação, seu anúncio, cumprindo o mandato do Divino Salvador: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,19-20). A partir do momento que Jesus mandou os apóstolos ensinar “todas as nações” a “observar tudo” que Ele prescreveu, a Sua doutrina, a Sua Revelação é o fundamento da Igreja. Como foi comunicada pelos apóstolos, é também chamada de “fundamento dos apóstolos”.

A tese de que tenha sido Pedro o primeiro crente é também frágil. A primeira pessoa a crer em Cristo foi Sua Mãe, a Virgem Maria. Se formos seguir o sofisma do Dr. Bacchiocchi deveria ser ela a primeira pedra da Igreja, ainda mais porque segundo os protestantes, as mulheres também podem ser “pastoras”. Se é verdade, porque Cristo não chamou Sua Mãe ao ministério? Que sinuca não?

Continuemos…

Um segundo ponto importante, ignorado pela Igreja Católica, é que o Novo Testamento considera a igreja, não como uma organização hierárquica visível dirigida pelo papa com seus bispos, mas como uma comunidade invisível de crentes que são unidos pela mesma fé em Cristo. Na Bíblia “a igreja” não é uma organização religiosa, mas o “povo de Deus”. Tanto o hebraico qahal quanto o grego ekklesia, traduzidas por “igreja”, referem-se, na verdade, à “congregação” de crentes, que foram chamados do mundo (Deut 7:6; Osé. 1:1; 1 Ped. 2:9) a fim de ser uma luz no mundo (Deut. 28:10; 1 Ped. 2:9).

Isso significa que quando Jesus falou sobre edificar Sua igreja, Ele não tinha em mente o estabelecimento de uma organização religiosa hierárquica, mas a edificação de uma comunidade de crentes que pela fé O aceitariam e O confessariam perante o mundo. Neste contexto, Pedro, por ser a primeira pessoa a confessar e aceitar a Jesus como o “Cristo”, que significa “Messias”, tornou-se a primeira pedra viva do edifício espiritual que consiste de uma comunidade de crentes. A idéia de Pedro ser o fundamento da igreja como organização hierárquica identificada com a Igreja Católica é alheia ao texto e aos ensinos do Novo Testamento.

Um ponto importante ignorado pelo Dr. Bacchiocchi é que a Igreja Católica existe a quase 2.000 anos. Será que Ela não tem mais conhecimento de causa do que os eruditos de hoje que nem sequer conhecem a Memória Cristã?

Com efeito, Igreja vem do grego ekklesia, que significa congregação, “povo de Deus”. Porém, deste o judaísmo o “povo de Deus” era uma congregação hierárquica. Basta ver a autoridade de Moisés, dos Juízes e dos Reis. No tempo de Cristo, os Fariseus (cf. Mt 23,2) e o Sinédrio.

Que a Igreja é uma instituição hierárquica isto se prova pelo próprio NT. Na sua primeira carta aos coríntios S. Paulo ensina que a Igreja foi fundada de cima para baixo: “Na Igreja, Deus constituiu primeiramente os apóstolos, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas” (1Cor 12,28).

S. Paulo ensina que a Igreja foi fundada de cima para baixo: Deus>Cristo>Apóstolos>demais fiéis. E da mesma forma se perpetua pelos séculos. Daí a origem da sucessão dos apóstolos, tema que trataremos adiante.

Sem hierarquia não há autoridade. Era preciso que Deus instituísse a hierarquia na Igreja para lhe garantir a Unidade de Fé e Doutrina (cf. Ef 4,5). Ora, porque o Protestantismo não há unidade doutrinária? Por que não há alguém a quem se possa recorrer para dirimir dúvidas ou dar a palavra final. Notem que não estou falando de fiéis, estou falando de Igreja como instituição. Um exemplo: a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) possui pontos doutrinários em discordância com a Igreja Evangélica de Confissão Luterana (IECL). As duas são instituições protestantes e quem no Protestantismo tem autoridade para encerrar essas divergências? NINGUÉM! E a babel continua.

