A Igreja dos Apóstolos é Católica

Quando os Apóstolos começaram a proclamar que o Cristo havia ressuscitado, eles foram a lugares onde havia comunidades judaicas e concentraram seus esforços sobre essas comunidades. Logo, entretanto, algo aconteceu para a mudança dessa conduta. Os capítulos 10 e 11 dos Atos dos Apóstolos narram a experiência de São Pedro com os gentios em Cesareia e como ele foi levado a admiti-los na comunidade Cristã. Desafiado por alguns fiéis de origem judaica, Pedro explicou o motivo pelo qual se sentiu movido por Deus. “Depois de terem ouvido essas palavras, eles se calaram e deram glória a Deus, dizendo: ‘Portanto, também aos pagãos concedeu Deus o arrependimento que conduz à vida!’” (Atos 11,18).

Conforme a Igreja cresceu, ela se tornou cada vez mais diversificada, incluindo pessoas de todas as culturas e classes sociais do mundo antigo. A unidade da Igreja não foi baseada em razões étnicas, culturais ou econômicas, mas no Cristo. Conforme São Paulo escreveria: “Já não há judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gálatas 3,28).

Os anos passaram e as Igrejas locais desenvolveram várias práticas, que refletem diferenças regionais, mas que as mantêm unidas em Cristo. Diferentes liturgias, disciplinas, espiritualidades e até mesmo teologias surgiram. Enquanto algumas, as heresias, contrariavam a mensagem do Evangelho, outras práticas eram harmônicas com o mesmo Evangelho. Ser Católico, então, não significava ser uniforme em prática, mas estar unido na diversidade. Séculos depois, esse princípio seria expresso no seguinte dito: “no essencial, unidade; em matérias nas quais há dúvidas, liberdade; em tudo, caridade”.

Através dos séculos, várias dessas correntes prevaleceram e caracterizaram diferentes Igrejas locais. Hoje, encontramos esses “ritos”, como eles passaram a ser chamados, ainda em florescimento em diferentes Igrejas Católicas e Ortodoxas históricas:

  • Armênia – originária da primeira nação a adotar o Cristianismo formalmente: a Armênia;
  • Assíria/Caldeia – originária da Mesopotâmia e encontrada hoje nos Cristãos Caldeus do Iraque e na Igreja Siro-Malabar na Índia;
  • Bizantina – a tradição grega e eslavônica predominante na Europa Oriental e o Oriente Médio “Romano” (Roum);
  • Copta – a tradição egípcia, que também originou as Igrejas da Eritréia e da Etiópia.
  • Maronita – a tradição Siríaca do Líbano;
  • Romana – originária das Igrejas da Europa Ocidental.
  • Siríaca – originária na porção do Oriente Médio onde se fala o idioma Siríaco. Também encontrada nas Igrejas Siríacas da Índia.

Com os padrões modernos de expansão e imigração, todas essas Igrejas históricas e tradições estão agora espalhadas por todo o mundo.

  • Visite uma Paróquia de outra Igreja Oriental que fique perto de você. Aprenda algo sobre suas similaridades e diferenças em relação à nossa própria tradição.
  • Explique essas diferenças comparando-as aos quatro Evangelhos. Não são idênticos, mas expõem a mesma figura: a de Cristo.
  • Para ter uma experiência melhor dessa diversidade, colete amostras da música e das cerimônias dessas diferentes Igrejas históricas no YouTube.
  • Muitas dessas Igrejas estão passando por severa opressão em suas terras-natais. Acrescente às tuas orações uma oração pelas nossas Igrejas irmãs que sofrem.
  • Rezem juntos o seguinte verso: “Vós Sois a Luz que existe desde todo o sempre. Quando quisestes, em Vosso inefável Amor pela humanidade, descer à minha humanidade e, em Vossa Bondade, tomar a carne, Vós fizestes com que Vossos Apóstolos e Discípulos se tornassem reflexos do Vosso Radiante Esplendor, ó Salvador. Eles foram enviados com esplendor para iluminar toda a criação com Vossa Divina Luz; pelas suas orações, iluminai e salvai nossas almas”.
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