Por Jaime Francisco de Moura

Os protestantes dizem que a Igreja é simplesmente constituída por aqueles que vivem a fé em Cristo, e que a Igreja, na verdade, não salva ninguém. Então, não se entenderia porque Cristo a instituiu, se ela não tem utilidade, no plano da salvação: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”. A Bíblia e a história comprovam a existência da Igreja de Jesus Cristo, no plano da salvação, como instituição Divina também e não apenas como mera vivência Cristã.

A pedra fundamental e principal da Igreja, evidentemente, é Cristo (1 Coríntios 10,4)  (Efésios 2,20)  (1 Pedro 2,7-8). “Ninguém pode colocar outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” ( 1 Coríntios 3,11).

Nenhum homem comum pode pôr outro fundamento, mas Nosso Senhor Jesus Cristo pode, livremente, confiar esse fundamento a alguém, ou ampliá-lo a quem ele quiser, como na verdade, o fez, quando disse a Simão: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18-19). Cristo, de fato se revelou: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12) mas disse também: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). E disse mais: “Eu sou o bom pastor” (Jo 10,11) no entanto, ordenou a Pedro: “Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,15).

É claro que nós Católicos admitimos que Cristo é o fundador de sua Igreja, mas Pedro foi o escolhido para ser o regente temporal dessa Igreja. São João conta a história do encontro entre São Pedro e nosso Senhor em 1,42: ”E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro)”.

A palavra ”Pedro” em aramaico, que era a língua falada por Cristo, quer dizer ”pedra”. Cristo estava seguindo uma prática comum entre os orientais, mudando o nome de uma pessoa com o significado da função que ela iria exercer. Dois anos mais tarde, Cristo atualizava a mudança de nome de Simão e prometia construir sua Igreja sobre PEDRO, conforme visto em (Mateus 16,18).

Uma leitura deste capítulo (16), de 13 a 20, vai mostrar que PEDRO era aquele que deveria ser a pedra. O SENHOR primeiramente pediu um sinal da fé de PEDRO. E Pedro disse: ”Vós sois o Cristo, o Filho de Deus vivo”. Ele então respondeu a ele: ”Abençoado sejas tu Simão Bar-Jonas – porque a carne e o sangue não revelaram isto a ti, mas sim, Meu Pai no céu”. E então Ele mudou seu nome: ”Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Certamente Cristo não pretendeu CONFUNDIR UMA CONSTRUÇÃO GRAMATICAL dizendo: ”Eu digo a Ti (falando a Pedro): tu és Pedro (e então alterando, na mesma sentença), sobre esta pedra (querendo dizer ‘sobre Mim’), Eu construirei a Minha Igreja”. Nos muitos versículos mais próximos, Ele então volta a PEDRO: ”E eu darei a TI as chaves do reino dos céus, e portanto, tudo aquilo que TU ligares na terra será ligado no céu, e o que TU não ligares na terra, não será ligado no céu”.

Ele CONFIRMOU sua promessa, depois de sua ressurreição, quando ele ordenou a Pedro para apascentar os cordeiros e ovelhas em (João 21,15): ”Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: ‘Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?’ Respondeu-lhe: ‘Sim, Senhor; tu sabes que te amo’. Disse-lhe: ‘Apascenta as minhas ovelhas’. Tornou a perguntar-lhe: ‘Simão, filho de João, amas-me?’ Respondeu-lhe: ‘Sim, Senhor; tu sabes que te amo’. Disse-lhe: ‘Pastoreia as minhas ovelhas’. Perguntou-lhe terceira vez: ‘Simão, filho de João, amas-me?’ Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: ‘Amas-me?’ E respondeu-lhe: ‘Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo’. Disse-lhe Jesus: ‘Apascenta as minhas ovelhas”’.

Pedro EXERCEU esta jurisdição:

Seu nome foi sempre o primeiro nas listas dos Apóstolos.

Ele propôs a eleição de um apóstolo para substituir Judas (Atos 1,21-26).

Ele pregou o primeiro sermão no Domingo de Pentecostes (Atos 2).

Ele realizou o primeiro milagre [depois de Cristo] (Atos 3,6-8).

No Concílio de Jerusalém todos os Apóstolos se submeteram à sua autoridade (Atos 15,7-12).

A História prova que desde aquele tempo, tanto no Oriente como no Ocidente, o sucessor de Pedro foi reconhecido como a cabeça suprema [visível] da Igreja. Desde aquele dia [até hoje], houveram 266 sucessores de São Pedro e com o atual Papa Francisco, são 267 Papas. Este era o plano de Cristo que é encontrado no mesmo capítulo onde ele disse que a Igreja fundada sobre ESTA rocha iria durar até o final dos tempos e que as portas do inferno NÃO prevaleceriam sobre ela. A Igreja teve essa fundação e portanto, se ela deveria seguir avante, deveria ter sucessores que dariam continuidade ao trabalho de Pedro, a pedra…

Em resumo, o fundamento verdadeiro, como vimos, é Cristo. Esse fundamento, no entanto, foi como que delegado a todos os Apóstolos e profetas (Efésios 2,20) pois todos são co-responsáveis. De modo especial, e solenemente, foi no entanto, entregue, estendido e confiado a Pedro, a quem Jesus falou, franca e pessoalmente, em (Mt 16,18); assim como afirmou-lhe: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus” (Mt 16,19) e ordenou-lhe, também: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15); “Confirma teus irmãos na fé” (Lc 22,32).

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