Por que se realizavam os Concílios? Exatamente para conciliar (por isso o nome Concílio para as reuniões dos bispos de todo mundo). Na própria Era apostólica os apóstolos não reuniram um Concílio em Jerusalém (cf. At 15)? Lá por acaso não instituíram normas que deveriam ser observadas por toda a Igreja (cf. At 16,4)? Como isso poderia ter sido feito se eles não tivessem autoridade para tal?

A própria autoridade apostólica é uma bela prova da constituição hierárquica da Igreja. S. Paulo em suas cartas fez várias menções à sua autoridade apostólica (2 Cor 10,2.8; Fm 1,8; Gl 2,6; 1Ts 2,7).

Quem disser que a hierarquia existia apenas para questões administrativas mente tremendamente falseando a Verdade.

Existe de fato uma linha sucessória ininterrupta entre Pedro e Bento XVI?

Sucessão Apostólica. Um golpe fatal sobre a reivindicação petrina da Igreja Católica é a falta de qualquer apoio neotestamentário para o primado de Pedro na igreja apostólica. Se, de acordo com a alegação católica, Cristo designou Pedro como Seu vigário para governar a igreja, então se esperaria que Pedro agisse como líder da igreja apostólica. Mas dificilmente seria este o caso.

Por exemplo, não há indicação de que Pedro jamais tenha servido como presidente da igreja de Jerusalém. A estrutura organizacional da igreja de Jerusalém pode ser caracterizada como um colegiado com uma presidência. Mas não há indicação de que Pedro jamais serviu como o presidente em exercício daquela igreja. No Concílio de Jerusalém, foi Tiago, e não Pedro, quem presidiu nas deliberações (Atos 15:13).

Sim, existe uma linha sucessória ininterrupta entre Pedro e Bento XVI. É fato histórico que a sucessão entre os Bispos Romanos nunca foi interrompida, apesar do surgimento de anti-papas (pessoas reivindicando falsamente o Episcopado Romano), tema que trataremos adiante.

Me parece que o Dr. Bacchiocchi não leu bem a sua Bíblia, pois nela há sim vários testemunhos do primado petrino.

Além do clássico Mt 16,16-19, citaremos Lc 22,31-32: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça; e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos“. Aqui Nosso Senhor ora ESPECIALMENTE por Pedro e confia SOMENTE A ELE o encargo de confirmar os demais cristãos, especialmente os outros apóstolos. Por que Cristo faria isso se não fosse Pedro o chefe de Sua Igreja? Ora, por causa de seu encargo especial Pedro recebeu de Jesus um carisma também especial.

É Pedro que preside a sucessão de Judas por Matias (cf. At 1,13-26), uma prova bíblica da sucessão dos apóstolos. É Pedro que preside a primeira pregação da Igreja (cf. At 2,14-47) ao mundo, naquele dia foram “mais ou menos três mil o número dos adeptos” à Igreja.

No Concílio de Jerusalém, é Pedro que abre a sessão (cf. At 15,7). Neste momento suas palavras são muito reveladoras: “Irmãos, vós sabeis que já há muito tempo Deus me escolheu dentre vós, para que da minha boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem” (grifos meus). Ora, lá em Jerusalém estavam reunidas todas as pessoas de autoridade (apóstolos e anciãos) e Pedro diz que entre eles Deus “há muito tempo” o havia escolhido para que “os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem”. Se não fosse claro que S. Pedro possuía o Primado entre eles, com certeza haveria alguma discussão. Porém, isso nem é cogitado. Depois S. Tiago, toma a palavra e expõe seu parecer com base no que disse S. Pedro. O fato de S. Tiago concluir a questão, só demonstra que a solução para a questão já estava clara quando S. Pedro se pronunciou. Dizer que S. Tiago foi o chefe do Concílio é  “forçar a barra” por demais. Mas o que poderíamos esperar de alguém que lê Jo 6,55 e diz que Cristo não quis dizer o que disse?

