(1) “Certa senhora rica, muito católica e devota, me disse um dia: “Quanto desejaria obter a paz de Deus em meu coração!” (2) (Apesar de toda a sua comodidade, o melhor lhe faltava.) (3) “Porém, devo deixar a minha igreja e filiar-me a outra?” – me perguntou.”

  1. Outra clara referência aos católicos. Mas não se preocupe com as palavras deste parágrafo! É muito comum os protestantes afirmarem que certa senhora, certo padre ou certo ex-católico falou ou disse determinada coisa. Trata-se de uma antiga prática, que costuma a trazer bons resultados de conversão, mesmo sem precisar identificar a verdadeira fonte da frase. A “espontaneidade” da tal senhora católica depõe contra a autenticidade da frase. E mesmo que aceitássemos a veracidade de tais palavras, tão somente poderíamos comprovar que essa senhora era apenas “católica por tradição”, daquelas que falam que é, mas não frequentam e muito menos participam da comunidade (o fato de ser devota expressa, no pensamento do autor, que ela tinha “seus santos e acendia velas”, o que certamente não significa que conhecia e/ou seguia a doutrina católica). Ao contrário da covardia do autor, prefiro citar nomes de ex-protestantes e ex-pastores, que também “não obteram a paz de Deus em seus corações” (apesar de conhecerem muito bem e praticarem a fé evangélica), exceto quando encontraram a fé e a verdade na Igreja católica: Francisco Almeida Araújo (Caixa Postal 1071 – Anápolis/GO – 75001-970), James Akin (http://www.cin.org/user/james), etc… Existem muitos outros convertidos (a Internet está cheia de exemplos!); basta entrar em contato com eles e trocar experiência. No fundo, tenho percebido que, enquanto os evangélicos estão ganhando conversões em número (=quantidade), os católicos estão ganhando conversões de qualidade!
  2. A julgar pela informação do autor, eu diria que o motivo da falta de paz no coração da tal senhora era exatamente o mesmo daquele jovem rico que procurou Jesus para saber como obter a salvação: o apego às riquezas (cf. Mt 16,19-24). Não se deve servir a dois senhores porque gostará de um e odiará o outro; logo, não se pode servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo (Mt 6,24). Pena que Schubert não entenda o que a Bíblia está dizendo…
  3. Chegamos ao clímax do artigo! A pergunta torna-se bem oportuna neste ponto. O autor tentará responder, de forma indireta (para variar!), no próximo parágrafo.

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