Poderia cansá-lo com tantos exemplos da escritura sobre o Primado de S. Pedro, mas vou terminar citando At 10,5 onde o Espírito Santo manda o centurião Cornélio trazer S. Pedro à sua casa, pois dele deveria ouvir o Santo Evangelho. Não podia o Espírito Santo ter mandado chamar qualquer outro apóstolo? Ou até mesmo um ancião? Essa é mais uma prova da liderança petrina na Igreja.

Ademais, a autoridade final da igreja de Jerusalém restava não sobre Pedro, mas sobre os apóstolos, mais tarde substituídos por “presbíteros”. Por exemplo, foram “os apóstolos” que enviaram Pedro a Samaria (Atos 8:14) para supervisionar as novas comunidades cristãs. Foram os “apóstolos” que enviaram Barnabé a Antioquia (Atos 11:22). Foram os “apóstolos e presbíteros” que enviaram a Judas e Silas para Antioquia (Atos 15:22-27). Foi “Tiago e os presbíteros” que recomendaram que Paulo se submetesse a um rito de purificação no Templo (Atos 21:18, 23-24).

Tivesse Pedro sido designado por Cristo para servir como Cabeça da Igreja, ele teria desempenhado um papel significativo nas decisões acima mencionadas. Não há indicação de que Paulo considerasse a Pedro como líder da igreja. Narrando um incidente de quando Pedro foi para Antioquia Paulo declara: “resisti-lhe face a face, porque se tornara repreensível” (Gál. 2:11). A ação de Paulo dificilmente sugeriria que Pedro fosse reconhecido e respeitado como a infalível cabeça da igreja.

Dr. Bacchiocchi como todo bom protestante fala de coisas que desconhece totalmente. Se soubesse o que reza a doutrina católica sobre a Infabilidade do Papa, não escreveria tanta bobagem. Sugiro que ele leia a encíclica “Pastor Aeturnus” (2) e se informe melhor.

O Papa é infalível em circunstâncias bem específicas. Não significa que ele não peque e nem que todo pronunciamento seu seja infalível. A ação de S. Paulo mereceu todos os aplausos, afinal, se o Papa num ato seu que não está coberto pelas circunstâncias da infabilidade ainda age contra a Fé, tem que se repreendido. Em resumo, a infabilidade não se estende aos atos pessoas do Papa, e nem mesmo a todos seus atos de governo. Além disto, o poder do Papa é supremo, mas não é ilimitado. Como dizia Cícero “a falta de informação é princípio dos males”. Houve casos na história da Igreja em que Bispos ou presbíteros agiram de forma semelhante a S. Paulo. Para saber mais sobre o ministério petrino e este episódio narrado por S. Paulo nos Gálatas, recomendo ler um outro artigo nosso (3).

O falso argumento do Dr. Bacchiocchi contra a liderança petrina se volta contra si próprio. Se foi Tiago o chefe da Igreja de Jerusalém nos termos por ele colocado, S. Tiago “teria desempenhado um papel significativo nas decisões acima mencionadas”, mas o próprio Bacchiocchi diz que estes atos foram do colégio apostólico. Um leitor menos atento se deixa levar por tamanho engodo sofismático! Ora, o fato dos apóstolos tomarem decisões juntos, num ato colegial, não anula o fato dentre eles existir um chefe.

Tal absurdo seria como afirmar que o fato de várias decisões no Império Romano serem tomadas pelo colégio dos senadores (o Senado) significasse a inexistência de um Imperador. Ou, o fato de no governo Brasileiro várias decisões são tomadas pelo Congresso Nacional, significasse a inexistência de um Presidente da República.

Os testemunho a que o Dr. Bacchiocchi nos remete testemunham tão somente o ato colegial dos apóstolos e não a ausência de um chefe visível, verdade esta que já demonstramos pela própria Bíblia.

Alguém poderia dizer: “mas em At 21,18.23-24 foi Tiago o tomador das decisões”. Sim, com toda certeza. Isso primeiro prova a instituição hierárquica da Igreja, negada pelo próprio Dr. Bacchiocchi. Bem, livro de Atos deixa de falar sobre S. Pedro no capítulo 16 em diante, tratando então do ministério de S. Paulo. Segundo os antigos historiadores da Igreja (Júlio Africano, Sócrates e Eusébio), S. Pedro evangelizou em Antioquia, Icônio e Roma. Quando o evento relatado em At 21 aconteceu, provavelmente S. Pedro não estivesse mais em Jerusalém. Sabe-se ainda que único apóstolo que permaneceu em Jerusalém foi S. Tiago (não confundir com S. Tiago maior, irmão de S. João, este morreu pela espada de Herodes cf. At 12,2), logo era natural que ele ocupasse a Sé em Jerusalém como seu Bispo.

Ademais, Paulo se refere aos “pilares” da Igreja apostólica como sendo “Tiago, Cefas, e João” (Gál. 2:9). O fato de que “Tiago”, o irmão do Senhor, é mencionado primeiro indica ser ele, antes que Pedro, quem servia como líder da igreja. Caso os apóstolos entendessem que Pedro houvesse sido designado por Cristo para servir como cabeça da igreja, ter-lhe-iam confiado a liderança da igreja. Mas o fato é que Pedro nunca é visto no Novo Testamento como o único líder da igreja apostólica.

Dr. Bacchiocchi tenta justificar seus equívocos com detalhes secundários em detrimento de verdades escandalosas. Os Evangelhos quando listam o nome dos apóstolos sempre coloca S. Pedro em primeiro lugar (cf. Mt 10,2). Com efeito, parece que entre os doze os mais importantes eram Pedro, Tiago e João, mas também no Evangelho a preferência é colocar S. Pedro em primeiro lugar (cf. Mt 17,1; Mc 3,16; Lc 6,14;).

Alguém poderia dizer: “mas Pedro encabeça a lista dos apóstolos simplesmente pelo fato de ter sido o primeiro apóstolo”. Respondemos que o primeiro apóstolo foi seu irmão André, este depois chamou Pedro para conhecer Jesus (cf. Jo 1,38-42).

A missão de S. Pedro não era ficar em Jerusalém, ele deveria ir à Roma, pois de lá o Evangelho se espalharia facilmente (“todos os caminhos levam à Roma”) tanto por ser o centro do mundo quanto por não sofrer a influência dos judeus. É de Roma que S. Pedro escreve sua primeira epístola (cf. 1Pd 5,13), utilizando o codinome Babilônia para aquela cidade devido à grande semelhança no pecado. Com efeito, o próprio Cristo já havia dado pista de como S. Pedro deveria glorificá-lo (cf. Jo 21,18-19).

A noção de que Cristo investiu a Pedro de autoridade para governar a igreja e que tal autoridade tem sido transmitida numa ininterrupta sucessão até seu último sucessor é uma invenção católica destituída de qualquer suporte bíblico. Isso primeiro apareceu nos escritos de Irineu, bispo de Lyon (175-195 A.D.), que emprega o argumento da sucessão apostólica para refutar agnósticos heréticos. Ele alega que os ensinos agnósticos eram heréticos porque são rejeitados por aquelas igrejas que podem traçar o seu pedigree (sucessão-Contra as Heresias, livro 3).

Dr. Bacchiocchi esforça-se tremendamente para “camuflar” a Verdade. Escreve de forma totalmente desonesta e contra a inteligência.

Qualquer um em sã consciência e honestidade há de concordar que nas Igrejas instituídas pelos apóstolos, que tiveram Bispos que foram seus discípulos pessoais, nós encontraremos a doutrina cristã autêntica. A Verdade é perene. O que era verdade naquele tempo continua sendo verdade hoje. Foi neste sentido que S. Ireneu combateu os gnósticos, e como nós combatemos os protestantes. Se alguém confessa X achando que está certo quando na verdade está errado, devemos mostrar a ele que foi Y o que sempre se creu na Igreja desde tempos muito remotos. Se como vimos a Igreja primitiva tinha como fundamento a doutrina dos apóstolos, nada mais natural que somente onde há verdadeira sucessão dos apóstolos tenha sido conservada sua doutrina.

Ora, se existem testemunhos antigos que provam a sucessão dos apóstolos, estas evidências só podem ser indícios da realidade que testificam. Nenhum tribunal rejeitaria tais evidências sob a alegação ou apresentação de hipóteses.

Antes mesmo de S. Ireneu, S. Clemente (o quarto Papa) discípulo pessoal de S. Pedro e S. Paulo, no final do século I (90 d.C), portanto quando S. João ainda estava vivo, intervindo na Igreja de Corinto, porque os fiéis haviam deposto o Bispo e os presbíteros (forte testemunho do Primado de Pedro e sua continuidade nos sucessores de S. Pedro), ensina que aqueles homens não poderiam ser depostos, pois eram sucessores dos apóstolos:

42. Os apóstolos receberam do Senhor Jesus Cristo o Evangelho que nos pregaram. Jesus Cristo foi enviado por Deus. Cristo, portanto vem de Deus, e os apóstolos vêm de Cristo. As duas coisas, em ordem, provêm da vontade de Deus. Eles receberam instruções e, repletos de certeza, por causa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo, fortificados pela palavra de Deus e com plena certeza dada pelo Espírito Santo, saíram anunciando que o Reino de Deus estava para chegar. Pregavam pelos campos e cidades, e aí produziam suas primícias, provando-as pelo Espírito, a fim de instituir com elas bispos e diáconos dos futuros fiéis. Isso não era algo novo: desde há muito tempo, a Escritura falava dos bispos e dos diáconos. Com efeito, em algum lugar está escrito: ?Estabelecerei seus bispos na justiça e seus diáconos na fé’ […]

44. Nossos apóstolos conheciam, da parte do Senhor Jesus Cristo, que haveria disputas por causa da função episcopal. Por esse motivo, prevendo exatamente o futuro, instituíram aqueles de quem falávamos antes, e ordenaram que, por ocasião da morte desses, outros homens provados lhes sucedessem no ministério” (grifos meus).

Como se vê, o fundamento da sucessão apostólica já estava muito bem desenvolvido no primeiro século.

Vamos a Santo Ireneu. Este homem foi discípulo pessoal de S. Policarpo, que por sua vez foi discípulo pessoal de S. João. A proximidade de S. Ireneu com a doutrina apostólica é evidente e incontestável; tanto que os primeiros cristãos o considerável homem apostólico. Vejamos o que ele escreveu e tanto incomodou o Dr. Bacchiocchi:

“3,3 Os bem-aventurados apóstolos [Pedro e Paulo] que fundaram e edificaram a igreja transmitiram o governo episcopal a Lino, aquele Lino que Paulo lembra na epístola a Timóteo. Lino teve como sucessor Anacleto. Depois dele, em terceiro lugar, depois dos apóstolos, coube o episcopado a Clemente, que tinha visto os próprios apóstolos e estivera em relação com eles, que ainda guardava viva em seus ouvidos a pregação deles e diante dos olhos a tradição. E não era o único, porque nos seus dias viviam ainda muitos que foram instruídos pelos apóstolos. No pontificado de Clemente surgiram divergências graves entre os irmãos de Corinto. Então a igreja de Roma enviou aos coríntios uma carta importantíssima para reuni-los na paz, reavivar-lhes a fé, e reconfirmar a tradição que há pouco tempo tinha recebido dos apóstolos, isto é, a fé num único Deus todo-poderoso, que fez o céu e a terra, plasmou o homem e provocou o dilúvio, chamou Abraão, fez sair o povo do Egito, conversou com Moisés, deu a economia da Lei, enviou os profetas, preparou o fogo para o diabo e os seus anjos. Todos os que o quiserem podem aprender desta carta que este Deus é anunciado pelas igrejas como o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo e conhecer a tradição apostólica da igreja, porque mais antiga do que aqueles que agora pregam erradamente outro Deus superior ao Demiurgo e Criador de tudo o que existe.

 

A este Clemente sucedeu Evaristo; a Evaristo, Alexandre; em seguida, sexto depois dos apóstolos foi Sisto; depois dele, Telésforo, que fechou a vida com gloriosíssimo martírio; em seguida Higino; depois Pio; depois dele, Aniceto. A Aniceto sucedeu Sóter e presentemente, Eleutério, em décimo segundo lugar na sucessão apostólica, detém o pontificado. Com esta ordem e sucessão chegou até nós, na Igreja, a tradição apostólica e a pregação da verdade. Esta é a demonstração mais plena de que é uma e idêntica a fé vivificante que, fielmente, foi conservada e transmitida, na Igreja, desde os apóstolos até agora (grifos meus).

Desde S. Pedro até o tempo de S.Ireneu houve treze Papas na Igreja, isto é, S. Pedro teve até aquele tempo (202 d.C) doze sucessores no Episcopado de Roma. Isto é fato. Isto é história. S. Ireneu não inventou a sucessão apostólica, muito menos forjou a lista dos Bispos Romanos.

Dr. Bacchiocchi antes de tentar enganar você, enganou a si próprio. Veja que ele diz que S. Ireneu usou o fundamento da sucessão apostólica contra os gnósticos porque eles tinham uma doutrina diferente das igrejas que tinham sucessores dos apóstolos. Com este argumento ele quer distrair a atenção do leitor menos atento. Ora, com efeito, foi isso mesmo que S. Ireneu fez, e pelas razões que já demonstramos, porém isso não elimina o fato histórico de que houve sucessão de S. Pedro em Roma. A sucessão dos Bispos em Roma (os Papas) é tão verdadeira quanto o martírio de S. Pedro e S. Paulo na mesma cidade. Se alguém for dizer que a sucessão dos Bispos em Roma é mentira porque não se encontra na Bíblia, também Pedro e Paulo não morreram lá pela mesma razão. É evidente que argumentos assim são falaciosos e não corroboram com a Verdade.

Para saber mais sobre a sucessão dos apóstolos, não só em Roma, mas também em outras cidades importantes da antiguidade leia um trabalho meu a respeito (4).

O argumento da sucessão apostólica serviu a um propósito útil na igreja primitiva quando a formação do Novo Testamento estava ainda em progresso. Os líderes da igreja precisavam de uma autoridade objetiva para refutar os heréticos, e encontraram-no em igrejas como Antioquia, Éfeso e Alexandria, que podiam traçar suas origens aos apóstolos. Essas igrejas podiam servir como a pedra de toque da ortodoxia.

Mas estender o conceito da sucessão apostólica a todo o curso da história cristã é infundado, por causa da interrupção e apostasia que essas igrejas haviam experimentado. A invasão muçulmana dos séculos sétimo e oitavo eliminaram completamente a maior parte das antigas igrejas orientais.

A resistência psicológica do Dr. Bacchiocchi é a mesma dos Fariseus que recusaram o esplendor da verdade nas palavras e nos atos de Cristo. Para os fariseus Jesus não podia ser o Messias de jeito nenhum, embora a força dos argumentos do Divino mestre fosse aterrorizadora, embora toda Verdade estivesse estampadas em seus atos e palavras. Da mesma forma, para o Dr. Bacchiocchi a Igreja Católica não pode ser de jeito nenhum a Igreja Única, mesmo que a Bíblia e os testemunhos primitivos mostrem isso. Esta sinuca psicológica faz estas pessoas se comportarem como se fossem loucos, ou como diz minha esposa, são pessoas que insistem em colocar roupa de príncipe em sapo.

A única forma de se sustentar a mentira é com mais mentira. Dr. Bacchiocchi nas suas manobras psicológicas acaba confessando que a verdade não é perene, que ela muda, o que é totalmente absurdo. Para ele o que os primeiros cristãos utilizaram e confessaram como Verdade nos primeiros séculos deixou de sê-lo depois da formação da Bíblia. Simplesmente quer dar uma razão à sua falsa concepção de que a Bíblia tem autoridade e a Igreja que a formou não.

Se fosse para que um livro sagrado tivesse toda autoridade entre os Cristãos, como se fosse um Alcorão cristão, Cristo não teria nos deixado a Igreja, mas teria nos deixado uma Bíblia. Se assim fosse não teria conferido sua autoridade aos apóstolos (cf. Mt 28,18-20). Os apóstolos não teriam resolvido o primeiro conflito da Igreja num Concílio (cf. At 15), mas remeteria os cristãos a buscarem entendimento nas escrituras.

Jesus nos deixou a Igreja porque a autoridade que conferiu aos apóstolos e que foi usada para o bem de toda Igreja, principalmente na resolução de conflitos, deveria ser usada nos séculos seguintes. Todo tempo surge algo que precisa ser esclarecido, algo que precisa se conciliador, algo que precisa de reposta. O Magistério de Cristo é um magistério vivo! Daí a razão da sucessão dos apóstolos, único meio pelo qual a Igreja de Deus se perpetua na terra.

Porém, em seus sofismas “brabos” mesmo, ele se esquece que a formação da Bíblia dependeu da Igreja. Toda autoridade que a Escritura possui deriva da autoridade da Igreja, assim como a autoridade de uma certidão deriva da autoridade do cartório. É importante dize que o fato da autoridade de uma Lei derivar da autoridade de quem a promulgou, não significa que quem a promulgou está acima da Lei. A autoridade de quem promulga a Lei deve servir, guardar e defender a mesma.

Dr. Bacchiocchi falseia a Verdade novamente ao dizer que a invasão mulçumana destruiu a maioria das Igrejas orientais. Não! Isso é falso. TODAS as Igrejas orientais que remontam aos apóstolos existem até hoje: Pedro e Paulo (Igreja Católica Antioquena), André (Igreja Ortodoxa Patriarcado de Constintinopla), Tiago Maior (morreu sob Herodes), João (Igreja de Éfeso), Tiago Menor (Igreja Católica em Jerusalém), Judas Tadeu (Igreja Católica Armênia), Mateus (Igreja Ortodoxa Etíope), Bartolomeu e Tomé (Igreja Católica na Índia e Igreja Ortodoxa Nestoriana), Filipe (Igreja Católica em Cesaréia na Palestina e em Hierápolis), Simão o cananeu (Igreja Católica Persa), Judas Iscariotes (foi substituído por Matias, Igreja …). Ainda que os mulçumanos tivessem dizimado dois terços de toda a Igreja, enquanto houver sucessores dos apóstolos que podem conferir a autoridade apostólica a outros, esta não está extinta.

O mesmo se aplica ao bispo de Roma. Qualquer pessoa familiarizada com a história do papado sabe quão difícil é até mesmo para a Igreja Católica provar a sucessão ininterrupta desde Pedro até o papa atual. Houve ocasiões em que o papado esteve nas mãos de vários papas corruptos, que lutavam entre si pelo trono papal. Por exemplo, em 1045 o Papa Benedito IX foi expulso de Roma pelo povo devido a ser indigno e Silvestre II foi colocado no trono papal. Mais tarde, Benedito IX retornou e vendeu o trono papal a um homem que se tornou Gregório VI.
Durante esse curso de eventos, Benedito recusou renunciar a suas reivindicações papais, de modo que passou a haver três papas alegando ser o papa legítimo. Para resolver o problema o imperador alemão Henrique II convocou um sínodo em Sutri em A. D. 1046, que depôs todos os três papas e elegeu Clemente II no lugar.

Fica-se a indagar, qual dos três papas depostos se enquadraria na sucessão apostólica? Como pode a Igreja Católica ainda legitimamente defender a noção de uma sucessão ininterrupta desde Pedro até o papa atual, quando alguns de seus papas foram depostos por sua corrupção?! É evidente que existem alguns elos interrompidos na corrente da sucessão apostólica.

(Baseado na Newsletter [boletim] no. 54 da série “Endtime Issues”, do Dr. Samuele Bacchiocchi, que mantém um ministério na Internet sob o título “Bible Perspectives”, cujo endereço internético é www.biblicalperspectives.com).

Ora, se Collor foi deposto do poder por falta de decoro e então um outro veio e lhe sucedeu o lugar, significa que não houve sucessão presidencial no Brasil ou que seu sucessor é ilegítimo? O que tem uma coisa haver com a outra? Isso só mostra que a sucessão pode se dar por razões variadas seja pela deposição do governante ou fim natural do seu mandato (no caso dos Papas é vitalício).

Todos os cristãos antes da Reforma protestante criam na sucessão dos apóstolos. Nem mesmo os ortodoxos (que se separaram da comunhão com o Papa em 1054) negam ser os Papas legítimos bispos de Roma.

Prezado Paulo, infelizmente vivemos vítimas da indústria da desinformação. Somos levados a acreditar nas obras de doutores e eruditos, mas que nem sempre corroboram com a Verdade, para falar a verdade dificilmente corroboram. Na esmagadora maioria das vezes, as pessoas não estão preparadas para perceber as armadilhas que lhes aguardam nestes textos. Algumas delas eu mesmo mostrei a ti. Na maioria das vezes estas pessoas utilizam seus títulos para criarem uma falsa verdade, uma história paralela. Peço com todo amor que você leia também um artigo que trata deste tema e que está intimamente ligado ao Primado de Pedro (5). Este artigo trata do cânon 28 do Concílio Ecumênico da Calcedônia, cânon que propunha anular o primado de Pedro. Curiosamente as atas deste Concílio só possuem 27 cânons. Vale a pena conferir a razão pela qual o cânon 28 não foi aceito.

A Verdade muitas vezes, caríssimo Paulo, é como uma cama na noite fria. No início incomoda, mas depois é recanto de conforto e alegria.

Espero sinceramente que você possa aprofundar a sua pesquisa e ser coerente diante da Verdade que lhe é apresentada. Somente as almas sinceras herdarão o céu, por isso aja com toda sinceridade. Conte conosco toda vez que precisar de mais esclarecimentos, afinal o primeiro Papa nos ensinou: “Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito” (1P 3,15).

Em Cristo Nosso Senhor,

Prof. Alessandro Lima.

Notas

(1) SUNGENIS, Robert A. Apostolado Veritatis Splendor: Exegese Católica de Mt 16,18-19. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/558. Desde 13/1/2003.

(2) Pastor Aeternus. Disponível em http://www.dicionariodafe.com.br/documentos/pastor_aeternus.htm.

(3) SEMEDO, Alexandre. Apostolado Veritatis Splendor: O Primado de Pedro e Epístola aos Gálatas. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/6. Desde 30/10/2002.

(4) LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: O que é Igreja Apostólica?. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/2302. Desde 10/11/2003.

(5) JOSÉ MIGUEL ARRÁIZ. Apostolado Veritatis Splendor: O Cânon 28 de Calcedônia e a História Alternativa. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/4168. Desde 2/5/2007.

Leitura Complementar

JOSÉ MIGUEL ARRÁIZ. Apostolado Veritatis Splendor: Orígenes Interpretava as Escrituras como um Protestante?. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/4172. Desde 14/5/2007.

JOSÉ MIGUEL ARRÁIZ. Apostolado Veritatis Splendor: Santo Agostinho Interpretava a Bíblia como os Protestantes?. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/4166. Desde 16/4/2007.

RAVAZZANO, Pedro. Apostolado Veritatis Splendor: Santos e Patriarcas Orientais confirmam o primado do Papa!. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/4311. Desde 29/6/2007.

LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: Com a Sé Romana devem estar em comunhão os cristãos do mundo inteiro. Disponível em https://www.veritatis.com.br/article/4212. Desde 2/4/2007.


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